outubro 16, 2005

Abençoado pelo copo o sentimento inerte...

E pelas noites quentes o amor rodou e vagou pelos trilhos do mundo e do sentimento. Trouxe para a mente os brinquedos predileto. O platonismo invadiu-me de maneira que só pude sonhar e reviver denovo toda a tristeza dos dias que passava escrevendo as poesias da vida. Não mudei simplesmente esfriei rente a morte, as músicas ganham o significado e agora choro ao invés de cantar. Mas lembro de cada linha e sei que tudo isso tem seu nome, tem sua marca e tem sua eterna presença. Acústica e terna a vida vai continuando, dedilhando sempre o momento e as marcas. Lembrando das ruas, da lua, das estrelas... Elas que sempre foram confidentes e testemunhas da escuridão e quando toca o som o meu semblante se abate e traz algumas marcas de tudo isso... Vivo meu presente e agora nada está comigo, tudo é um embalde nostálgico e redundante. E por incrível que pareça... Estou feliz neste caminho e nem vou sair... Tomara que tudo continue certo.

outubro 06, 2005

E é completamente sem sentido...

O que pode-se contar de uma história não conhecida? De um conto sem final? De uma música sem notas? De um amor sem ser correspondido? É a mesma coisa que querer o dia na noite, o claro no escuro, o líquido no gasoso, o lido no não lido... Abstrações frutais de um mundo qualquer, ditado ou poetizado, crônico ou antológico... Tanto faz pois não se tem a certeza de nada... É o que querer fazer de triste no belo, no magnifício da derrota... É o adeus sem um sorriso, nem lágrima, nem um agradecimento... É um até breve sem data, sem dia, sem local... É um oi sem sentimento algum, um sorriso sem graça, um beijo sem paixão... Mundo infrutífero e sagaz, voraz e tolerante... Mas que continuamos regando os desejos de uma triste praia, repleta de sol quente e vento fresco... Regando um jardim de sonhos, magos e elfos... Delirando ao sabor das drogas um mundo impossível de se existir...

outubro 01, 2005

Tentando rimar a incerteza...

A noite calou pela última vez da janela mundial. Ruídos foram ouvidos do outro lado mas foi o rangido da tristeza que tomou conta de todo o ambiente. Foi crescendo e personificando, marcas apareceram nas paredes, lembranças viveram na mente pertubarda e o choro veio completar a cena. A noite teve tudo de novo mas nada foi inédito. Há tempos não se recolhia ao pesadelo do viver, há tempos não escrevia a lira incerta do sentir, há tempos não sentia a dor do coração batendo pelo platônico. Tudo foi crescendo e intensificada foi a boreal que surgiu no esplêndor. As mãos tremeram enquanto secava o sangue que percorria o corpo. A depressão estampada nos momentos só era quebrada pela força que a tristeza gerenciava a vida. Nada de mudanças, nada de evolução. A dor implacada era a mesma de todos os dias, as forças não existiam mais nas veias do corpo. Corpo este que suplicava pelo fim de tantas coisas ruins e tentava lembrar como era bom sonhar e viver...

setembro 22, 2005

E tudo ficou perdido em um olhar...

Os olhos cintilaram mais uma vez para acostumar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos. A tristeza era implacada nas pontadas de dor que sentia a cada novo minuto. E tudo, tudo mesmo, começou a deslocar para um mundo novo e triste. As coisas novas ganharam significados sem sentimentos, as antigas foram, gradativamente, perdendo o seu em meio a revolução. Um novo vôo, um novo começar. Essa era a idéia inicial. Matutava com os pés no chão e racionalmente, mas sua mente viajava e trazia o sabor lindo e convidativo do novo. Demorou até dizer sim. Como um casamento a união era até que a morte o separassem. Foram em destino ao nada, ao vazio e ao redor. Visto o vale repleto de tristeza e arrependimento que vivia, só teve a alternativa de lembrar, de sonhar denovo, do velho, do antigo, do minucioso passado. Escreveu, gritou, chorou e cantou. Livre, preso, acorrentado a uma vida boa e agarrado pelas garras da depressão. Esse sempre foi o seu cenário, esse sempre foi seu sentimento com o todo. Criou seu mundo, mas nunca esqueceu do que ele vivia. Tentava em alternativas extremas melhorar, nunca o conseguiu. Só poderia terminar ali, no seu leito, no seu sempre companheiro. O seu fim, não foi gravado e muito menos escrito. Foi simples e sentido. Foi perdido e assistido pela mesma solidão que casou anos atrás.

agosto 28, 2005

E isso tudo é o mesmo de você

E tá tudo bem. Estou certo no meu caminho, nao irei desviar jamais... Continuo seguindo as rotas estranhas, os caminhos tortos e sinuosos do mundo que me impõe a exercer minhas energias na caminhada e ver se existirá alguma compensação depois... A vida é algo surreal e deve-se ser levada ao seu mais perfeito significado... No ritmo que te faça urrar, te faça ser um feitiço da maneira pura e correta... Sobre mim tudo cai e perde-se no signifcado que acho para as coisas que eu faço e continuo indo... Os dedos correm nas teclas e tudo perde seu sentido inicial por tudo ser feito de unicelularidade... Estou embriagado... Gostaria de dizer que sonhei com você... Que gosto de você... E que um dia agente ainda vai se entender.... E isso que espero com toda certeza do mundo...

agosto 25, 2005

E hoje completa aniversário...

Fazem dois anos que eu to sem uma ligação para ver se está tudo bem... Fazem dois anos que ninguém me faz o melhor brigadeiro do mundo... Fazem dois anos que eu não como a única almondega que me deixava delirando... Fazem dois anos que eu não beijo o rosto mais companheiro que eu tive em vida... Fazem dois anos que eu não ganho bombinhas de chocolate... Fazem dois anos que eu não mais a vejo, a abraço, a acompanho... Minha vó se foi... Há longos dois anos... Era uma segunda-feira, chuvosa e fria de Santos... Eu vi seus olhos fechados, sem o brilho, sem o verde básico que os coloria... Vi seu corpo deitado, esticado na posição que ela detestava dormir por causa da perna... Ali eu tive a certeza que ela não iria mais levantar... Hoje sobram as lembranças, hoje sobram as histórias, hoje sobram os momentos... Momentos que eu tive, que eu presenciei... E me emociona lembrar que no domingo eu a beijei e pedi um brigadeiro e ela se desculpou por estar naquele estado... Eu sorri e disse "Vó... Pelo amor de deus... Eu não vou morrer por isso... Você ainda vai me fazer muitos e muitos..." ela riu encabulada... Talvez ela sentisse que o fim estava próximo... Talvez eu soubesse... Mas sempre preferi o otimismo... E mesmo assim não me arrependo de não ter feito algo com ela... E a sinto todos os dias... Ao rezar, ao pedir proteção, na angústia, no nervosismo... Eu sinto uma força comigo que só pode ser dela... E vó linda!!!!!! Saudades de você! Te amo... E conto os dias para podermos nos reencontrar... Em outro plano, em outros aspectos... Mas sempre presentes... Linda... Continue sempre rogando por nós... Pois sentimos sua falta... E como eu cantei para você na semana retrasada... "Você é a única, que me entende, que me protege com todas as mãos.. E mesmo que aconteça tudo eu continuarei a idolatrar... a idolatra você que é meu sol... Você é a única" Eu te amo linda... Saudades...

agosto 21, 2005

Frutos caindo de uma tarde dominical...

A vida é um jogo, onde somos peças fundamentadas na vitória e no, tão famoso, ganha x perde. Somos artistas dedicados e corretos, pois a arte não passa de sinais perceptivos, constituindo assim uma definição melhor para nós. Sobrevivemos pois temos a criatividade do viver a cada segundo, a cada passo, a cada escolha, a cada vitória e a cada derrota, somos criativos pois percebemos as mudanças do mundo, percebemos os sinais da arte. Cidade não é somente um conjunto de prédios e pessoas... Cidade é o completo, luzes, pessoas, barulhos, muros, andares, cheiros... Tudo é uma cidade, tudo tem vida, tudo tem sua definição... Personalidade é a máscara que criamos para os outros pensarem que somos sinceros e fortes... Persona é como era chamada a máscara no teatro grego que dá origem a palavra. Conforme moldamos nossa personalidade acabamos pensando. Conforme pensamos acabamos existindo. Conforme existimos acabamos vivendo. Conforme vivemos acabamos criativos. Conforme criativos acabamos artistas. Conforme artistas acabamos perceptivos. Conforme perceptivos somos peças. E conforme peças acabamos modelando nossa personalidade para a vitória... Fechando assim o ciclo explicativo da filosofia humana, da filosofia do ser e dos diversos contos e histórias que definem o mundo que conhecemos...

agosto 16, 2005

Sem uma racionalidade continuamos...

Quem nunca chorou por amor... Quem nunca sonhou com as curvas do destino... Quem nunca sonhou acordado o momento... Quem nunca tentou achar a solução nas equações impossíveis do sentimento... Andei, vivi, sonhei, chorei, busquei, fiquei... Na solidão buscava o afeto, na companhia o prazer, nos sonhos a perfeição, na vida a solução... Caminhei por muitos e muitos caminhos, muitos e muitos anos, muitas e muitas tentativas em vão, talvez não, foram proclamadas do meu peito. E depois de tantos anos, de tantas derrotas e poucas vitórias... Ainda clamo do mesmo peito, sonho no mesmo quarto, vivo a mesma vida e tenho a mesma mente... O platonismo arcaico rege a vida sentimental e não existe mudança prazerosa neste plano transversal... O caminho ainda está para ser trilhado e o final longe de ser alcançado... Ainda hão de cair lágrimas, hão de existir sonhos, hão de existir momentos... E isso que faz a vida valer a pena...

agosto 15, 2005

O cheiro fez com que perdesse o espetáculo...

Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro. Fraco, embriagado, enojado e doente. Enjoado, Tubérculo, Gripado e Apaixonado. Com junções de sentimento eu não sei porque fui, não sei porque fiz, não sei porque usei, Não sei porque olhei... Senti o gosto sabor do arrependimento e não mudei-o com o álcool e nem com a liberdade. Não interferi no caminhar da sociedade e do mundo, não demonstrei meu descontentamento, não disse... Vivi na intensidade necessária, remexi com o gosto necessário, em berço esplêndido cheguei ao finalmente... Mas não disse tudo que queria... E talvez deveria ter dito... E talvez esse seja o fim bordado em um pano qualquer do fundo do mundo...

agosto 04, 2005

O atrito entre desconhecidos podem ser diversas coisas...

Abençoado por um pesadelo acordado vaguei por entre ruas e ladeiras, ladrilhos e azuleijos. Salvei o meu coração da doença, mas nunca da angústia, muito menos da saudade que sinto. Saudades essa que vivo e atormenta a cada minuto que passo, deitado ao relento das estrelas, tentando achar o caminho entre seus brilhos e curvas. Coragem só tem quando alguém ao seu lado te conforta e te traz a luz da felicidade, o cheiro de completo, a razão do viver. Sinto muito as vezes que possa andar confuso pelos amores, seguindo algumas direções fantasiadas pelos olhos e bocas. No final eu já sei que encontrarei a mesma parede de lágrimas lamentáveis, de sufoco e depressão. Relevar a vida é assim mesmo... Sentir o amor e não tocá-lo, tê-lo e nunca possuí-lo... Talvez pelos quilômetros e muito provavelmente por causa do vento que traz as impurezas para a vida. Cabe a impossível maneira de aceitar...

julho 28, 2005

De Adeus em Adeus Terminou o Jogo...

Os olhos já não conversam, os pés não se tocam, as mãos não se beijam. O brilho da noite foi extinto fazendo chorar as margaridas azuis. Do início ao fim, lembranças amontoam-se para o filme sem nexo. Constituindo assim, nenhuma explicação convincente. As provas foram feitas na média arrendondada e a vassoura varreu para o coração as lágrimas de areia. Os sapatos fizeram o caminho em meio ao gelo e sal e as mãos refugavam para apagá-los. A dor era intestinal e as roupas criaram um tapete por onde os astros estrelares passavam. Um após três e sucessivamente, mostravam a futilidade do amor. Ensinaram a redundância, explicaram as cores, mostraram a dieta. A flora cantou singularidade e a fauna urrou sua especialidade. Os cães ladraram e tudo ganhou o ritmo sereno. Menos o abraço carinhoso, o beijo multifocal, o atrito especial... Esses tiveram a toalha jogada do canto do ringue... Poetizando o fim sem-graça pois não aguentariam a avalanche que estaria por vir...

julho 24, 2005

E eu pensei tanto em você...

Era uma floresta ou algo do genero romanticamente repleto. Era aquilo e nada ao redor, nada ao relento, nada costumeiro e voraz. Tempo inflável como bonecos de cera, segundos repletos de angústia marcavam os passos cronometrados. As luzes se alternavam como as águas dançantes do parque. E foi nesse meio tempo, neste palco que surgiu a normalidade dos dias, a sensação do dever cumprido, o coroar dos portões. Todos os objetos curvos e pardos aplaudiram com sono e o tédio alegre. Os papéis relincharam e os quadros pararam para sempre o seu foco. Foi aí que eu peguei meu estojo mágico e poetisei essa aurora boreal do espetáculo de um sonho, de uma vida cotidiana e sem espetáculo. Como a fuga para a liberdade, o beijo marcado, o encontro no escuro, a viagem dos sonhos, o amor perfeito. Nada, sem sombra de dúvida. Foi assim que comecei a amar...

julho 13, 2005

E eu fiz de tudo para você notar o brilho...

Eu te dei um sorriso pintado no céu noturno, te dei o carinho acolhedor mais puro, te arranjei a flor mais bela e rara para demonstrar meu sentimento. Balõezinhos mágicos presentearam-te, bombons secretamente recheados de amor e meu sorriso nunca lhe faltou... Agora me vingo nesta cadeira, escrevendo para algo que não é promessa, que não é vivido, que nunca foi mais do mesmo e sempre faltou... Começo a te venerar e esquecer das outras simplicidades da vida, pois tudo ganha beleza quando entra seu pensamento... Mas o estranho é escrever de amor sem saber se ele é correspondido ou não, se o seu olhar vago é parte de um início ou é o sacramentado fim... E eu precisava de tudo isso...

julho 07, 2005

E seu perfume permanece no quarto que você saiu...

Através das palavras não acho significados, corro em círculos através dos adjetivos que embelezam a cena toda. Busco os verbos certos mas nada dá a ação necessária e muitos substantivos aparecem mas viram abstração quando me ponho na organização. Descrever algo é complicado demais para beira a perfeição da escrita... Necessita um olhar, um toque, um beijo, um perfume, um carinho, um sorisso, um abraço, uma passada de mãos, um aperto, uma risada, a voz, a pele, o andar, o jeito e tudo isso é vivido e nunca escrito. Nada mais me faz escrever só sinto um doce perfume e tento abstrar tudo isso e relembrar o que vivi... E sei que isto está realmente confuso... Você foi agora e eu aqui fazendo meu papel de romântico poeta, tentando modelar algo que chegue um pouco de tudo que sinto... E talvez este seja o início de muitas tentativas...

julho 02, 2005

E tinha os que me chamavam...

De poeta, esses falavam que eu cantava palavras, rimava a vida, transcrevia os sentimentos com a intensidade bela e rendia o fruto de um mundo mágico para os que a liam. Outros me chamavam de louco, inconsequente, voraz, engraçado e completamente dinâmico. Repreendido fui as vezes que chorava para lua e estrelas, bebia para o amor não correspondido, embriagava-me na tristeza alcoólica. Outros de sonhador, idealizando a mulher perfeita no mundo, as características brandas e sinuosas. Das noites em perdido que sonhava para ela, vivia por ela e morria na angústia de não poder tocá-la, talvez por não existir ou, até mesmo quem sabe, ela já não estar mais comigo... Não os julgo errados porém incompletos. Sou louco, pois bebo a minha vida triste de amores e embriago-me no sabor acre do álcool, para tentar viver este intenso sentimento, pois sou um sonhador que vive sonhando em personificar este amor na donzela mais bela e perfeita que há de existir neste mundo, por causa do alcóol e do sonho, canto em peito aberto a lira interna disso tudo, transformando assim esta procura e este sentimento em poesia não transcrita mas sim vivida. Sendo tudo isso um pouco mais de mim mesmo.

junho 27, 2005

Se a minha vida fosse uma resenha de CD...

Começaria falando das influências que me fazem gente: amigos, bebidas, músicas além, poesia, romantismo, felicidade, saudades, sonhos e por aí conta-se mais de 1000 coisinhas. Contaria do enredo, da temática do CD: o que estava pensando, qual caminho segui, o que pretendo e qual minha mensagem. Falaria do ritmo como é desenvolvido, cadenciado mas em alguns momentos nervoso, agitado sempre mas com toques de calmaria plena. Comentaria uma união, como se fosse uma peça teatral, da primeira a última música os fatos se encontram, como o passado caminhando no presente e construindo juntos o futuro: nunca deixando nada para trás, e sim, evoluindo com erros e acertos da vida. Indicaria a opinião do melhor momento: aquele que nunca consegui esquecer e que marca a vida certinha: algum dia que choro e risos pintam e bordam a amizade e assim criamos a felicidade. E por último, e nem por isso menos importante, falaria da arte gráfica: se é feio ou bonito, se chama atenção ou não, se é de amar ou se é de odiar, uma opinião pessoal e irrelevante mas que fecha com classe tudo. Mas tudo isso se a minha vida fosse resenhada... Como não ainda busco nas entrelinhas do viver as soluçÕes das minhas equaçÕes.

junho 24, 2005

E o jornal que ficou na rua...

Contou as novidades antigas, as novidades aquém-mundo, o que todos já sabiam e não se realizaram. Os olhares talvez julgaram algo que poderia acontecer como não... As mãos não se tocariam jamais por vergonha ou por simples equação matemática. Nandando contra uma tormenta de dúvidas ou simplesmente triste pelo acontecido. Despertado ou sonolento... Vivido ou Existindo... Partícipio passado ou gerundiando a vida ambos parecem mostrar o mesmo significado sem cor. Eu nem lembro de esquecer o que passou e muito menos o que talvez deveria ter feito... Mais lembranças do frio. Quatro horas foi o nosso primeiro tempo. Quando será o segundo? E será que alguma coisa terá mudado nos olhares, nas risadas e na silenciosa troca de gestos com atrito? Continuo com a mesma música na cabeça que não tive coragem de cantar...

junho 21, 2005

Em um bela dia de sono e decisões...

Devia eu estar dormindo e sonhei com Deus numa conversa franca, somente eu e ele como amigos mesmo. A época devia ser bem complicada para pedir algo disso... Mas Deus é quase um Gênio e concede desejos para seus fiéis... Quando ele perguntou qual era meu problema, minha angústia e meu sonho eu devo ter respondido "Deus! Favor me deixar sentimental e apaixonado... Quero desfrutar da beleza do amor, dos prazeres da amizade intensificando a cada momento para poder depois ficar anos e anos lembrando do que vivi..." E ele com alguma espécie de olhar me concedeu este desejo... Deve ter, e muito mesmo, me dito que aquilo era doloroso também, que não era assim que eu iria encontrar minha felicidade e tudo mais... Mas eu tonto não devo ter dado ouvido. E assim fui abençoado. Sou romântico, solitário por medo, amigo em todas as horas, companheiro além vida e nostálgico além morte... Sofro lembrando dos amigos que deixei nos caminhos da vida, sofro pensando nos erros dos amores errados, sofro revivendo minhas angústias no quarto escuro e fico realmente perdido com tudo isso. Mas fui eu quem pedi e recebi este dom... Agora minha missão é carregá-lo, porque devolver presentes é sem educação e muito feio... Já dizia a minha mãe quando eu ganhava presentinhos nas minhas festas infantis... Na mesma época em que assistia Jaspion e ChangeMan na falida Manchete... E sofro demais por ver quanto da minha vida eu já caminhei e realizei... Bons tempos nunca voltam...

junho 16, 2005

Eu esperei e tentei entender...

Queria que fosse diferente... Que você confiasse em mim... Que você soubesse o valor de um olhar sincero que eu sempre te dei... Queria que você entendesse o valor do sentimento... Apesar de não oficial é respeitado e muito vivido... Queria que você sentisse o que sinto com seu ciúmes doentio que me faz doente... Queria que você me beijasse eternamente... Mas não sei o que é você e se nem te entendo como posso assim te querer?? Há erros cometidos pelo pecado mortal... Não foi só sexo... Sinceramente...

junho 11, 2005

E a infância me fez lembrar de como era...

Considero minha infância até 1997, por tanto 13 anos e assim sendo há 8 anos atrás, e o único ícone da minha vida nessa época era meu vizinho Bruno. Engraçado que éramos unha e carne, queijo e goiabada ou como queiram chamar... Vivíamos juntos, crescemos juntos, aprendemos juntos e claro que nos divertíamos juntos. Incontáveis os esconde-esconde, os jogos de futebol na garagem, de hockey, os álbuns de figurinhas, o video-game, as festas de aniversário, as coleções mais estranhas do mundo, as novidades da vida e tudo mais. Ele era 2 anos mais novo que eu, mas existe uma época que 2 anos não é diferença e sim igualdade. E era essa época que revivo. Existiam muitos amigos de escola, alias os meus primeiros amigos existiam na minha vida nessa época... Mas nada comparado ao Bruno. Lembro das manhãs de sábado ou domingo que acordávamos 8h da manhã e íamos andar de bicicleta pelo quarteirão com um pedaço de papelão dobrado pegando no pneu para fazer um barulho como se fosse de motor... Um dos melhores goleiros que vi naquela época... Mas acima de tudo companheiro e amigo. Teve a época do Mario Kart que fizemos campeonatos na minha escola e na dele... E sempre vencíamos... Nós éramos muito bons... Eram tardes, tardes e mais tardes que gastamos em frente a TV passando em quadrados com "?" que ganhava premios para ferrar os adversários... Tudo maravilhoso... Não tenho nenhuma recordação que falo assim: "Deveria ter feito diferente..." não... Diferente de tudo... O Bruno e eu fomos perfeitos... Até chegar o ano de 1997... Em que ele se mudou para o Chile, junto com a família toda... Recebi um cartão de natal do mesmo ano, enviei um também no ano seguinte e foi só... Lembro o dia que ele foi embora... Eu não vi pois não iria aguentar a despedida da minha única metade naquela época... Fugi Sim... Chorei sozinho no quarto escuro da casa da minha vó... E chorei novamente quando minha mãe falou "Eu vi eles saindo... o Bruno soluçava de choro e me mandou te dizer que ele vai voltar!" como crianças acreditávamos em tudo... Tínhamos uma esperança doce e pura... Infelizmente o mundo nos transforma de uma maneira que todos são temporários e perdem seu sentido depois de um tempo...e depois de 4 anos, em 2001, ele veio passar férias no Brasil... Fomos ver um filme, ficamos em casa conversando sobre nossas vida e percebi que aquilo que era perfeito tinha terminado... Eu encontrei novos amigos, ele viveu uma outa vida em um outro país... E uma das coisas que conversamos que ele mesmo disse foi "Matheus.. vc fez falta! Cada vez que vivia uma coisa eu queria que vc estivesse comigo..." e a única coisa que consegui responder nessa altura foi "E vc não sabe o quanto eu pedi para aquela volta..." Hoje eu não tenho notícias, não sei como ele está e nada... Infelizmente perdi uma metade que foi completada por outras mas que mesmo assim ainda existe no meu coração e chora algumas vezes que vejo nossa foto com a frase do Ataris "Being Grown Up isnt half as fun as growing up... These are the best days of our lives"

maio 25, 2005

Sem saber porque...

Adentrou o recinto. Ditando regras, trazendo sofrimento, gritos e angústia. Adentrou como mandante da situação, não disse nada e nem mostrou gestos. Cara fechada, tapa na mesa e soco no estomâgo. Adentrou e ditou. Apartir disso lágrimas, escuridão e solidão. Seus passos corriam o ambiente, eram ouvidos por quarteirões. E também nem sei porque disse isso. Nem sei porque comecei a contar algo que não tem sentido. Quem sabe um dia eu termine o meu pensamento, pois inspiração inudou algum lugar distante, como a chuva fez o estrago no país todo agora, menos o meu coração e minha vida.

maio 20, 2005

Corro os olhos por tudo e corro tudo por tudo...

Corro os olhos pela rua em busca de companhia. Corro os olhos pela música de algo tocável em peito morno. Corro os olhos pelos livros em busca da minha história. Corro os dedos pelo dicionário em busca de significado. Corro em direção ao infinito. Sem sentido, escuro e solitário. Em busca sempre de algo que não se pode definir e sem saber realmente sem tem sentido. Sentimentos a flor da pele, relutando em algo difícil de imaginar e difícil de tocar. Suportavelmente indiscreto e misterioso. Sem futuro no leito dos mortos e sem chance para viver ao lado dos de vida. Autor de uma autobiografia inexistente mas explicavelmente vazia. Esvaziada pelo amor... Esvaziada pela solidão e solitária em companhia de muitos.
Melancholy Sickness

maio 17, 2005

A dura realidade do viver começa a render frutos...

Flores de outono juntas em um mesmo tonel ligado sem explosão. Páginas despedaçadas e contadas de um livro qualquer em uma estante suja de conhecer. Tinta desbotada e canetas que tentam gritar os últimos suspiros. Um amor calado de um romance picante e sem sal. Luzes, muitos olhos e nada de ação na aventura jurástica do viver. Torcidas, veias e sangue embalsamando um corpo que não morreu porque sempre irá ser visitado. Filmes e dialetos completam o cenário rústico e barroco, com perfeição e faltas. Tudo em um sonho lindo de verão com frio, chuvas e frutas. Tudo por aquela menina, aquela donzela do vilarejo. Engraçado percebê-la caminhando e suando por um mesmo caminho ondulado de morros. Triste perceber a solidão estampada em suas mãos tremulas e braços acolhedores. Caminhando por perto sente-se o cheiro do amor solitário... Caminhando por perto é quase possível tocar o desejo... Mas é de longe que conhece a verdadeira face desenhada. E mudei de assunto sem conclusão. A bebida pregou a peça e meus olhos começaram a chorar mais uma vez...

maio 14, 2005

A volta da despedida sempre foi...

E o peso voltou. A tristeza pesa em meu peito e me deixa aqui com o ar gélido da solidão e da frieza de olhares incrédulos sobre mim. Minhas mãos trêmulas tentam seguir um raciocínio mas o que conseguem é desenhar a paixão plena de uma vida solitária. Os olhos são embranquiçados por lágrimas que escorrem na face suja e arranhada pela angústia interna. Tentei tirar a vida deste corpo, tentei esfolar para ver se a minha externidade fosse o problema. Tentei gritar e o sangue das veias estouradas veio me lembrar do gosto. E sem os pecados capitais cumpridos e bem longe da realização, fiquei sem nada na escuridão eterna do vale perdido das sombras.

maio 04, 2005

Algo sobre despedidas...

Soube depois de muito andar que as escolhas são provas de nosso caminho, que talvez sejamos influenciados pelo sentimento a chorar, rir e gritar nos dias conformes. Olhando o céu percebi a singularidade das estrelas, todas iluminadas mas nunca iguais e cada uma em uma constelação, cada uma com um desejo mistíco diferente e nunca redundante. E triste mesmo foi ver amigos, que se tornaram além de paredes trabalhistas, entrarem na sua vida de uma forma que não existe plural e irem além vida em pluraridades distintas. Sinto e sofro por isso. Apesar das curvas no caminho de pedras a água corrente refresca alguma coisa e me faz chorar sem forças no penhasco sentimental que criei em minha mente. Criado para fugir das dores, vivido para tornar dores reais e tentado o fim de algo que se tornou mais forte do que eu. Sinto falta... Não negarei... E se tudo isso fosse parte da vida, a vida que se vá se trouxer eles de volta.

abril 27, 2005

A razão brinca com a emoção de mãos dadas...

Em um paraíso singular e metódico. Solto ao vento e preso em grades. Branco no azul, preto no amarelo. Iredundância mesclada com o agito de uma maré bravas de curtas ondas. O papel maroto amarrotado de uma bermuda jeans de verão, cantando canções de inverno, calçado com botas lunares e indecisas de destino. A arquitetura faraônica, moderna e barroca de um coração partido por facas que não machucam e sim moldam um passado. Caminhos trilhados que foram apagados e nunca lembrados, seguem o cheiro do coração chorando e implorando por uma nunca querida solução. Talvez antes quisesse ter feito diferença e lembranças, mas hoje vejo que o medo manda em uma vida assim e sempre será acompanhada pela sombra clara do desespero e das dúvidas. Por isso a razão nunca encontra a emoção, mesmo uma sentindo a outra. Mesmo as duas sendo amigas. Mesmo as duas sendo iguais.

abril 25, 2005

E ao mesmo tempo do tempo que o mesmo mostrou...

Gosto de vc... mto mesmo... ao mesmo tempo que não consigo te fazer feliz... e ao mesmo tempo que quero te ver feliz... e ao mesmo tempo queria fazer parte da felicidade... e ao mesmo tempo que receio não conseguir viver isso... e ao mesmo tempo que eu tento mascarar alguns desejos... ao mesmo tempo que tento me enganar... e ao mesmo tempo que não consigo viver uma ilusão... ao mesmo tempo que te quero perto... ao mesmo tempo sei que perto de mim você pode não se sentir muito feliz... e ao mesmo tempo que tudo isso ocorre, eu gostaria de poder ter certeza de alguma coisa nessa vida... Não adiantou dias e noites ao relento, vendo estrelas e lua... comigo e meus pensamentos... álcool, risadas e conversas... Introspectivo vivi e dali não tirei nada a não ser mais dúvidas e mais sentimentos aflorados... Ao mesmo tempo que pensava em você... ao mesmo tempo tentava te esquecer... ao mesmo tempo que queria seu beijo... ao mesmo tempo queria um adeus... Não posso dizer o que sinto... não posso dizer o que quero... A única certeza é que você é importante... Tanto pra mim como para meu sentimento... E ao mesmo tempo choro e rio do mundo... ao mesmo tempo que vejo explodindo algo construído com, antes pensadas, bases sólidas...

abril 20, 2005

Lembra da formiguinha viajante...

Um dia ela continuava na mesma sala que resolveu viver sua vida. Era noite, tinha acabado de levar o alimento para ser digerido pela rainha e transformado em comida para ela. Ia ver a sua filhona formigona que buscava outras coisas do outro lado. Estava feliz, estava quente, estava bonito. Suas antenas moveram-se e avisaram do perigo. Bem que ela tentou mas o sapato de salto alto foi mais rápido e esmagou-a da vida. Em seus últimos segundos pensou no amor, pensou nos pais, pensou na família... Mas muito mais no amor. Lembrou das suas aventuras, lembrou dos desafios e das alegrias que vivera. Tentou ser forte mas era inevitável. Esmagada foi e morreu ali mesmo no chão. Os sapatos nem sentiram nada, continuaram a passeando pelo chão movendo-se em direção do bar da gandaia. A formiguinha terminou sua vida sem luta, sem força pois simplesmente seu destino fora esmagado de vida.

abril 17, 2005

Espero um dia encontrar...

Frases em um coração maroto e funcional. Sem luz, com sombra, diético e saboroso. Engordado por sentimentos diversos e regado a muito álcool etilíco douradamente azul. Pedaços de papel com idéias mentalizadas pela tristeza e solidão. Foi assim que nasci literalmente em linhas de poesia desconcreta e sem sentido. E dessa confusão foi varrido de mim o melhor dos sentimentos, o meu combustível dos dias, a coragem perante os medos do diverso. E fotos falam mais do que ações, mostram almas pedrificadas em um único momento. Lágrimas de terra jorrando da fonte da juventude eterna. E construída pela ressaca da noite anterior. Caminhos trilhados que não se cruzam mas se encontram, em mesmas circunstâncias reais. Depois de muito insistir com a vontade de dormir, acordar é a melhor parte do sonho. Sonho este que não terminou. E me disse uma vez o professor "Tudo dá certo no final. Se não deu certo é porque não chegou no final."

abril 07, 2005

Eu sempre quis perto de mim um amor...

E agora eu sei que este foi meu mal... O amor levou-me para o vale e empurrou minha vida lá de cima e viu, com as risadas diabólicas, a minha vida inteira debatendo por vida no chão. E eu que sempre amei... Foi duro ver isso terminar... Foi duro ver um olhar diferente... Foi impossível minha angústia e tristeza... A dor é grande, imensa e infinita... Mas o que eu posso fazer, sentir e viver? Se não posso ter a vida que quis porque sonhar com um dia que ninguém sabe se irá chegar? Depois que acordei tudo ficou mais claro.

abril 05, 2005

Like a little lonely ant...

A formiguinha normal queria aventurar-se para além do seu mundo e formigueiro. Seu pai, o formingão, e sua mãe, a rainha, descordavam pois sabiam dos perigos longes da frequência de suas antenas, alertaram o máximo que podiam mas não conseguiram fazer a pequena formiguinha desistir de seu sonho. Um belo dia acordou e se preparou para o seu trabalho, após isso despediu-se de todos seus companheiros formigas e foi abraçar o mundo. Correu, subiu e desceu paredes, carregava, andava e até se perdeu. Não sentia presença de ninguém conhecido nas suas anteninhas e foi aí que olhou o mundo ao seu redor. Era belo, era feliz, era encantador mas era solitário, era triste, era perigoso. EM poucos dias já tinha perdido a conta das escapadas dos pisões, petelecos e banhos que iria tomar. Viu a lua, as estrelas e fez uma das coisas que nem sabia que existia na sua vida formiga que foi chorar. Chorou mas não de desistir dos sonhos, chorou de saudades, chorou de amor, chorou de falta. Andou mais com energia de vitória e dever cumprido. Chegou a uma sala, nela decidiu que seria ali seu lar. Ali teria sua família e vida. O único problema foi que viu que estava sozinha, existiam outras formigas mas com hábitos diferentes, nem pareciam formigas. Ela, mais uma vez chorou e na angústia da completa solidão que passava seus meses, começou a mudar. Mudou seu jeito, sua vontade, sua rotina. Se tornou uma não-formiga. Com isso vieram amigos, amantes, festas e banquetes. Com isso teve com quem conversar, com quem chorar e com quem sorrir. Contava seu passado e ironizava a sua antiga vida e espécie. Um dia, uma não-formiga mais antiga vendo o jeito desta nova não-formiga contou sua vida em um simples olhar. A formiguinha então sentiu-se angustiada, poi-se a pensar e tentar arrumar uma solução para a falsa vida de não-formiga que ela tinha... Dormiu a pensar e viu que solução era a realidade. A solidão mascarava seus sentimentos e assim teve que se adaptar para não sentir mais alguma angústia. Podia ser falsa, mas era feliz e fazia as outras não-formigas feliz. E sendo assim, construiria sua vida sendo uma não-formiga mas com um jeito de formiga. E foi assim que seguiu seus dias e meses.

março 22, 2005

Canção de ninar para os ninhos dos órfãos...

Grampear o sentimento em um envelope incolor que não se desfaz com a chuva ou mesmo com a névoa de um verão chuvoso. É isso que eu senti quando passei pela passarela e embaixo vi um mundo de seres minusculos e sem formas definidas. Foi isso que o telefone branco cantou em meados das onze horas da manhã de um dia incomum de domingo. E a caneta em plena valsa de papel pintou e brandou, em seu lindo e brando momento único, a liberdade que é feita através da prisão única dos famigerados platônicos. E ao acordar não sabia mais destinguir cansaço de fantasia, sonhos de um frio banho e a garganta inflamada da febre alcoólica gripada.
Melancholy Sickness

março 21, 2005

Seu anel transcreveu em momentos os meus sentimentos...

E queria poder realizar sua vontade e seu desejo e cantar de peito aberto o nosso momento. Queria poder rimar em doces palavras o que senti nesses dias. Queria poder desenhar o quanto de beleza a noite representou. Queria fazer o impossível para você. Poderia escrever um mundo de amor mas não consigo. A alegria é grande em meu peito e não consigo trancrevê-la em ações ditadas. Ainda lembro seu sorriso, ainda sinto sua pele, ainda beijo sua mão e aperto perto de mim. Sinto seu beijo como se nada mais importasse e ainda escuto sua voz dentro de mim. Por isso não consigo te escrever nada além. Talvez um dia que a lua esteja tão linda como estava, não tenha nenhum vinho em meus pés e eu fiquei sozinho em algum lugar, eu possa transcrever tudo o que senti naquelas noites. Até lá me desculpo com maior sinceridade por isso, mas saiba que tudo foi especial para mim. Não te quero pois aprendi que não conseguiria viver com você, mesmo assim te amo cada vez mais por tudo que você representa em minha vida. E como diz aquela música que você tanto gosta... "Um céu sem estrelas, uma praia sem mar"

março 17, 2005

Pela última vez queria ouvir...

Ouvir o chamado de uma paixão ardente. Ouvir o estalo de um beijo roubado naquela tarde normal. Ouvir o sussuro de uma voz doce e delicada, quente e terna, branda e macia. Ouvir um telefone tocar e ser a pessoa que espero. Gostaria de uma última chance para fazer tudo que achei certo, para demonstrar até onde poderia chegar e ser feliz. Uma última tentativa para ver se daria realmente certo, para ver se nossas promessas seriam realmente cumpridas, se nossos sonhos fossem virar a realidade de nossas vidas. Mas agora é tarde, a solidão me conforta pelo mesmo motivo de sempre e a nostalgia me beija com o prazer de uma dor que se prolonga através do tempo... Através de tudo.
Melancholy Sickness

março 15, 2005

As diferenças fizeram as escolhas dos caminhos...

E ele era simples, curtia rock, cerveja, amigos verdadeiros, rir da vida, viajava para reencontrar pessoas e conhecer lugares novos, vivia sem dinheiro por causa desses mas nem se importava com a vida. Sempre sorria mesmo. Ela, a típica menina-certinha-safada-mascarada, baladas, zueirinhas infantis, alcool vexaminoso, roupas da moda, consumista, presa no mundo por causa desses prazeres. Ria com as amigas iguais a ela. E foi no trânsito infernal, ele no carro velho dele e ela no novissimo dela, que se olharam e atraídos pelo desconhecido se aventuraram nas curvas desse rio que é o amor e anos seguidos de anos, acabaram vivendo um amor diferente, novo, surreal e apaixonante. Grudento, infantil e inocente. Amor este que guiou ambos para um mundo impalpável de prazer. Foi assim até a morte chegar e arrancar um do outro. Foram enterrados em tumbas separadas e distantes como nunca quiseram, mas também não poderiam mais reclamar. Um dia depois eles já haviam esquecidos de como era viver um com o outro e aí perceberam que este amor surreal de mundos diferentes foi na realidade uma fuga dos seus próprios pesadelos atormentados. Nunca mais, nem na eternidade terminável, eles quiseram olhar um para o outro.

março 14, 2005

Como mudamos em pensamentos as ações redundantes...

Faz, mais ou menos, sete anos que escrevo. Entende-se escrita como uma forma que sempre tive, sempre nesses sete anos, de demonstrar meus sentimentos/pensamentos/vontades/alegrias/tristezas/e afins em forma escrita e em papel bonito ou não. Foi por causa de amor que comecei a escrever minhas linhas tortas e apaixonantes. Foi por causa de amor que criava versos e foi por causa de amor que criei minha primeira poesia. Não a tenho mais, foi perida no tempo como muitos dos meus textos... Mas lembro quase perfeitamente dela. A primeira é sempre a primeira e nunca será esquecida. Era uma poesia baseada na música "Live Forever" do Oasis... Até a forma de fala da escrita lembrava a música. Era bem triste, e talvez seja por isso que não consigo escrever alegrias pois acho que falta sentimento nas pessoas felizes. Nela coloquei toda minha melancolia por amar e não ser correspondido, nela coloquei toda pureza de um amor que nascia em meu peito, coloquei sem dúvidas toda minha inocência perante este sentimento aflorado e cantava toda uma esperança que nascia dele. Ela era endereçada a sua dona... E pra ela entreguei. Lembro da cena completa. Nunca quis formalidade, nem me preparei e decorei palavras bonitas para se falar. Simplesmente a chamei e entreguei em um envelope branco e falei "Dentro você vai encontrar todo meu sentimento por você". Lembro que meus olhos lacrimejaram como os dela. O beijo foi fruto do inevitável. E no dia seguinte quando ela me viu o sorriso foi o resultado mais lindo que poderia sonhar. Momento único de gozo eterno de prazer... Depois daquele verão comecei a cantar a saudades, os sonhos, os pesadelos, a falta que me fazia um sorriso. Escrevia muito e depois, por decepção de um amor avassalador, joguei todos eles fora bem longe de casa, com medo de encontrá-los ainda no chão de meus caminhos normais. Hoje, anos e anos de novos textos, vejo que continuo o mesmo sonhador, o mesmo garoto inocente que ama o sentimento puro em pessoas de sua vida. Percebi, depois de muito errar, que eu preciso entender meus textos e ninguém mais. E por isso sou assim, intenso mas insignificativo, apaixonante mas misterioso... E talvez serei assim para sempre.

março 12, 2005

A Escuridão ganha vida em meus dedos sedentos...

Tudo parece normal mas normal mesmo
é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum
A vida parece transcrita
na parede pintada de Porque sem razão
Tudo parece deserto
mas na realidade é surreal
Trazendo a vida sonhos e lembranças infantis
Caminhando entre espaços ocupados
Do véu da culpa e destino intransitivo.
Outro caminho deixando a loucura
E talvez eu seja mesmo intragável para a pia mundial
Veja que o erro sou eu por tudo
E sim eu vou continuar dessa maneira até brevemente
Ver desistir os sonhos de mim e ver tudo fugir
Pela janela baixa do quarto escuro iluminado.
E tudo continuar normal como sempre foi.
Melancholy Sickness

março 06, 2005

Muito tempo depois as figuras voltaram...

Sempre caminhava serena e branda pelas ruas de marfim e pedregulhos. O sol era companheiro, conselheiro e confidente. Os olhos buscavam as pessoas conhecidas que recebiam um aceno do seu sorriso. Acreditava no que via e no que o sol lhe punha no caminho iluminado. E pelo revés da vida era assim, dia a dia... Sentia-se completa, sem novidades, vazia e feliz. Caminhava para o fim todo fim e acostumou-se assim... Veio a chuva e ela, por medo do mundo, não saiu de casa e se reprimiu em sua varanda a chorar por uma coisa que ela pensou ser infinita. E custou a sonhar por um mundo mais diferente.

fevereiro 21, 2005

As crianças não brincam mais de aviãozinhos...

E a paranóia se instalou. Chegou de mala e cuia, avisou o fanfarrão e o chefe gostou. Trouxe o diabo a quatro em acessórios, assustando a todos até o menos esperado sobre as lápides dela. Como primeiro serviço, para mostrar bom desempenho e pro-atividade, lançou um filme, é aqueles de película que passou naquelas salas que chamam de cinema, para assistir. E assim fiquei, pensando, com medo, sufocado e desacordado. Todos, tirando-me dessa massa, não se abalaram com o filme... E já fazem dois dias que não durmo direito. Não sabendo mais o que é real do ilusório... Tudo é cópia da cópia... Eu ganho, Eu perco e até empato... Para mim tudo é falso, sem sentido e nada mais é além do que aglomerados de coisas sem explicação. E mais assustador... Nunca brinquei de aviãozinho.

fevereiro 18, 2005

E teve de contar sua história para ser aceito...

Capaz do mosteiro avisar que estive louco e saí desavisado pelo mundo, cantando um amor que não vê e não sente, para a donzela linda mas nada divina. Capaz avisem que estive viciado pelos prazeres terrenos e carnívoros que eram os únicos que saciavam minha sede e vontade de viver. Capaz o mosteiro avise que sou possuído por idolatrar elementos pagãos como a lua, as estrelas e o infinito e que cresce dentro de mim uma lira branda e forte, linda e perfeita, que canto em peito aberto pois não consigo segurá-la através de um suspiro. Capaz deles avisarem que sou problemático pois choro o que não tenho, que sonho demais com o impossível e intocável mas que não consigo, simplesmente, conter minha vontade e minha força, a qual chamo de divina, que está dentro de mim me fazendo crescer, viver e sofrer neste mundo em que ninguém acredita no amor interno verdadeiro. Capaz deles avisarem tudo isso e por isso não serei aceito aqui.

fevereiro 13, 2005

A neve caiu sobre o assunto...

Esfriado o reverso da vida. Solidificando mares e seres voadores. E um por um fomos indo, cada um ao seu medo, modo, tempo, vontade, felicidade e sonhos... Fomos indo rumo a um desconhecido muito mais enigmático do que convidativo. E foi assim que nem comecei minha jornada... Foi assim que aprendi a amar... Foi assim que aprendi a conviver com a dor da solidão... Foi assim que construi meus sonhos em bases inexistentes... E foi assim que aprendi a não viver e achar correto... Foi assim que entrei neste mundo...

fevereiro 02, 2005

Desejo que eu chegue no outro dia...

E quando alguém toca-te mais profundamente que qualquer antigo amor jamais tocou? Sua respiração ofega no momento e treme no gosto do desconhecido, no gosto do novo e na perdição do maravilhoso. Sonhos como sonhos passam como filme em seus olhos brilhantes de lágrimas. Seu tato está imóvel mas soa com o frio. O alcóol toma conta do coração e gritos e gestos são ouvidos pelos vizinhos atordoados que compartilham a sua eterna solidão. E ninguém está com você quando o medo, as dúvidas, o sofrimento e o amor vencem o infinito e a barreira do som. Ninguém mesmo sabe como você sente-se com a luz do céu negro de felicidade. E o seu som favorito embala os outros ouvidos e seu coração nem se importa mais...

janeiro 28, 2005

E cantei em peito aberto a lira do amor...

E era madrugada limpa e meriva
O vinho, o conhaque... O alcool corriam em minhas veias
Rápidos, quentes e alegres como nunca.
Meu peito ardia de uma brancura linda
E gritei, dos meus pulmões cheios, a rima mais redonda
A lira mais bela escrita. A lira do amor.
E cantei pra lua, cantei pras estrelas
Cantei pra donzela tão linda quanto uma sereia.
Toda alegria colorida que sentia correr
E cantei na madrugada inteira, na noite das ilusões
Cantei nos teatros. Cantei nos porões.
Cantei para os desiludidos dos corações.
Minhas lágrimas desciam dos meus olhos
Brilhantes e atordoados
E cantei em plena manhã de sol
Cante no acordar dos passáros e dos guardas
Despertei cantando a mais bela das belas.
Ela, assustada com meu amor contagiante, só pode me beijar
Nossas bocas unidas pelo sentimento e ela fez me acompanhar
Além do ceu. Além do mar. Além do ar.
E juntos andamos e amamos nossa paixão
Corremos o mundo no nosso coração
E espalhamos pelos sonhos do sono
A lira do nosso amor platônico.

janeiro 26, 2005

E tudo foi transformando o sentimento puro...

As dádivas dos deuses sempre foram dadas por arcanjos de três assas que tinham a aúrea mais branca e pura. Os sonhos sempre foram feitos pelos corações pulsantes de alegria negra da falta. Quando não se tem mais sentimentos puros buscamos as soluções mais impuras para nos transformar completamente em inocentes. E os dias foram feitos para acabarmos dormindo e acordando sem esperanças de melhoras, pois sempre dormimos tristes quando sonhamos. E se fossemos parar para pensar nos diversos sentidos, direções e cores que o mundo nos proporciona viríamos que quanto mais alegre, mais estamos tristes. Quanto mais acompanhados ficamos mais sozinhos e quanto mais amor em nosso peito, mais lágrimas da falta sentimos em nosso coração aberto. Talvez a música me faça enxergar todas as notas que nunca havia visto escondida naquela árvore em minha frente que é a minha maior conselheira... E as cores que sempre quis sentir em meu coração não passe de poemas desenhados por insensíveis que não possuem sentidos ou razões de existência. E aí sim viria que minha vida é uma eterna aquarela infinita desconhecida.

janeiro 21, 2005

E sonhei como chorei em dias de luas...

E qual seria o sentido do concreto pensando em abstrato?
E qual seria o sentido do abstrato pensando em concreto?
Qual é a razão do amar alguém que não se deve amar?
E a razão que se deve amar alguém que não sabe amar?
E, somando a vida, sinto o gosto do sono, da tristeza, do choro e, novamente, não sei se deveria amar em concreto ou abstrar o amor.

janeiro 17, 2005

Simples como o infinito preto e branco do sexo...

E a lágrima caiu ascedente ao sol de chuva no verão escaldante. Nomes se juntaram com números e dançaram feito blocos no jogo de agenda. A parte brilhante foi ofuscada por uma máxima de uma abelha depositando seu mel em alguma colméia da vida privada. Simples tão somente o entregador que tropeçou em seu contra-pé e abraçou a volta ao mundo com difusão. Experiência esperta foi a do jogador que correu para assistir seu lance preferido em algum bar de um subúrbio entorpecendo-se ao gosto acre do desconhecido. Falaram que já não mais sabiam se a resposta faz sentido ou não. Suspenso em seu espaço feito de cores irmãs preso pela memória de um outro beijo esquecido em uma mente triste sonolenta. E o céu cinza arruma as coisas para se ir embora para nunca mais retornar e promete voltar. Recibo do sacado é o coração pulsando em um movimento frenético e desconhecido ao cheiro exalante de um sentimento difuso, surreal e abstrato chamado amor. E tudo foi o resultado de um sentimento único de amizade, saudades, amor e, principalmente, alucinações...
Melancholy Sickness

janeiro 13, 2005

Abri a janela e o coração. O sol inundou o quarto, o coração inundou minha alma.

Te esqueço como a laranja foge do caos da colheita. Te esqueço como o sonho acordado atrasado. Te esqueço como a música que termina sem um refrão. Te esqueço como sempre fiz em meus pensamentos. Te quero como o beija-flor busca o néctar das flores. Te quero como o prisioneiro sonha com a liberdade. Te quero como o poeta quer a inspiração. E nesse devaneio de incertezas, de comparações, de sonhos e de fantasias eu esqueço de querer... E começo a querer esquecer tudo.

janeiro 02, 2005

Continuo olhando para a janela chorona...

Vejo, com olhos de criança, o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante. Vejo pássaros cantando a triste melodia da liberdade. Vejo o vento balançando as folhas que dançam ao seu modo a rua vazia. As nuvens formam personagens surreais e montam um livro animado que muda a cada passagem. E com tudo eu senti falta do amor apaixonado. Senti falta de um carinho, senti falta de um abraço, senti falta dos passeios bobos que não levam a lugar algum. Senti falta de tudo que eu nunca experimentei e nem sei o gosto. Senti sua falta. Onde tudo é seu... E escrever o que eu sinto agora é completamente abstrato porque sinto muito, não de arrependimento mas sim de intensidade. Com essa paisagem musical na cabeça penso e sinto logo existo em um fim certeiro.

dezembro 26, 2004

E a nostalgia veio-me beijar a face pálida...

Com amor senti em minhas veias fluírem lembranças. Com saudades vi meus olhos lagrimejarem com cenas antigas. Com felicidade construí, novamente, em minha mente um filme antigo. Com triste vi queria fantasia e nada daquilo foi aproveitado realmente. O frio sela o ambiente estranho e tudo fica confuso com o ar polar. As ruas que já fizeram sonhar tinham o mesmo ar sombrio e convidativo de antes, porém apresentavam um gosto diferente. Mudanças... Era isso que me estava faltando e era por isso que a angústia crescia dentro de mim. Lembrei de músicas, lembrei de beijos, lembrei de olhares, lembrei de vozes, lembrei do platonismo e das noites que cantei de peito aberto um amor novo que enchia meu coração de vida. Com receito vi tudo desmoronar pelo ar gélido em meio a lágrimas e gritos ocultos de desespero. Com dores em minha alma cantei para algum amor antigo, mas nada voltaria ao mesmo. A solidão era mais fria do que a noite e mais fina que a chuva, mas mesmo assim nada mudaria minha sentença. Com amor vi meus amores indo como vento, que passam e beijam o rosto com saudações e adeus, sumindo no infinito e deixam na sorte da morte do próprio coração.
Melancholy Sickness

dezembro 20, 2004

E seu cabelo nunca ficaria do mesmo jeito...

É como um verso popular que não tem fim. É algo que fica na mente sem pensar em sentidos e direções. Uma substância que ganha vida com o ar e toma seu espaço sem permissão. Toda matéria orgânica revestida com o poder transcedental do universo. E quantos dias no ano acordamos com a esperança da mudança e o que recebemos são derrotas escuras e úmidas? Você nunca está tão triste, com olhar de fotografias amareladas de tempo, se você não se sentir como uma peça fundamental do tabuleiro infinito. E eu amo ver você sorrindo... Eu amo sonhar com sua felicidade esbravejante e amo ainda mais a solidão...

dezembro 17, 2004

E a contagem no rascunho era maestrina...

E o menino contava seus dias ensolarados e quentes. Alegres e claros. Dificíes e estressantes. O menino contava seus dias chuvosos e tristes. Medonhos e escuros. Esperançosos e energéticos. O menino passeava nos dias contados como viramos a folha de um livro de suspense. Sem saber onde irá encontrar as pistas, respostas, crimes e assassinos. O menino deixava o vento guiar seus passos durante a subida e descida da vida como fazemos nas nossas caminhadas infinitas que nunca sabemos onde, muito menos quando, vamos ganhar. O menino amava a vida inteira como amamos a pessoa que nos completa e que nos faz rir pelo simples fato de existir. E o menino com tudo mais puro, belo, correto e concreto bebia a mesma água da menina ao seu lado com olhar triste e pesado, olhar de incertezas e dúvidas, olhar vazio e escuro. E os dois sorriram pelas curvas da vida. Ela triste e ele contente. Ele incompleto e ela completando a folga. Ela e ele, ele e ela... Tomando um mesmo copo de suco no calor de verão tropical.

dezembro 15, 2004

E as coisas fluem como a rima interna...

E a curiosidade matou o rato que procurava auxílio, procurava asilo, procurava exílio. As tardes desciam quentes e ensolaradas, desciam flevorosas e asfaltas, desciam glamurosas e afloradas. Tudo que se queria era um pouco de atenção, pouco de emoção, queria um pouco de visão. O medo constrangia os passos dado no silêncio do quarto, no silêncio da sala, no silêncio do choro. E as surpresas da vida iam aparecendo como as estrelas, apareciam como o infinito, apareciam abstratas. E não sei realmente se devia ter falado, ter sentido, ter sonhado, ter visto. Queria simplesmente algo mais do que simples gestos de preocupação.

dezembro 01, 2004

E desacreditando no final das contas...

Agora eu não sei que caminho percorrer... Não sei que voz devo ouvir e muito menos com que ouvido... Meus olhos buscam algo para se admirar, mas tem medo de cada figura que me aparece familiar... Tudo é difuso como a névoa branca do jardim de manhã, com frio e serena aos ombros resfriados... Todo o nicho ecológicamente organizado se põe em prontidão para a batalha de idéias jorradas no papel branco e o atrito do seu lápis... Sonificando o infinito do vácuo escuro cheio de cores do universo. Somos partículas, somos reféns, somos estranhos em um ninho que nada se desdém. Os caminhos são cruzantes e mostram as opções. Só que simplesmente caminhamos desconhecidos sob nossas frustrações. E agora tudo é tão tarde e longe que nem sei se devo ouvir a voz da liberdade. Que canta e chora dentro de mim. A felicidade e a tristeza são iguais... Como aquela joaninha que me trouxe a sorte e depois me picou para a morte da abelha solitária no jardim. E assim, naquele simples dia sortido, todos me perguntaram... Como é que foi que eu me enganei?

novembro 26, 2004

Me sinto como a noite consumida no desejo matricial...

Passos dados caóticamente calculados e armazenados. O vento é a resposta inconsciente da mente em busca do alimento, o seu devaneio maior. Os olhos escurecem por medo, medo das mentiras que colam no corpo e se fazem de uniforme rústico. A guerra é travada! Real e tenebrosa, fria e incontrolável, razão e fome... Tudo mescladamente correto e posto para brincar em um mesmo tabuleiro redondo. O mesmo vento que derruba, refresca a fria brisa final. Dias contados e dias morridos. Dias sonhados e dias vividos. Tudo é a mesma coisa homogênea e derivada, tudo é difuso e indiscreto. Tudo tem início e final. Passos estudados, calejados e gesticulogenas apresentações. Para variar tudo é estritamente profissional no porque da inocência e criação. Tudo que faz sofrer no ínicio tem seu gosto aumentado, em ínumeras vezes, depois da curva final e antes da reta oposta dos nossos sentidos. Tudo que sempre desejamos se transforma em realidade na pureza dos nossos sonhos de meio-dia. E ilusão é não enxergar toda a maravilha das palavras obscuras no copo do doce líquido alcoólico amarelo, acompanhante das noites bohemias regadas do amor interminável.

novembro 24, 2004

Certa vez sonhei durante seis dias seguidos...

Cabelos pretos levemente cacheados, pele branca mas almejava um brilho fosco bonito, olhos azuis mas tão claros que pareciam brancos, seios normais e cintura quase divina. Foi assim que eu sonhei no primeiro dia. Seu nome? Não sei, nunca fiz questão de perguntar mas sabia que tinha um... E também nem precisava de nome. No primeiro dia nos encontramos e conversamos assuntos pessoais de cada um, muito mais de mim. Ela era meu espelho, sabia das minhas dores e das minhas angústias, sabia das minhas escolhas e consequências... Ela sabia da minha vida inteira! No segundo dia foi o beijo, o primeiro... Sentindo o gosto mais mágico do indescritível. Depois fomos virando mais confidentes e amigos do que se possa imaginar... Durante o terceiro e o quarto dia passeávamos pelo mundo inteiro juntos... Apartir do quarto eu vivia meus dias pensando nela. Na escola, nos estudos, em tudo... Eu me intrigava porque ela existia daquela maneira, naquela intensidade... Ficava andando nas ruas a procura de alguém parecido com ela... Fisicamente falando é claro... Meus olhos buscavam o infinito...E nada! No quarto dia lembro que ela me falou que nunca iria encontrar alguém como ela... Pois era perda de tempo. Eu fiquei triste mas como tudo em sonho de amor não é pesadelo eu me esqueci disso... No quinto dia era notória minha tristeza e intriga mas nos sonhos eu me entregava a felicidade... No sexto foi o dia mais intenso, lembro como se fosse hoje. E terminou depois sem um Adeus ou Obrigado. Acordei... Quando íamos fazer uma semana de sonhos ... Ela me abandonou a própria sorte. Me abandonou sem uma explicação... E se foi... Isso aconteceu de uma segunda até um sábado... Na terça-feira, em uma brincadeira telefonica qualquer boba, eu conheci a Natália... Loira, alta, olhos castanhos escuros. E com ela passei algum tempo especial também.

E isso é datado de 2001. Nem sei porque eu lembrei disso agora... Estava revirando lembranças... Revirando meu caderno de textos e achei uma folha com idéias... Na época quis fazer um belo texto e devo ter acabado esquecendo... E ontem lembrei de tudo com uma intensidade maravilhosa... As vezes lembranças são boas... E to sentindo estranho, triste, vazio, longe, pesado e ofuscado por coisas que ainda estão acontecendo... Só preciso conversar... Acho que só...

novembro 21, 2004

Quem foi que disse que eu iria superar...

E colorindo a escuridão com traços escuros de tonalidades diferentes eu vou-me indo. Gerundiando a cada novo segundo. O preto no escuro. O branco no claro. O eu em você. Talvez a lua tenha seu brilho realmente refletido em uma frequência única e similar. As lembranças transcritas no papel amassado na calça, o objeto de roubo, elas passeiam como a brisa noturna da maré alta. A arrumação de idéias é tão dolorosa quanto a inocência do choro de medo da criança na fila da vacinação. Talvez minhas idéias estejam realmente espaçadas, mas sempre foram... E caminhando com uma perna manca, um olhar crítico operado e com o coração pulsando uma alegria triste eu vou-me indo... Colorindo traços estranhos, redesenhando minha rota, resonhando todos os meus desejos. Lembrando do gosto acre do choro de despedida e da sua voz ecoando no telefone... E mesmo assim eu não consigo reescrever nossa história. Com toda a intensidade, com todo os sentimentos aflorados. Somos como óleo e vinho e o que faz eu continuar sonhando é a melodia agressiva de um piano, violino e violão dedilhando a pureza do pensamento. E procuro a força para dobrar o destino que eu não consigo me esquecer. As horas batem iguais e de certa forma eu já teria que ter ido.

novembro 11, 2004

E poeta desvairado queria ser...

E fui, completamente apaixonado pelo amor e pela sua intensidade. Apaixonado pelo perfume do mundo, do platonismo, dos sonhos que fazia. Sonhava todas as horas que meus olhos piscavam e a cada nova imagem o mundo se transformava com seu doce perfume e harmonia. Iludido e sonhador, platônico e chorador, romântico e cantor... Tudo eu quis e tudo eu fui! Anos e anos, de pura lira interna livre. Anos e anos de felicidade brotando de leves odores do meu corpo... Que hipnotizavam minha mente, me guiando por vales perigosos mas alegres! E fui... Com tudo isso... Preferia não ter conhecido, não ter escrito, não ter cantado, não ter sonhado, não ter ouvido, não ter visto, não ter tocado, não ter beijado, não ter abraçado, não ter acariciado, não ter ajudado, não ter tido... Como tive, como ajudei, como acariciei, como abracei, como beijei, como toquei, como vi, como ouvi, como sonhei, como cantei, como escrevi, como conheci... Com tudo isso ganhei de brinde a dor, o rancor, o ódio, a tristeza, a angústia, a culpa, o pesadelo, o sono, a depressão, a ilusão, a traição e o engano da vida... E assim caminhei por entre tudo. Quando só queria escutar doces canções, acabei escutando meu soluços de choro pesado. Quando desejei ter a felicidade, confortei o frio implacável em meus braços sedentos. Quando só queria um único momento, ganhei a solidão dura ao meu lado. Quando eu queria apenas algo para lembrar, ganhei a perda da minha vida, da minha alegria, do meu porque de existência. Quando eu só queria uma única pessoa, ganhei dezenas de textos pesados, tristes, escuros e, realmente, sem um pingo de vida. E é isso que fui... Um pobre poeta, desvairado e iludido... Tudo que eu nunca quis ser.

novembro 10, 2004

E caminhava com sono pelas pedras do caminho...

E eu busquei o tema, busquei o sentimento, a vontade. Busquei o amor. Busquei em tudo, e para tudo, escrever o texto mais completo. Completo de idéias. Complexo no entendimento. Cansei do simples e busquei o perdido. Meus olhos viajavam por folhas e a mente correu por todas as lembranças para recordar e reviver algo. Minutos ou horas... Perdeu-se a noção do tempo porque eu corria, eu buscava. Redistingui o certo do errado, incompleto do completo e o preto do branco. Vice-versamente eu recolocava, excluia e pintava pelas bordas. Desenhava caminhos, passeios, casas, pássaros e fotos. Arrumava, ligava, desligava, arrumava objetos... Tudo porque eu buscava. Ouvia, lia, sonhava e tocava, buscando o enredo principal, as personagens, o fecho e o desfecho. O certo e o errado. Jogava, atendia, contava e resolvia. Esperando o estalo da não-razão. O belisco da insanidade. O gosto acre do abstrato. Para contar que buscava e meus olhos lacrimejavam a cada ponto sem nó. A ansiedade tentava se estabelecer mas era algo impossível. E tudo que eu busquei: o enredo, as personagens, o sentimento e o desfecho, nada eu encontrei perdido ou achado no caminho que trilhei.

novembro 06, 2004

E o vento cresce como a formiga anda...

E se tudo fosse me levando para o erro talvez no final viria uma curva do acerto. E como eu nunca ganho nada em troca pelos serviços prestados muitos acham que isso é um defeito enorme. Mas o que eu poderia fazer se não fosse apaixonado por olhos? Caminharia em uma escuridão completa e turva, sem precendentes e ancestrais, e daria a risada alta e satisfeita no final do mesmo filme de comédia. Vozes ecoam em meu ouvido e são familiares, me levando tudo para o verão chuvoso e deserto quente. A noite faz a frio em lugares descampados por causa do vento, então é melhor esquecer o moleton se você for ficar em casa. A cafeína presente na coca, no próprio café e em outros diversos produtos me faz dormir bem tranquilo. Efeitos colaterais são extremos... Ou funcionam, ou não funcionam ou não. Aprendi também que Meca tá virada para o lado esquerdo da sala. O mesmo lado que há três anos eu sento para assistir aulas. Mas também Meca, Moleton, Deserto, Erros, Acertos, Risadas, Vozes... Não se conectavam nunca na minha mente até eu escrever isso aqui... E talvez, com tudo isso, veja que existe ligação em várias coisas distintas de significados e uma correlação universal sobre objetos, pessoas, sentimentos, ações e vontades. E isso tudo pode não surtir efeito nenhum.

novembro 03, 2004

Forgetting You... But not the Time...

"E essas árvores que pairam o caminho, cobrem a trilha que tento apagar com os pés para que esqueça que trilhei, chorei e implorei para você trilhá-la junto a mim" Melancholy Sickness

" Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e parece como o outro, mas o tempo subsiste." Machado de Assis - Memórias Póstumas Brás Cubas

"Me traz mais uma dose que eu prometo te beijar. Deixei para trás o que ia dizer, deixei você. Sem você tão fácil fazer... E se eu pedisse para você ficar? E agora? Não sei quantas vezes mais vou ter que fingir... Não sei quanto tempo!" Noção de Nada - Bem Estar 2

"Tudo parece normal mas normal mesmo
é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum
A vida parece transcrita
na parede pintada de Porque sem razão
Tudo parece deserto
mas na realidade é surreal
Trazendo a vida sonhos e lembranças infantis
Caminhando entre espaços ocupados
Do véu da culpa e destino intransitivo.
Outro caminho deixando a loucura
E talvez eu seja mesmo intragável para a pia mundial
Veja que o erro sou eu por tudo
E sim eu vou continuar dessa maneira até breve"
Melancholy Sickness - Different Song

E tudo de mais bonito em frases curtas e explicativas... Eu não to estranho! Só to esquecendo de coisas, coisas podem ser pessoas sim, que não fazem mais compatibilidade com minha vida... É só isso!
E sim! Obrigado por perguntarem... Meu feriado foi inusitado... Conheci uma mina que me simpatizou completamente e vejo uma nuvem de amizade perfeita se formando em cima da minha cabeça... Sim, vi pessoas importantes para minha vida... Sim, teve churrasco... Sim, fui no cinema... Sim, joguei sinuca... Sim, bebi muita cerveja... Sim e sim! É só isso!

Beijos e Abraços

outubro 25, 2004

Como ratos comemos o nosso fim...

São verdes distintos mas cooperam em um mesmo espaço real, como soldadinhos de chumbo marchando na noite de núpcias de solteiros. O copo traz o combustível necessário e depois que o efeito do alívio toma conta do lugar, são selados acordos de amizade, de amor e de respeito. Tanto quanto tudo muda-se a forma de ver a humanidade por entre as cobertas de sonos pesados e medrosos. E o rato, mesmo sabendo do seu fim, devora o queijo da ratoeira que lhe esmaga a cabeça e te tira a vida cruel. Caminhamos em meio de provas e acusações e choramos nossos sentimentos em meio de ombros confortáveis ou passagens já trilhadas por nossas pernas. Somos fascinados pelo unicórnio mágico e poderoso, mas nos satisfazemos com o pobre jegue em extinção. Os papéis amontoam-se e nossos olhos correm pelo ambiente vendo qual é a melhor fuga dessa jornada.Tem-se completo conhecimento do caminho, dois efeitos, do resultado, das razões e das dificuldades mas, por completo efeito irracional, devoramos o alimento ligado diretamente a arma que será acionada no fim e terminará como sempre fez. E esperto e coerente é o rato que vence a vontade e continua sua trilha.

outubro 23, 2004

Acordando no chão inspirado nas estrelas...

O caminho flui como a borracha no papel branco. A cachorra late pelo medo e o pássaro canta a felicidade que ele não conhece. Mesmo com frio liga-se o refrigerador por mania e termina vendo o quadro no fim do corredor. As estrelas são pintadas embaixo dos pés e isso que dá a idéia de infinito. Diferentes tons de madeira perfumam o quarto borrado de umidade desfrutável. O acorde dedilhado do violão trasnporta a mente para um lugar brando e sem emoções. A lira interna esbraveja pela liberdade enquanto lá fora a escuridão corre solta pelas ruas. Na mesa do lado, os livros obrigatórios e o pó implacável dividem um espaço que não existe. Enquanto isso as roupas tentam se auto-completarem na falta de uma almofada que vive na solidão fria e escura, bem embaixo da cama. E a cama já se cansou de ser psicóloga e hoje se calou para sempre! Prometendo para si mesma que nunca mais deixaria a televisão ser ligada, sem antes ter a confirmação dos deuses para tal fato. O som aplaudiu a idéia e tudo ficou disconforme.

outubro 20, 2004

Uma história pura de ficção real...

E tinha ela apaixonada por ele. Ele apaixonado pela outra. Ela chorou. Os tempos passaram, ele se apaixonou por ela e se esqueceu da outra. Ela, dizia não esquecer do ele, mas se apaixonou por outro. Ele escreveu e chorou. Ele e ela conversavam muito. Se amam, dizem. São o casal mais perfeito, outros falam. Mas ele e ela nunca se juntaram depois disso. Ela leu algo sobre a outra e fez questão de lembrar da época de choro. E ele, sentou calmo e lembrou de tudo que chorou também, das dores, angústias e tudo que ele passou. Quis ligar, discutir, colocar todas as cartas na mesa... Não o fez... E mais uma vez, ele escreveu e se calou.

outubro 19, 2004

E em um pouco temos um pouco de tudo...

Um céu. Um céu azul. Um céu azul de verão. Um céu azul de verão quente. Um céu azul de verão quente e nuvens. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva desabafantes. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva desabafantes que vão passar. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva desabafantes que vão passar como passam as chuvas de verão. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva desabafantes que vão passar como passam as chuvas de verão no céu sem nuvens. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva desabafantes que vão passar como passam as chuvas de verão no céu sem nuvens no céu de verão. Um céu azul de verão quente e nuvens de chuva de verão rápida torrenciais parecendo gritos de raiva desabafantes que vão passar como passam as chuvas de verão no céu sem nuvens no céu de verão azul.

outubro 14, 2004

Uma Brahma de Agudos, Por favor...

E foi assim. Sentei sozinho na cadeira e fiquei relaxando sobre todos os novos acontecimentos que estavam me passando pela mente. Vendo os motivos, as prováveis consequências e as principais divergencias. Isso foi ao longo de uns, longos sim, três minutos. Enquanto depreciei meu primeiro copo. Logo depois disso meus olhos começaram a viajar pelo local... Quatro carros parados, 2 casais e eu... Mas calma! Um casal de namorados, eu e mais um cara e uma mulher... Fato curioso... Quando cheguei vi ele, aparentando uns trinta e oito bem vividos, chamando ela, aparentando uns quarenta e seis acabados, para sentar e se conhecer melhor. Ele trabalhava em construção e ela não sei dizer. E foi assim, logo me saiu da atenção eles pois pensamentos sobre minha nova conduta me tomavam a cabeça. Lembranças? Essas eu tratei logo de esquecê-las com exercícios aprendidos em livros. Liguei para brindar em meio de meu segundo copo. Ligação rápida, poucos segundos. Continuei ditando o nível saúdavel. Para um carro, desce uma menina. Morena, 1,90m aparentava, peitos grandes mas um pouco gorda sim. Passa e olha para o casal de conhecidos e depois para mim. Entra no local, compra uma coca-light e sai. Esbarra em mim, pede desculpa com a voz delicadamente falsa e eu simplesmente aceito com um sorriso mais montado que pude conseguir. Entra um cachorro em busca, talvez, de algo para comer mas fica pouco tempo e depois chegam duas meninas, uma gorda cheia e outra ajeitada. Ela fica me olhando repetidamente, talvez pelo fato de eu estar sozinho em plena quinta-feira e bebendo cerveja, complementando minha profunda solidão... Ou talvez não. Compram alguma coisa que eu não consegui acompanhar e saem. Volto, depois de algum tempo, a ouvir a conversa do casal de novos conhecidos ao lado. Ele fala sobre sua saída do último emprego e de seu, eterno, desgosto por cigarro. Ela fuma. Ri sozinho bem leve, pela incoerencia assistida e tentei prestar mais atenção, mas era tarde pois concordavam em pontos já comuns que eu não sabia do que se tratava. Depois ela, que acendeu um novo cigarro, conta das suas aventuras em viagens feitas em algum passado ou distante, ou recente. Conversas sobre misturas alcoolicas e como elas se transformam. A cerveja chega em seu último copo. Quando bebo me forçando para lembrar todas as cenas montadas em minha frente como um filme. A garçonete, conhecida e simpática, me convida a tomar mais uma. Mas eu recuso, o cúmulo da solidão já tinha terminado seu objetivo e eu iria embora. Mas não sem antes ela sentar comigo e me contar de suas aventuras perigosas, em suas viagens para o litoral. Rimos um pouco. E ela sempre séria, contava detalhes... Ela de Maranhão. Terminou a conversa dizendo que eram três dias de ônibus, convencional, para o Maranhão. Mas se fosse o clandestino seriam cinco. Eu ri e voltei ao meu carro.

outubro 13, 2004

Um longo diálogo comigo mesmo...

- Pasmém Mente! Pare um minuto! Não aguento mais lembranças!!!!
- Lembranças são boas menino! Te fazem corrigir os erros e lembrar dos acertos.
- Sim... Sim! Isso eu faço. Mas as músicas me levam para um mundo que não consigo assimilar meus sentimentos, vontades ou desejos. Me tiram o completo amor único e me divide em vários tons de sentimentos diferntes em cada música que toca e...
- Mas é para isso que você guiou sua vida não foi? Você sempre sentiu-se mais completo escrevendo sobre suas dores e escrevia a lira que ecoava dentro de você, estou errada?
- Não... Mas...
- Então é por isso que você cada vez que escrevia, você pensava em uma música e escrevia sempre para alguém. Eu simplesmente fiz o favor de guardar o texto, a música e a pessoa. Então cada vez que você ler o texto, ouvir a música ou pensar em uma pessoa eu te mostrarei tudo que aquela pessoa significa para você.
- Mas isso é doloroso! Por favor... Queime isso!
- Não é tão fácil quanto parece Matheus... Preciso de tempo para assimilar que você não precisa mais dessas coisas e você já parou para pensar que isso pode te transformar totalmente? Pode transformar você em uma pessoa fria, sem lembranças, sem sentimentos e, pior do que tudo que você sempre sonhou, ficar sem amor no coração?
- Sim! Mas é uma coisa que está me machucando... Isso há tempos acontece. Você sabe. Eu não durmo por causa disso, eu não consigo viver os momentos da minha vida por causa disso... Entre muitas outras coisas! E mudar... Todos mudaram ao meu redor... Eu que nunca fiz uma mudança drástica de verdade!
- Sim. Mas você mudou Matheus. Mudou muito por sinal! Só ler seus textos antigos e os de agora. Você amadureceu menino. De uma maneira diferente mas mudou. Seu olhar para o mundo mudou muito. Você está maduro, mas a coisa que você mais quer enxergar que é a sua vida sem dores sentimentais é uma coisa difícil de se mudar... Você levou tempo até chegar a este estágio que está. Vai levar mais tempo ainda para você esfriar tudo que sente por alguém.
- Eu vou tentar! Prometo! Mas até lá o que farei?
- Cante livre e alto esta dor! Escreva retratando cada parte que está. Seja viajante e abstrato que tocarás no coração de sua amada. Se for necessário, esqueça sua existência. Queime cartas, Rasge presentes, Mande embora objetos que faça você lembrar dela. Quando tocar sua música... Chore por tê-la perdido, e você sabe que, na realidade, você já a perdeu. Mas chore pela sua morte eterna!
- E você, nesta minha nova caminhada, apagará as lembranças todas?
- Prometo! Mas para isso você tem de dar o primeiro passo. Nada é tão fácil de mudar sem o seu total envolvimento! Não posso apagar lembranças que você faz necessárias para seu coração pulsar. Entende?
- Sim! E pode ter certeza que vou lutar com minhas maiores forças...
- E eu tenho certeza que você...

E interrompido fui... Pela mesma música... Pelas mesmas lembranças... Me deixando perdido no caminho todo... Mas ela me disse! E ela está certa... Acabou tudo entre tudo... Nada faz voltar ao tempo passado... E isso tudo já me machucou muito...

outubro 06, 2004

Sem Sentido é o Complexo...

A estrada e o vale abrem como um leque que dá ampla visão.
Tudo corrói com o tempo implacável.
E lembranças dançam como sombras ao vento.
Tudo é degustado na solidão clara e contente.
Como uma poesia escrita por mãos trêmulas.
Modulado tudo é pela sua paixão extraordinária.
E acabando de começar de um fim finito.
Diversão postada nas paredes de enlace.
Ritmado, agitado e rápido embala o fundo.
E nada é rejeitado pelos sentidos em transe.
A missão concreta disso é perdida no monte.
Queimando eternamente todas as ruindades terrenas.
E nada termina se não for tarde demais.
E pode-se contar os tempos que cantei a lira.
Noturna, inexorável e redundante vida.
Desenhada pela mente e colorida pelo coração.
Sempre foi o passado ditado que fez chorar.
E o adesivo vai me recordar os momentos.
Que vivi, sem alma boa, por diversos caminhos.
E me acorde quando tudo terminar.
E já tiver encontrado o sentido final dos dias ensolarados.
E toda essa próxima estação trouxer de novo.

outubro 01, 2004

O atrito gera substâncias indolores finais...

Os dados são lançados pela garra afiada e batem um número primo, ao mesmo tempo que o velho rapaz viajante perde seu último suspiro de aposta na mesa. O aparelho televisiona alguma abobrinha política barulhenta e a mochila é aberta em busca da esperança final. As figuras no álbum adesivo se mechem ao sabor do movimento, criando em si uma novela única e inédita aos olhares pesquisadores. Ouvidos escutam algum murmúrio baixo e etoneante, propício de comemoração particular. A vodka tem seu gosto mais suave por causa do gelo que derrete no duro verão fora de época. Passos, corridas, cenários montados, liras cantadas, uma estrofe. Sem saber do final, o poster coroa o momento e é esticado de forma a sempre ser lembrado. O lençol branco, confidente do travesseriom ouve as lamentações expelidas pela boca triste. Dando o toque final a essa obra prima erudita. E isso tudo só termina quando a lótus abrir inteira, mostrando seu interior puro e discreto. Todo o poder nela concentrado vai premiar o último cavaleiro que cantar, em verso livre e branco, a redondilha menor mais perfeita já realizada. E os trovadores, depois disso, desataram em coro o choro da derrota.

setembro 29, 2004

E ouvi calado o coração...

Chorar! Chorou seus últimos suspiros, seu último fito, sua última gota branca de esperança, seu último pulo em busca da solução...E ouvi! Ouvi como paciente, ouvi como observador, ouvi como ferramenta. Soluçou para continuar, contava suas tentativas, gritava suas escolhas, chorava suas respostas... Meu olhar alterava em cada momento inusitado de angústia. Mudava como o vento, mas mantinha-se sereno e calmo. E ele continuava... Secando-se ainda mais, retesiando para a saída, implorando para a solução vir e mostrar a felicidade que existe depois do sinal de igual. E assim foi, durante tempos, ele contando e eu escutando... Concordava, fechava meus olhos e tentava ajudar em solução... Mas não importava! Era sua ira, seus problemas... Que estavam dentro de mim e eu, abalado como um todo, não podia me mover sem pensar que aquilo me aflingia, me tirava o sono, era a causa das minhas dores, dos meus medos... Aquilo era real e eu não conseguia ver outra explicação... Eu fiquei sem ação... E por isso, durante todo esse tempo, eu não expeli das minhas cordas vocais um "a" e muito menos um suspiro de alívio, pois aliviado fiquei quando ele se calou e me deixou livre das avalanches verdadeiras de todo o sentimento interno...

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E mudando de assunto novamente...

Pasmem Senhores! Neste blog tente não levar tudo em consideração... Não busque significados palavras por palavras... O significado é único e está presente em todo o conteúdo e não só em uma frase solta, e muito menos, numa palavra única! Poxa... Por favor! Eu tenho certeza que vocês são inteligentes o suficiente para entender o que escrevo aqui... Não é caso isolado e muito menos em alguma língua que vocês não tem conhecimento... Deixe a mente viajar quando quiser entender o blog... Se não quiser entender nem se atreva! Isso aqui está milhas distantes da sanidade... Anos-luz do concreto... Isso aqui, como já disse milhares de vezes, é meu sentimento mais puro, interno e viajante... Logo puro não quer dizer que não tenha mistura, interno não quer dizer que esteja do lado do meu rim só porque o meu rim está na parte interna do meu corpo e viajante não significa que eu esteja VIAJANDO MUITO DE ONIBUS OU PARA LUGARES DISTANTES!!! POR FAVOR né?!?!?
Sem mais...
Beijos e Abraços

setembro 21, 2004

Saber que tudo é ditado pelo fim...

É horrível uma fantasia que se torne tão importante na vida e impossível de ser esquecida. Por que digo isso? Simplesmente pelos dias que passam, pelas horas que temos de ver algo que não gostamos e pelos inúmeros pedidos de liberdade! Ter nossos olhos com sentimentos de amor, com pingos de falsidade e ao mesmo tempo brancos de ternura e paz. Como balancear tal expressão e não se tornar vazio e fechado? Cadenciadamente caminhamos para a escuridão sem volta, a escuridão final de nossos rumos! Sonhamos sempre com o branco livre e belo, mas no final teremos as trevas como destino, com seu gosto acre e implacável. E só nos é proibido sonhar com felicidades terrenas e materias... Como eu estou sonhando... A multa para isso é a dor infinita, o sentimento de culpa, as lágrimas ácidas que caem e ferem meu corpo ainda mais... Fitar a escuridão e tentar achar uma saída de um local sem buracos. Sentir o corpo dilatar da tal maneira que nunca voltará a ser como antes... E por isso os olhos passam por você e não reconhecem tal forma. Sempre sonhei, sempre morri por isso... E ainda mais eu que arquitetei planos eternos de amor, de paz e alegrias... Receber o vazio como premio final é ter espinhos cravados no coração que pulsou com gotas da esperança mais pura e inocente... Eu tenho saudades! Dos braços, da noite juntos, das brincadeiras, do sorriso... Tenho saudades do ser completo! E isso talvez que me machuque ainda mais! Dormir e lembrar é o pior dos pesadelos que poderia estar tendo...

setembro 17, 2004

E os olhos digitam o que os dedos enxergam...

Sombras e trevas mesclando, com perfeição, um verão intenso. Bom, ruim, certo e errado em perfeita conjuntura com Júpiter transformando tudo em estrelas e luas. A sanidade brinca com ilusões criadas no quarto sem cama, logo a frente da cozinha. Cintilam as árvores, aqui dentro, buscando o último restingue da flora bruta do meu coração. Talvez aquele ser ao lado da porta seja o bobo da corte, e ele chora lágrimas de verdade que fazem outros rirem e pensarem nos erros de suas vidas. O tamanduá-bandeira entra em busca das formigas que trabalham para reconstruir sua casa que o nenezinho de três meses pisou e começou a calcular o número de seres ali da casa. Terrorismo!! Todos gritam enquanto personagens de desenhos jogam ludo-ludo no saguão deste hotel. A velha recita algum verso para dois ou cinco meninos que parecem dormir com ursos belgas nas mãos. E se for parar e notar nessa cena tudo tem significado, concordância verbal e nominal, regência e muito sangue-frio. Celulares, rádios e porta-retratos completam com perfeição o cenário antes imaginado repleto de gente e vazio de idéias. O despertador canta suas horas e as folhas se agitam, o colírio cura a ardez dos olhos e os clipes fecham o envelope.

setembro 14, 2004

E nada mais me importava...

A noite vinha e trazia consigo trevas e sombras. O balançar da minha cadeira remetia-me a pontos excassos de lembranças e lá fora o vento mudava a paisagem com ardor rude. Nada, nem na mente e muito menos no coração me tiraria aquela vontade de vê-la. Fora mágico! Lembro do brilho do seu olhar quando me avistou naquele início de manhã. Corria, ao mesmo tempo que sorria, ao mesmo tempo que sonhava e ao mesmo tempo que sentia-se completamente realizada. Encontro, em meus braços, o calor que buscava e o beijo... Ahh o beijo! Selado tão rapidamente com seus dedos acariciando minha face... Que sentido! Nossas peles atritando a um doce movimento que terminou com olhares e sorrisos afeituosos! Perfeição...

setembro 12, 2004

Qualquer semelhança sempre é real...

Eu amo ela. Ela ama Ele. Ele talvez ame Ela mas tem seus sentimentos pela Outra. A Outra sabe disso, gosta do Ele e sabe o quão machucado Ele fica mas, por alguma razão ama o Outro. O Outro ama Aquela que costuma sair sem compromisso com Aquele, para afogar a frustração do seu amor por esse Aquele. Aquele é um ser estranho! Ama muito a Outra mas também sonha muito com Ela. Enquanto todos choram pelos seu sentimentos que não se encaixam em nenhum lugar, perdemos todos o nosso tempo conhecendo novas pessoas mas nunca esquecendo o nosso verdadeiro amor... Mesmo que esse nunca se realize. Perfeito mesmo só João e Maria que se conheceram no parque, em uma tarde qualquer, apaixonaram-se e morreram triste por ter encontrado a perfeição na vida deles... Talvez Eu mesmo nem ame mais Ela. como Ela não ame mais Ele. Só depois de muito tempo Ele passe a amar Ela e a Outra ame Ele e esqueça de vez o Outro que vai ser procurado por Aquela loucamente e que brigou e matou, internamente é claro, o Aquele do seu coração. E o Aquele, que era o ser mais estranho da história toda, tenha morrido em um acidente de carro numa viagem que fez para encontrar Ela em um final-de-semana desses que seriam perfeitos mas nunca se realizou... E no final da história, que é até difícil contar, os casais se misturaram em um mix perfeito e ninguém nunca terminou com a pessoa que sonhou, chorou e idealizou a vida inteira.
O que falar com palavras...

Que nos trazem lembranças boas, mas ao mesmo tempo remetem ao passado distante e intransitável? Estranha sensação de poder e não poder... Sonhos idealizados, Vida castigada por tomar caminhos estranhos e sinuosos... Sempre a mesma ladainha infantil! Por quê? Se o vinho, o alcóol, a dormência causada por ele que nos transforma em criaturas leves e opacas e nos leva a um lugar estranho e sem escolhas. Sem saber mais significado de nada, de preto ou branco, de claro ou escuro... Certo e errado! Errado é pensar sem consistência no presente, causando isso tudo uma avalanche dolorosa de incerteza! O efeito agora sentido é de enjoo sobre tudo, mas uma leve leveza redundante mesmo que me faz sorrir levemente... Espasmódico, no seu segundo significado, eu diria até que é essa sensação! E os dedos não conseguem seguir uma linha de raciocínio lógica. Desculpem! Minha mente dói e meu enjoo aumenta. O canto do meu coração é algo, as vezes, inatingível para um todo! Nesse único momento gostaria de ser uma criatura espraiada.

setembro 09, 2004

E o feriado se foi...

A estrada é longa, o trânsito é intenso e fluente e as idéias que passam pelas linhas imáginarias do meu cérebro misturam o real do imaginário em meio de nuvens, ar e velocímetro. Tente entender o coração pulsando mais alegre possível, ao mesmo tempo que o peito grita a falta que sente e os olhos molham de lembranças. A noite parece clara e o descanso é escasso nos dias. O peso de um fardo criado traz de volta questionamentos binários. Talvez tudo não tenha saída conhecida. Talvez o necessário é abundante de vácuo e o infaltável nunca esteve presente mesmo... Talvez tudo tenha sido realmente fácil de entender mas que era difícil de aceitar e talvez, só e somente talvez, isso aqui seja mais um grito silencioso que nada mudará e que ninguém acreditará nas lágrimas que molham minha face e que ninguém ache que eu estou realmente sentido falta de um abraço quente e tenro... mas isso é só um talvez... Porque nunca mesmo acreditaram nos meus olhos reais que sempre se alimentaram de sonhos.

setembro 01, 2004

Um canto de desespero...

Ó Lua Impontente e Branca, Por Que foges de mim? Por que não controlas mais minhas mãos sedentas de amor? Por que não fazer de mim instrumento para transcrever sua beleza? Lembro de noite onte tu me guiavas, Por sabores de alcóol e magias transcedentais. Onde meus olhos gotejavam lágrimas de amor, lágrimas essas que caíam por sentir seu peso dentro de mim, fazendo meu peito cantar em verso limpo todas as noites que aparecia você em meu tão obscuro céu. Por que abandonaste ao gosto acre da vista desnorteada? Ao gosto gélido do peito vazio e perdido... Enquanto meus olhos buscam aproximar-te no céu límpido de calor. Por que Deusa Lua? Não amas mais esse pobre iludido e carente de apegos? Esse pobre perdido que não sabes o caminho em tem toque divino? Ó Lua! Escuta esse teu servo gritar com sangue quente... Para tua volta! Para tua beleza! Para a minha vida! Complete-me ! Dá gosto a essa esquadra órfã. Dê corda ao menino trovador romântico. Carvão para a locomotiva de meu peito, que anseia pulsar livremente e contente. Venha Lua Dourada! Devolva a vida que só tu tens o controle! E que abandonaste a própria sorte, o garoto inocente de olhos brilhantes que só vive em razão de cantar e de amar!
Melancholy Sickness

agosto 25, 2004

Em lembrar que há um ano atrás...

Faz um ano que eu perdi um das pessoas que eu mais amo na minha vida... Há um ano morria minha linda vó. Falar tudo que ela representa na minha vida é algo impossível, pois a cada novo dia eu descubro algo novo... Era uma segunda-feira ensolarada... Eu fazia aula de manhã e portanto era dispensado do trabalho na parte da manhã para estudar... A aula transcorreu normal, como foi o semestre todo, depois cheguei em casa e como de costume comecei a me arrumar para ir trabalhar depois do almoço... E foi aí que recebi a notícia... Nunca, eu acho, que vou esquecer a cara do meu pai me falando "É Matheus! Vamos ter que ir pra Santos"... Eu não acreditava naquilo... "Como Porra!!?!?!", eu pensava comigo, No domingo a tarde eu a beijei no hospital e falei "Vó! Sabadão eu volto e ve se vc não me esquece das almondegas hein meu!! pooo minha mãe não sabe fazer.. Uma vergonha!!!!" E ela sorriu e se desculpou em me deixar sem as almondegas pelo estado de saúde dela.. Dei um leve sorriso e falei "Relaxa vó.. vc ainda vai fazer mtas pra mim..." Eu simplesmente não conseguia assimilar... Eu sabia que tinha terminado seu sofrimento mas ao mesmo tempo não acreditava em "nunca mais" ver minha vó... Fomos pra Santos, eu e meu pai acolhendo minha irmã que chorava... Chegando lá.. O Normal... Família.. Rostos tristes e palavras de consolo... Só fui me derramar em lágrimas quando minha mãe veio e conversou com nós 3 (Eu, meu pai e minha irmã) como tinha sido os últimos minutos... A última prece que minha mãe fez, os agradecimentos... É algo que não consigo escrever para contar... Imporante é salientar... que ela está cuidando de mim ainda... Vendo meus passos, me aconselhando, sendo a voizinha que ecoa na minha cabeça e todas as outras coisas que ela puder fazer para mim... Tenho absoluta certeza disso!!! Ainda vou encontrá-la... Linda como sempre... E peço, sempre, para que ela esteja presente para me apresentar o outro mundo... Que seja minha "guia" na próxima fase dessa nossa vida...
E de normal... não poderia de deixar de agradecer todas as pessoas que naquela segunda-feira, 25/08, me ligaram, estiveram comigo, me deram força ou até mesmo fazendo uma excursão, literalmente, para o enterro e dar risadas comigo lá... Inesquecível mesmo! Obrigado do fundo do meu coração... E podem ter certeza que estão sendo agradecidos pela minha vó também!!!! Beijo Vó! Onde quer que a Senhora esteja... Sei que está em paz, forte e linda como sempre foi!!!!! TE AMO SEMPRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


agosto 23, 2004

E sem fim escrevo o ponto final...

Por que pensamos em trevas se nos é mostrado um novo nascer do dia, com sol e energias renovadas? Por que, realmente, remoemos tanto uma coisa passada quando devemos tentar melhorar nosso futuro que é tão incerto? Por que queremos e sonhamos com a perfeição se uma vida perfeita seria o fim, rídiculo, de toda magia existente? Algumas das dúvidas que o sono me traz, que o cansaço me traz... Mas minha alma está limpa... Meus desejos renovados e mesmo ter me desententido pode ter me mostrado que certas coisas tem de ser mudadas e vividas de maneiras diferentes... Eu ainda acho que o fim está perto, mas esse perto pode estar tão longe que eu não consigo ver onde ele está... Tá redundante mas os meus olhos cismam em fechar e tentar melhorar uma situação imposta... Nem sei se isso realmente é necessário... Mas olhos claros sempre me cativaram... E talvez, somente talvez, esteja em um caminho completamente errado... E aquela doce voz, que me animava nas minhas tardes e que escrevi poucas vezes, mas foram intensas, sejam lembradas hoje... Só me resta sonhar... E como diria o Skid Row "Through the sleepless nights, through every endless day / I'd wanna hear you say - I remember you"

agosto 16, 2004

E eu muito sempre nunca tive...

Eu sempre estive ali, remoendo-se entre passado e presente
Sentindo o acre gosto de perguntas intermináveis e doloridas
Dores essas causadas por lembranças falsas de talvez
Lembranças mortas questionadas pelo seus atos
O frio, o escuro, o sozinho, o vazio... Palavras mais pesadas
Personificavam-se em minha forma durante muitos dias
Tentava me agarrar em qualquer vão oco nesta queda sem fim
E quando tentava me apoiar para me estabelecer e subir
Sentia a avalanche de perguntas e de sentimentos
Puxando-me novamente para a queda livre suicída.
Os dias perderam a noção de existência e o tempo foi abandonado de início
Por vezes sentia a esperança pingar suas gotas em meu coração
Dando-me motivos para sorrir enquanto voava para o fim
E agora, sinceramente, não sei se estou parado, tentando me estabelecer
Ou se tenho esse vento em minha face por causa da queda
Mas desisto de tentar entender essa minha pessoa
É impossível definir a criatura que dorme nas sombras e se alimenta da tristeza
Melancholy Sickness

agosto 07, 2004

Meras palavras irrelevantes...

E o sangue acabou mostrando tudo em abundância. Seus fatos transcritos em formas de dores jamais sentidas. Olhos abertos com falsa atenção, falsa compreensão, falso coração que bate sem razão no caminho de sentimentos eternos sem sentidos. Redundância, amiga nova, traz sempre uma nova forma de pensar, de ver o que foi feito, de entender um pouco mais a nebulosa vida marcada. Seus olhos transpoem algo surreal e impalpável aparecendo sempre em noites escuras e misteriosas. Duas cores... Duas vidas... Dores infinitas, em um leito frio e deserto. Tendo medo dos seus sonhos que me pertencem temporariamente. Tenho medo de ver que essa realidade sonhada nunca será a nossa vida. Seus olhos... Seus desejos... Minhas dores... Minha tristeza... Minha morte...

julho 27, 2004

E por isso os ouvidos não escutam a mente...

E por que todos os caminhos são confusos e sombrios? O ar gélido congela a face fechada de alegria e agoniza na falta de lembranças uma melhora. Um suspiro depressivo ganha o lugar e o peso do ambiente cai sobre os ombros latejantes da forte pancada real. Substâncias movem-se ao sabor de um vento que vive de ilusão, que vive em um recinto abandonado de janelas e qualquer saída. De tão seco que o chão se apresenta, chovem lágrimas de chuva de um céu ensolarado de verão quente. Verde, sim, é a água que brota de um velho vaso raso. Os olhos? Atortoados com tamanho poder alucinógeno nunca se acostumam com essa fuga da realidade sombria. As mãos ditam o caminho mágico a ser trilhado e a mente, sempre vilã da história, tenta fazer os ouvidos escutarem que quando o efeito passar sobrará novamente o velho quarto escuro, frio, triste e sem saída...
Melancholy Sickness

julho 13, 2004

Só uma linda manhã...

E era ali uma linda manhã de inverno. Fria e clara mas nebulosa em alguns pontos. Uma doce brisa comprimentava a face ainda amassada do sono. As mãos escondiam-se como podiam nos bolsos do casaco volumoso. Os passos rápido procuravam um ponto mais quente em meio a um vendaval forte e congelante. Qualquer descrição pararia em objetos e cenas e não descobririam o que realmente aquilo simbolizava. A noite foi longa e cada minuto do sono perdido foi culpa de drogas alucinógenas e calmantes sendo engolidas pelo doce gosto do álcool eternamente forte. A tristeza sempre presente em altas doses também foi a culpada pela insônia que aflingia a mente desordenada pelas dúvidas. Aflito era todo um conjunto vendo que as soluções, sonhadas de uma vida comum, eram cada vez mais afastadas com todas as forças. O amor fazia doer um pedaço do peito que parecia não possuir preenchimento, um eterno vacúo ocupado pela falta do sentimento. Agonizava pensar que todo seu amor era platônico na sua vida e que seus sonhos também caminhavam em uma direção completamente oposta a que brigava para seguir. Tudo isso completando um cansaço, sono, tristeza, ilusões e muitos outros detalhes que estavam além daquele cena despercebida de toda sua razão. As imagens mais comuns de nossas vidas podem esconder verdades obscuras e assutadoras que pertencem a realidade tão misteriosa quanto fatal. E eu ainda não descobri como tirar essa visão da minha vida...

julho 05, 2004

Frases soltas no vento fraco...

Poderia ser só mais uma brisa de um entardecer quente do inverno. Poderia ser só mais um devaneio inusitado da mente atrapalhada. Poderia ser só mais uma lágrima quente de sangue que escorre pelo peito apaixonado. Poderia ser uma carta escrita por mãos trêmulas da tristeza que habita um corpo solitário. Poderia ser o último caminho daquela que anda em círculos escaldantes ao faro de respostas. Poderia ser o último suspiro de vida daquela que luta há meses por uma melhora. Poderia ter sido tudo... Mais era só mais um desabafo do vento, da mente, do coração, das mãos, da esperança e da vida... Singularmente melancólicas no pranto deste mundo. Gritos silenciosos de ajuda que passam despercebidos em cada órgão mecanicamente ativado do nosso corpo, deste nosso mundo... Pode ter sido o fim.
Melancholy Sickness