outubro 06, 2004

Sem Sentido é o Complexo...

A estrada e o vale abrem como um leque que dá ampla visão.
Tudo corrói com o tempo implacável.
E lembranças dançam como sombras ao vento.
Tudo é degustado na solidão clara e contente.
Como uma poesia escrita por mãos trêmulas.
Modulado tudo é pela sua paixão extraordinária.
E acabando de começar de um fim finito.
Diversão postada nas paredes de enlace.
Ritmado, agitado e rápido embala o fundo.
E nada é rejeitado pelos sentidos em transe.
A missão concreta disso é perdida no monte.
Queimando eternamente todas as ruindades terrenas.
E nada termina se não for tarde demais.
E pode-se contar os tempos que cantei a lira.
Noturna, inexorável e redundante vida.
Desenhada pela mente e colorida pelo coração.
Sempre foi o passado ditado que fez chorar.
E o adesivo vai me recordar os momentos.
Que vivi, sem alma boa, por diversos caminhos.
E me acorde quando tudo terminar.
E já tiver encontrado o sentido final dos dias ensolarados.
E toda essa próxima estação trouxer de novo.

outubro 01, 2004

O atrito gera substâncias indolores finais...

Os dados são lançados pela garra afiada e batem um número primo, ao mesmo tempo que o velho rapaz viajante perde seu último suspiro de aposta na mesa. O aparelho televisiona alguma abobrinha política barulhenta e a mochila é aberta em busca da esperança final. As figuras no álbum adesivo se mechem ao sabor do movimento, criando em si uma novela única e inédita aos olhares pesquisadores. Ouvidos escutam algum murmúrio baixo e etoneante, propício de comemoração particular. A vodka tem seu gosto mais suave por causa do gelo que derrete no duro verão fora de época. Passos, corridas, cenários montados, liras cantadas, uma estrofe. Sem saber do final, o poster coroa o momento e é esticado de forma a sempre ser lembrado. O lençol branco, confidente do travesseriom ouve as lamentações expelidas pela boca triste. Dando o toque final a essa obra prima erudita. E isso tudo só termina quando a lótus abrir inteira, mostrando seu interior puro e discreto. Todo o poder nela concentrado vai premiar o último cavaleiro que cantar, em verso livre e branco, a redondilha menor mais perfeita já realizada. E os trovadores, depois disso, desataram em coro o choro da derrota.

setembro 29, 2004

E ouvi calado o coração...

Chorar! Chorou seus últimos suspiros, seu último fito, sua última gota branca de esperança, seu último pulo em busca da solução...E ouvi! Ouvi como paciente, ouvi como observador, ouvi como ferramenta. Soluçou para continuar, contava suas tentativas, gritava suas escolhas, chorava suas respostas... Meu olhar alterava em cada momento inusitado de angústia. Mudava como o vento, mas mantinha-se sereno e calmo. E ele continuava... Secando-se ainda mais, retesiando para a saída, implorando para a solução vir e mostrar a felicidade que existe depois do sinal de igual. E assim foi, durante tempos, ele contando e eu escutando... Concordava, fechava meus olhos e tentava ajudar em solução... Mas não importava! Era sua ira, seus problemas... Que estavam dentro de mim e eu, abalado como um todo, não podia me mover sem pensar que aquilo me aflingia, me tirava o sono, era a causa das minhas dores, dos meus medos... Aquilo era real e eu não conseguia ver outra explicação... Eu fiquei sem ação... E por isso, durante todo esse tempo, eu não expeli das minhas cordas vocais um "a" e muito menos um suspiro de alívio, pois aliviado fiquei quando ele se calou e me deixou livre das avalanches verdadeiras de todo o sentimento interno...

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E mudando de assunto novamente...

Pasmem Senhores! Neste blog tente não levar tudo em consideração... Não busque significados palavras por palavras... O significado é único e está presente em todo o conteúdo e não só em uma frase solta, e muito menos, numa palavra única! Poxa... Por favor! Eu tenho certeza que vocês são inteligentes o suficiente para entender o que escrevo aqui... Não é caso isolado e muito menos em alguma língua que vocês não tem conhecimento... Deixe a mente viajar quando quiser entender o blog... Se não quiser entender nem se atreva! Isso aqui está milhas distantes da sanidade... Anos-luz do concreto... Isso aqui, como já disse milhares de vezes, é meu sentimento mais puro, interno e viajante... Logo puro não quer dizer que não tenha mistura, interno não quer dizer que esteja do lado do meu rim só porque o meu rim está na parte interna do meu corpo e viajante não significa que eu esteja VIAJANDO MUITO DE ONIBUS OU PARA LUGARES DISTANTES!!! POR FAVOR né?!?!?
Sem mais...
Beijos e Abraços

setembro 21, 2004

Saber que tudo é ditado pelo fim...

É horrível uma fantasia que se torne tão importante na vida e impossível de ser esquecida. Por que digo isso? Simplesmente pelos dias que passam, pelas horas que temos de ver algo que não gostamos e pelos inúmeros pedidos de liberdade! Ter nossos olhos com sentimentos de amor, com pingos de falsidade e ao mesmo tempo brancos de ternura e paz. Como balancear tal expressão e não se tornar vazio e fechado? Cadenciadamente caminhamos para a escuridão sem volta, a escuridão final de nossos rumos! Sonhamos sempre com o branco livre e belo, mas no final teremos as trevas como destino, com seu gosto acre e implacável. E só nos é proibido sonhar com felicidades terrenas e materias... Como eu estou sonhando... A multa para isso é a dor infinita, o sentimento de culpa, as lágrimas ácidas que caem e ferem meu corpo ainda mais... Fitar a escuridão e tentar achar uma saída de um local sem buracos. Sentir o corpo dilatar da tal maneira que nunca voltará a ser como antes... E por isso os olhos passam por você e não reconhecem tal forma. Sempre sonhei, sempre morri por isso... E ainda mais eu que arquitetei planos eternos de amor, de paz e alegrias... Receber o vazio como premio final é ter espinhos cravados no coração que pulsou com gotas da esperança mais pura e inocente... Eu tenho saudades! Dos braços, da noite juntos, das brincadeiras, do sorriso... Tenho saudades do ser completo! E isso talvez que me machuque ainda mais! Dormir e lembrar é o pior dos pesadelos que poderia estar tendo...

setembro 17, 2004

E os olhos digitam o que os dedos enxergam...

Sombras e trevas mesclando, com perfeição, um verão intenso. Bom, ruim, certo e errado em perfeita conjuntura com Júpiter transformando tudo em estrelas e luas. A sanidade brinca com ilusões criadas no quarto sem cama, logo a frente da cozinha. Cintilam as árvores, aqui dentro, buscando o último restingue da flora bruta do meu coração. Talvez aquele ser ao lado da porta seja o bobo da corte, e ele chora lágrimas de verdade que fazem outros rirem e pensarem nos erros de suas vidas. O tamanduá-bandeira entra em busca das formigas que trabalham para reconstruir sua casa que o nenezinho de três meses pisou e começou a calcular o número de seres ali da casa. Terrorismo!! Todos gritam enquanto personagens de desenhos jogam ludo-ludo no saguão deste hotel. A velha recita algum verso para dois ou cinco meninos que parecem dormir com ursos belgas nas mãos. E se for parar e notar nessa cena tudo tem significado, concordância verbal e nominal, regência e muito sangue-frio. Celulares, rádios e porta-retratos completam com perfeição o cenário antes imaginado repleto de gente e vazio de idéias. O despertador canta suas horas e as folhas se agitam, o colírio cura a ardez dos olhos e os clipes fecham o envelope.

setembro 14, 2004

E nada mais me importava...

A noite vinha e trazia consigo trevas e sombras. O balançar da minha cadeira remetia-me a pontos excassos de lembranças e lá fora o vento mudava a paisagem com ardor rude. Nada, nem na mente e muito menos no coração me tiraria aquela vontade de vê-la. Fora mágico! Lembro do brilho do seu olhar quando me avistou naquele início de manhã. Corria, ao mesmo tempo que sorria, ao mesmo tempo que sonhava e ao mesmo tempo que sentia-se completamente realizada. Encontro, em meus braços, o calor que buscava e o beijo... Ahh o beijo! Selado tão rapidamente com seus dedos acariciando minha face... Que sentido! Nossas peles atritando a um doce movimento que terminou com olhares e sorrisos afeituosos! Perfeição...

setembro 12, 2004

Qualquer semelhança sempre é real...

Eu amo ela. Ela ama Ele. Ele talvez ame Ela mas tem seus sentimentos pela Outra. A Outra sabe disso, gosta do Ele e sabe o quão machucado Ele fica mas, por alguma razão ama o Outro. O Outro ama Aquela que costuma sair sem compromisso com Aquele, para afogar a frustração do seu amor por esse Aquele. Aquele é um ser estranho! Ama muito a Outra mas também sonha muito com Ela. Enquanto todos choram pelos seu sentimentos que não se encaixam em nenhum lugar, perdemos todos o nosso tempo conhecendo novas pessoas mas nunca esquecendo o nosso verdadeiro amor... Mesmo que esse nunca se realize. Perfeito mesmo só João e Maria que se conheceram no parque, em uma tarde qualquer, apaixonaram-se e morreram triste por ter encontrado a perfeição na vida deles... Talvez Eu mesmo nem ame mais Ela. como Ela não ame mais Ele. Só depois de muito tempo Ele passe a amar Ela e a Outra ame Ele e esqueça de vez o Outro que vai ser procurado por Aquela loucamente e que brigou e matou, internamente é claro, o Aquele do seu coração. E o Aquele, que era o ser mais estranho da história toda, tenha morrido em um acidente de carro numa viagem que fez para encontrar Ela em um final-de-semana desses que seriam perfeitos mas nunca se realizou... E no final da história, que é até difícil contar, os casais se misturaram em um mix perfeito e ninguém nunca terminou com a pessoa que sonhou, chorou e idealizou a vida inteira.
O que falar com palavras...

Que nos trazem lembranças boas, mas ao mesmo tempo remetem ao passado distante e intransitável? Estranha sensação de poder e não poder... Sonhos idealizados, Vida castigada por tomar caminhos estranhos e sinuosos... Sempre a mesma ladainha infantil! Por quê? Se o vinho, o alcóol, a dormência causada por ele que nos transforma em criaturas leves e opacas e nos leva a um lugar estranho e sem escolhas. Sem saber mais significado de nada, de preto ou branco, de claro ou escuro... Certo e errado! Errado é pensar sem consistência no presente, causando isso tudo uma avalanche dolorosa de incerteza! O efeito agora sentido é de enjoo sobre tudo, mas uma leve leveza redundante mesmo que me faz sorrir levemente... Espasmódico, no seu segundo significado, eu diria até que é essa sensação! E os dedos não conseguem seguir uma linha de raciocínio lógica. Desculpem! Minha mente dói e meu enjoo aumenta. O canto do meu coração é algo, as vezes, inatingível para um todo! Nesse único momento gostaria de ser uma criatura espraiada.

setembro 09, 2004

E o feriado se foi...

A estrada é longa, o trânsito é intenso e fluente e as idéias que passam pelas linhas imáginarias do meu cérebro misturam o real do imaginário em meio de nuvens, ar e velocímetro. Tente entender o coração pulsando mais alegre possível, ao mesmo tempo que o peito grita a falta que sente e os olhos molham de lembranças. A noite parece clara e o descanso é escasso nos dias. O peso de um fardo criado traz de volta questionamentos binários. Talvez tudo não tenha saída conhecida. Talvez o necessário é abundante de vácuo e o infaltável nunca esteve presente mesmo... Talvez tudo tenha sido realmente fácil de entender mas que era difícil de aceitar e talvez, só e somente talvez, isso aqui seja mais um grito silencioso que nada mudará e que ninguém acreditará nas lágrimas que molham minha face e que ninguém ache que eu estou realmente sentido falta de um abraço quente e tenro... mas isso é só um talvez... Porque nunca mesmo acreditaram nos meus olhos reais que sempre se alimentaram de sonhos.

setembro 01, 2004

Um canto de desespero...

Ó Lua Impontente e Branca, Por Que foges de mim? Por que não controlas mais minhas mãos sedentas de amor? Por que não fazer de mim instrumento para transcrever sua beleza? Lembro de noite onte tu me guiavas, Por sabores de alcóol e magias transcedentais. Onde meus olhos gotejavam lágrimas de amor, lágrimas essas que caíam por sentir seu peso dentro de mim, fazendo meu peito cantar em verso limpo todas as noites que aparecia você em meu tão obscuro céu. Por que abandonaste ao gosto acre da vista desnorteada? Ao gosto gélido do peito vazio e perdido... Enquanto meus olhos buscam aproximar-te no céu límpido de calor. Por que Deusa Lua? Não amas mais esse pobre iludido e carente de apegos? Esse pobre perdido que não sabes o caminho em tem toque divino? Ó Lua! Escuta esse teu servo gritar com sangue quente... Para tua volta! Para tua beleza! Para a minha vida! Complete-me ! Dá gosto a essa esquadra órfã. Dê corda ao menino trovador romântico. Carvão para a locomotiva de meu peito, que anseia pulsar livremente e contente. Venha Lua Dourada! Devolva a vida que só tu tens o controle! E que abandonaste a própria sorte, o garoto inocente de olhos brilhantes que só vive em razão de cantar e de amar!
Melancholy Sickness

agosto 25, 2004

Em lembrar que há um ano atrás...

Faz um ano que eu perdi um das pessoas que eu mais amo na minha vida... Há um ano morria minha linda vó. Falar tudo que ela representa na minha vida é algo impossível, pois a cada novo dia eu descubro algo novo... Era uma segunda-feira ensolarada... Eu fazia aula de manhã e portanto era dispensado do trabalho na parte da manhã para estudar... A aula transcorreu normal, como foi o semestre todo, depois cheguei em casa e como de costume comecei a me arrumar para ir trabalhar depois do almoço... E foi aí que recebi a notícia... Nunca, eu acho, que vou esquecer a cara do meu pai me falando "É Matheus! Vamos ter que ir pra Santos"... Eu não acreditava naquilo... "Como Porra!!?!?!", eu pensava comigo, No domingo a tarde eu a beijei no hospital e falei "Vó! Sabadão eu volto e ve se vc não me esquece das almondegas hein meu!! pooo minha mãe não sabe fazer.. Uma vergonha!!!!" E ela sorriu e se desculpou em me deixar sem as almondegas pelo estado de saúde dela.. Dei um leve sorriso e falei "Relaxa vó.. vc ainda vai fazer mtas pra mim..." Eu simplesmente não conseguia assimilar... Eu sabia que tinha terminado seu sofrimento mas ao mesmo tempo não acreditava em "nunca mais" ver minha vó... Fomos pra Santos, eu e meu pai acolhendo minha irmã que chorava... Chegando lá.. O Normal... Família.. Rostos tristes e palavras de consolo... Só fui me derramar em lágrimas quando minha mãe veio e conversou com nós 3 (Eu, meu pai e minha irmã) como tinha sido os últimos minutos... A última prece que minha mãe fez, os agradecimentos... É algo que não consigo escrever para contar... Imporante é salientar... que ela está cuidando de mim ainda... Vendo meus passos, me aconselhando, sendo a voizinha que ecoa na minha cabeça e todas as outras coisas que ela puder fazer para mim... Tenho absoluta certeza disso!!! Ainda vou encontrá-la... Linda como sempre... E peço, sempre, para que ela esteja presente para me apresentar o outro mundo... Que seja minha "guia" na próxima fase dessa nossa vida...
E de normal... não poderia de deixar de agradecer todas as pessoas que naquela segunda-feira, 25/08, me ligaram, estiveram comigo, me deram força ou até mesmo fazendo uma excursão, literalmente, para o enterro e dar risadas comigo lá... Inesquecível mesmo! Obrigado do fundo do meu coração... E podem ter certeza que estão sendo agradecidos pela minha vó também!!!! Beijo Vó! Onde quer que a Senhora esteja... Sei que está em paz, forte e linda como sempre foi!!!!! TE AMO SEMPRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


agosto 23, 2004

E sem fim escrevo o ponto final...

Por que pensamos em trevas se nos é mostrado um novo nascer do dia, com sol e energias renovadas? Por que, realmente, remoemos tanto uma coisa passada quando devemos tentar melhorar nosso futuro que é tão incerto? Por que queremos e sonhamos com a perfeição se uma vida perfeita seria o fim, rídiculo, de toda magia existente? Algumas das dúvidas que o sono me traz, que o cansaço me traz... Mas minha alma está limpa... Meus desejos renovados e mesmo ter me desententido pode ter me mostrado que certas coisas tem de ser mudadas e vividas de maneiras diferentes... Eu ainda acho que o fim está perto, mas esse perto pode estar tão longe que eu não consigo ver onde ele está... Tá redundante mas os meus olhos cismam em fechar e tentar melhorar uma situação imposta... Nem sei se isso realmente é necessário... Mas olhos claros sempre me cativaram... E talvez, somente talvez, esteja em um caminho completamente errado... E aquela doce voz, que me animava nas minhas tardes e que escrevi poucas vezes, mas foram intensas, sejam lembradas hoje... Só me resta sonhar... E como diria o Skid Row "Through the sleepless nights, through every endless day / I'd wanna hear you say - I remember you"

agosto 16, 2004

E eu muito sempre nunca tive...

Eu sempre estive ali, remoendo-se entre passado e presente
Sentindo o acre gosto de perguntas intermináveis e doloridas
Dores essas causadas por lembranças falsas de talvez
Lembranças mortas questionadas pelo seus atos
O frio, o escuro, o sozinho, o vazio... Palavras mais pesadas
Personificavam-se em minha forma durante muitos dias
Tentava me agarrar em qualquer vão oco nesta queda sem fim
E quando tentava me apoiar para me estabelecer e subir
Sentia a avalanche de perguntas e de sentimentos
Puxando-me novamente para a queda livre suicída.
Os dias perderam a noção de existência e o tempo foi abandonado de início
Por vezes sentia a esperança pingar suas gotas em meu coração
Dando-me motivos para sorrir enquanto voava para o fim
E agora, sinceramente, não sei se estou parado, tentando me estabelecer
Ou se tenho esse vento em minha face por causa da queda
Mas desisto de tentar entender essa minha pessoa
É impossível definir a criatura que dorme nas sombras e se alimenta da tristeza
Melancholy Sickness

agosto 07, 2004

Meras palavras irrelevantes...

E o sangue acabou mostrando tudo em abundância. Seus fatos transcritos em formas de dores jamais sentidas. Olhos abertos com falsa atenção, falsa compreensão, falso coração que bate sem razão no caminho de sentimentos eternos sem sentidos. Redundância, amiga nova, traz sempre uma nova forma de pensar, de ver o que foi feito, de entender um pouco mais a nebulosa vida marcada. Seus olhos transpoem algo surreal e impalpável aparecendo sempre em noites escuras e misteriosas. Duas cores... Duas vidas... Dores infinitas, em um leito frio e deserto. Tendo medo dos seus sonhos que me pertencem temporariamente. Tenho medo de ver que essa realidade sonhada nunca será a nossa vida. Seus olhos... Seus desejos... Minhas dores... Minha tristeza... Minha morte...

julho 27, 2004

E por isso os ouvidos não escutam a mente...

E por que todos os caminhos são confusos e sombrios? O ar gélido congela a face fechada de alegria e agoniza na falta de lembranças uma melhora. Um suspiro depressivo ganha o lugar e o peso do ambiente cai sobre os ombros latejantes da forte pancada real. Substâncias movem-se ao sabor de um vento que vive de ilusão, que vive em um recinto abandonado de janelas e qualquer saída. De tão seco que o chão se apresenta, chovem lágrimas de chuva de um céu ensolarado de verão quente. Verde, sim, é a água que brota de um velho vaso raso. Os olhos? Atortoados com tamanho poder alucinógeno nunca se acostumam com essa fuga da realidade sombria. As mãos ditam o caminho mágico a ser trilhado e a mente, sempre vilã da história, tenta fazer os ouvidos escutarem que quando o efeito passar sobrará novamente o velho quarto escuro, frio, triste e sem saída...
Melancholy Sickness

julho 13, 2004

Só uma linda manhã...

E era ali uma linda manhã de inverno. Fria e clara mas nebulosa em alguns pontos. Uma doce brisa comprimentava a face ainda amassada do sono. As mãos escondiam-se como podiam nos bolsos do casaco volumoso. Os passos rápido procuravam um ponto mais quente em meio a um vendaval forte e congelante. Qualquer descrição pararia em objetos e cenas e não descobririam o que realmente aquilo simbolizava. A noite foi longa e cada minuto do sono perdido foi culpa de drogas alucinógenas e calmantes sendo engolidas pelo doce gosto do álcool eternamente forte. A tristeza sempre presente em altas doses também foi a culpada pela insônia que aflingia a mente desordenada pelas dúvidas. Aflito era todo um conjunto vendo que as soluções, sonhadas de uma vida comum, eram cada vez mais afastadas com todas as forças. O amor fazia doer um pedaço do peito que parecia não possuir preenchimento, um eterno vacúo ocupado pela falta do sentimento. Agonizava pensar que todo seu amor era platônico na sua vida e que seus sonhos também caminhavam em uma direção completamente oposta a que brigava para seguir. Tudo isso completando um cansaço, sono, tristeza, ilusões e muitos outros detalhes que estavam além daquele cena despercebida de toda sua razão. As imagens mais comuns de nossas vidas podem esconder verdades obscuras e assutadoras que pertencem a realidade tão misteriosa quanto fatal. E eu ainda não descobri como tirar essa visão da minha vida...

julho 05, 2004

Frases soltas no vento fraco...

Poderia ser só mais uma brisa de um entardecer quente do inverno. Poderia ser só mais um devaneio inusitado da mente atrapalhada. Poderia ser só mais uma lágrima quente de sangue que escorre pelo peito apaixonado. Poderia ser uma carta escrita por mãos trêmulas da tristeza que habita um corpo solitário. Poderia ser o último caminho daquela que anda em círculos escaldantes ao faro de respostas. Poderia ser o último suspiro de vida daquela que luta há meses por uma melhora. Poderia ter sido tudo... Mais era só mais um desabafo do vento, da mente, do coração, das mãos, da esperança e da vida... Singularmente melancólicas no pranto deste mundo. Gritos silenciosos de ajuda que passam despercebidos em cada órgão mecanicamente ativado do nosso corpo, deste nosso mundo... Pode ter sido o fim.
Melancholy Sickness

junho 28, 2004

E o olhar congelava o momento...

Passatempo rima com a palavra sentimento de uma maneira ímpar e surreal. Como tudo na vida, obscura e fria, é parte de um caminho sinuoso e imperfeito, negro e desconhecido, desnivelado e sozinho. Dúvidas andam com as decisões tomadas e perguntas jorram dos olhos lagrimejados em um horizonte finito de um entardecer qualquer. Sangue de feridas pisadas pela dor de um coração que bate em razão de amar as soluções nunca experimentadas por lábios virgens e secos. Molhada é a nunca que voltada para cima nunca deixa os olhos verem o caminho a frente. Sentimentos brandos e doces são meras lembranças desenhadas por alguém na parede pré-histórica de novidade e a realidade se transforma na depressão transfigurada. O frio é intenso e os desejos de ver o fim é algo ineplicavelmente perdido, nas curvas chuvosas deste caminho que nada de ímpeto habita-o. Noite, dia, tarde são percebidas pelo olfato que busca entender muitas coisas além de sua função. E buscando ainda, respostas concretas, temos todo o conjunto de órgãos guiados pela tristeza da vida e as desilusões amorosas de uma depressão que tomou conta de um ser que, simplesmente, existe no tempo.
Melancholy Sickness

junho 21, 2004

E meu céu com duas luas...

Estranho é pensar nos diversos caminhos que percorremos e nas diversas escolhas feitas durante nossas vidas. Eu acordei durante a madrugada fria e limpa. Os olhos demoraram para acostumar com a claridade que vinha da janela. O corpo machucado e cansado estava mais pesado do que o normal. Ao me debruçar pela janela e olhar o céu... Vi toda sua profundidade, vi todos seus segredos. O ar melancólico, que respiro todo minuto, fazia eu entender coisas máximas da minha mente. Estrelas não são pontos mortos no espaço, como sempre imaginei.. São muito mais que isso, significam vida e eternidade... A eternidade da falta que sempre vai estar na vida das pessoas... Mesmo a solidão sendo minha eterna companhia... Mesmo sem alegrias no meu coração... Sempre estarei presente... E isso que simbolizam todas as estrelas... A morte presente, sempre vigiando sonhos e desejos ocultos... E daí que vi duas luas... Duas massas... Duas vidas... Vi o quão errado posso ter sido... E vi também o quão certo preciso ser... Duas luas... Duas incognitas.. Dois desejos... A vida é um par que nem sempre precisa ser compartilhada... E, no meu caso, vou viver sempre só no canto escuro e misterioso... Tendo dois caminhos, dois desejos e dessa duplicidade íntegra vai restar somente um ser, uma vida, uma solução, um caminho... O plural que torna tudo singular... A paridade transfigurada em um único porque, em um único fim...
Melancholy Sickness

junho 13, 2004

Parece mágica o relógio marcando...

Foi um verão estranho mas, sempre, um verão. As lamentações transcritas do fracasso de sonhos que não se realizariam, de todo um verão pela frente, de sentimentos diversos... Isso tomava conta da minha mente. O telefone era o instrumento perfeito, sempre tocava e planos para desfrutarmos alegrias eram selados por ele. E o relógio ali, sempre presente, fazendo a sua função de aviso de tepo... Sempre andava rápido demais mas nada importavapor o tempo estava sempre ao meu lado.
Mas algum dia que não me lembro... Não sei se fazia sol ou chuva, se estava alegre ou triste ou se por ventura do destino qualquer... Ele parou! As horas, e o tempo também, tinham de ser visto em outro lugar, de outro relógio pois aquele tinha terminado a sua função. De início não me importei mas sempre que entr no quarto eu o olho, por pura mania, e ele marca com muita dificuldade e tristeza a mesma hora... Como se uma força tivesse feito ele de castigo em um mesmo momento... Como se algo tivesse feito ele parar no mesmo instante de vida e dali nunca mais ter saído...
Demorei sete meses para isso, para perceber a mágica trascrita da morte... Demorei sete meses para ver o quão especial foi esse momento e esse lugar para mim... Demorei sete meses para me ligar que o relógio marca sempre: 4:44.44s...