Pela última vez queria ouvir...
Ouvir o chamado de uma paixão ardente. Ouvir o estalo de um beijo roubado naquela tarde normal. Ouvir o sussuro de uma voz doce e delicada, quente e terna, branda e macia. Ouvir um telefone tocar e ser a pessoa que espero. Gostaria de uma última chance para fazer tudo que achei certo, para demonstrar até onde poderia chegar e ser feliz. Uma última tentativa para ver se daria realmente certo, para ver se nossas promessas seriam realmente cumpridas, se nossos sonhos fossem virar a realidade de nossas vidas. Mas agora é tarde, a solidão me conforta pelo mesmo motivo de sempre e a nostalgia me beija com o prazer de uma dor que se prolonga através do tempo... Através de tudo.
Melancholy Sickness
março 17, 2005
março 15, 2005
As diferenças fizeram as escolhas dos caminhos...
E ele era simples, curtia rock, cerveja, amigos verdadeiros, rir da vida, viajava para reencontrar pessoas e conhecer lugares novos, vivia sem dinheiro por causa desses mas nem se importava com a vida. Sempre sorria mesmo. Ela, a típica menina-certinha-safada-mascarada, baladas, zueirinhas infantis, alcool vexaminoso, roupas da moda, consumista, presa no mundo por causa desses prazeres. Ria com as amigas iguais a ela. E foi no trânsito infernal, ele no carro velho dele e ela no novissimo dela, que se olharam e atraídos pelo desconhecido se aventuraram nas curvas desse rio que é o amor e anos seguidos de anos, acabaram vivendo um amor diferente, novo, surreal e apaixonante. Grudento, infantil e inocente. Amor este que guiou ambos para um mundo impalpável de prazer. Foi assim até a morte chegar e arrancar um do outro. Foram enterrados em tumbas separadas e distantes como nunca quiseram, mas também não poderiam mais reclamar. Um dia depois eles já haviam esquecidos de como era viver um com o outro e aí perceberam que este amor surreal de mundos diferentes foi na realidade uma fuga dos seus próprios pesadelos atormentados. Nunca mais, nem na eternidade terminável, eles quiseram olhar um para o outro.
E ele era simples, curtia rock, cerveja, amigos verdadeiros, rir da vida, viajava para reencontrar pessoas e conhecer lugares novos, vivia sem dinheiro por causa desses mas nem se importava com a vida. Sempre sorria mesmo. Ela, a típica menina-certinha-safada-mascarada, baladas, zueirinhas infantis, alcool vexaminoso, roupas da moda, consumista, presa no mundo por causa desses prazeres. Ria com as amigas iguais a ela. E foi no trânsito infernal, ele no carro velho dele e ela no novissimo dela, que se olharam e atraídos pelo desconhecido se aventuraram nas curvas desse rio que é o amor e anos seguidos de anos, acabaram vivendo um amor diferente, novo, surreal e apaixonante. Grudento, infantil e inocente. Amor este que guiou ambos para um mundo impalpável de prazer. Foi assim até a morte chegar e arrancar um do outro. Foram enterrados em tumbas separadas e distantes como nunca quiseram, mas também não poderiam mais reclamar. Um dia depois eles já haviam esquecidos de como era viver um com o outro e aí perceberam que este amor surreal de mundos diferentes foi na realidade uma fuga dos seus próprios pesadelos atormentados. Nunca mais, nem na eternidade terminável, eles quiseram olhar um para o outro.
março 14, 2005
Como mudamos em pensamentos as ações redundantes...
Faz, mais ou menos, sete anos que escrevo. Entende-se escrita como uma forma que sempre tive, sempre nesses sete anos, de demonstrar meus sentimentos/pensamentos/vontades/alegrias/tristezas/e afins em forma escrita e em papel bonito ou não. Foi por causa de amor que comecei a escrever minhas linhas tortas e apaixonantes. Foi por causa de amor que criava versos e foi por causa de amor que criei minha primeira poesia. Não a tenho mais, foi perida no tempo como muitos dos meus textos... Mas lembro quase perfeitamente dela. A primeira é sempre a primeira e nunca será esquecida. Era uma poesia baseada na música "Live Forever" do Oasis... Até a forma de fala da escrita lembrava a música. Era bem triste, e talvez seja por isso que não consigo escrever alegrias pois acho que falta sentimento nas pessoas felizes. Nela coloquei toda minha melancolia por amar e não ser correspondido, nela coloquei toda pureza de um amor que nascia em meu peito, coloquei sem dúvidas toda minha inocência perante este sentimento aflorado e cantava toda uma esperança que nascia dele. Ela era endereçada a sua dona... E pra ela entreguei. Lembro da cena completa. Nunca quis formalidade, nem me preparei e decorei palavras bonitas para se falar. Simplesmente a chamei e entreguei em um envelope branco e falei "Dentro você vai encontrar todo meu sentimento por você". Lembro que meus olhos lacrimejaram como os dela. O beijo foi fruto do inevitável. E no dia seguinte quando ela me viu o sorriso foi o resultado mais lindo que poderia sonhar. Momento único de gozo eterno de prazer... Depois daquele verão comecei a cantar a saudades, os sonhos, os pesadelos, a falta que me fazia um sorriso. Escrevia muito e depois, por decepção de um amor avassalador, joguei todos eles fora bem longe de casa, com medo de encontrá-los ainda no chão de meus caminhos normais. Hoje, anos e anos de novos textos, vejo que continuo o mesmo sonhador, o mesmo garoto inocente que ama o sentimento puro em pessoas de sua vida. Percebi, depois de muito errar, que eu preciso entender meus textos e ninguém mais. E por isso sou assim, intenso mas insignificativo, apaixonante mas misterioso... E talvez serei assim para sempre.
Faz, mais ou menos, sete anos que escrevo. Entende-se escrita como uma forma que sempre tive, sempre nesses sete anos, de demonstrar meus sentimentos/pensamentos/vontades/alegrias/tristezas/e afins em forma escrita e em papel bonito ou não. Foi por causa de amor que comecei a escrever minhas linhas tortas e apaixonantes. Foi por causa de amor que criava versos e foi por causa de amor que criei minha primeira poesia. Não a tenho mais, foi perida no tempo como muitos dos meus textos... Mas lembro quase perfeitamente dela. A primeira é sempre a primeira e nunca será esquecida. Era uma poesia baseada na música "Live Forever" do Oasis... Até a forma de fala da escrita lembrava a música. Era bem triste, e talvez seja por isso que não consigo escrever alegrias pois acho que falta sentimento nas pessoas felizes. Nela coloquei toda minha melancolia por amar e não ser correspondido, nela coloquei toda pureza de um amor que nascia em meu peito, coloquei sem dúvidas toda minha inocência perante este sentimento aflorado e cantava toda uma esperança que nascia dele. Ela era endereçada a sua dona... E pra ela entreguei. Lembro da cena completa. Nunca quis formalidade, nem me preparei e decorei palavras bonitas para se falar. Simplesmente a chamei e entreguei em um envelope branco e falei "Dentro você vai encontrar todo meu sentimento por você". Lembro que meus olhos lacrimejaram como os dela. O beijo foi fruto do inevitável. E no dia seguinte quando ela me viu o sorriso foi o resultado mais lindo que poderia sonhar. Momento único de gozo eterno de prazer... Depois daquele verão comecei a cantar a saudades, os sonhos, os pesadelos, a falta que me fazia um sorriso. Escrevia muito e depois, por decepção de um amor avassalador, joguei todos eles fora bem longe de casa, com medo de encontrá-los ainda no chão de meus caminhos normais. Hoje, anos e anos de novos textos, vejo que continuo o mesmo sonhador, o mesmo garoto inocente que ama o sentimento puro em pessoas de sua vida. Percebi, depois de muito errar, que eu preciso entender meus textos e ninguém mais. E por isso sou assim, intenso mas insignificativo, apaixonante mas misterioso... E talvez serei assim para sempre.
março 12, 2005
A Escuridão ganha vida em meus dedos sedentos...
Tudo parece normal mas normal mesmo
é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum
A vida parece transcrita
na parede pintada de Porque sem razão
Tudo parece deserto
mas na realidade é surreal
Trazendo a vida sonhos e lembranças infantis
Caminhando entre espaços ocupados
Do véu da culpa e destino intransitivo.
Outro caminho deixando a loucura
E talvez eu seja mesmo intragável para a pia mundial
Veja que o erro sou eu por tudo
E sim eu vou continuar dessa maneira até brevemente
Ver desistir os sonhos de mim e ver tudo fugir
Pela janela baixa do quarto escuro iluminado.
E tudo continuar normal como sempre foi.
Melancholy Sickness
Tudo parece normal mas normal mesmo
é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum
A vida parece transcrita
na parede pintada de Porque sem razão
Tudo parece deserto
mas na realidade é surreal
Trazendo a vida sonhos e lembranças infantis
Caminhando entre espaços ocupados
Do véu da culpa e destino intransitivo.
Outro caminho deixando a loucura
E talvez eu seja mesmo intragável para a pia mundial
Veja que o erro sou eu por tudo
E sim eu vou continuar dessa maneira até brevemente
Ver desistir os sonhos de mim e ver tudo fugir
Pela janela baixa do quarto escuro iluminado.
E tudo continuar normal como sempre foi.
Melancholy Sickness
março 06, 2005
Muito tempo depois as figuras voltaram...
Sempre caminhava serena e branda pelas ruas de marfim e pedregulhos. O sol era companheiro, conselheiro e confidente. Os olhos buscavam as pessoas conhecidas que recebiam um aceno do seu sorriso. Acreditava no que via e no que o sol lhe punha no caminho iluminado. E pelo revés da vida era assim, dia a dia... Sentia-se completa, sem novidades, vazia e feliz. Caminhava para o fim todo fim e acostumou-se assim... Veio a chuva e ela, por medo do mundo, não saiu de casa e se reprimiu em sua varanda a chorar por uma coisa que ela pensou ser infinita. E custou a sonhar por um mundo mais diferente.
Sempre caminhava serena e branda pelas ruas de marfim e pedregulhos. O sol era companheiro, conselheiro e confidente. Os olhos buscavam as pessoas conhecidas que recebiam um aceno do seu sorriso. Acreditava no que via e no que o sol lhe punha no caminho iluminado. E pelo revés da vida era assim, dia a dia... Sentia-se completa, sem novidades, vazia e feliz. Caminhava para o fim todo fim e acostumou-se assim... Veio a chuva e ela, por medo do mundo, não saiu de casa e se reprimiu em sua varanda a chorar por uma coisa que ela pensou ser infinita. E custou a sonhar por um mundo mais diferente.
fevereiro 21, 2005
As crianças não brincam mais de aviãozinhos...
E a paranóia se instalou. Chegou de mala e cuia, avisou o fanfarrão e o chefe gostou. Trouxe o diabo a quatro em acessórios, assustando a todos até o menos esperado sobre as lápides dela. Como primeiro serviço, para mostrar bom desempenho e pro-atividade, lançou um filme, é aqueles de película que passou naquelas salas que chamam de cinema, para assistir. E assim fiquei, pensando, com medo, sufocado e desacordado. Todos, tirando-me dessa massa, não se abalaram com o filme... E já fazem dois dias que não durmo direito. Não sabendo mais o que é real do ilusório... Tudo é cópia da cópia... Eu ganho, Eu perco e até empato... Para mim tudo é falso, sem sentido e nada mais é além do que aglomerados de coisas sem explicação. E mais assustador... Nunca brinquei de aviãozinho.
E a paranóia se instalou. Chegou de mala e cuia, avisou o fanfarrão e o chefe gostou. Trouxe o diabo a quatro em acessórios, assustando a todos até o menos esperado sobre as lápides dela. Como primeiro serviço, para mostrar bom desempenho e pro-atividade, lançou um filme, é aqueles de película que passou naquelas salas que chamam de cinema, para assistir. E assim fiquei, pensando, com medo, sufocado e desacordado. Todos, tirando-me dessa massa, não se abalaram com o filme... E já fazem dois dias que não durmo direito. Não sabendo mais o que é real do ilusório... Tudo é cópia da cópia... Eu ganho, Eu perco e até empato... Para mim tudo é falso, sem sentido e nada mais é além do que aglomerados de coisas sem explicação. E mais assustador... Nunca brinquei de aviãozinho.
fevereiro 18, 2005
E teve de contar sua história para ser aceito...
Capaz do mosteiro avisar que estive louco e saí desavisado pelo mundo, cantando um amor que não vê e não sente, para a donzela linda mas nada divina. Capaz avisem que estive viciado pelos prazeres terrenos e carnívoros que eram os únicos que saciavam minha sede e vontade de viver. Capaz o mosteiro avise que sou possuído por idolatrar elementos pagãos como a lua, as estrelas e o infinito e que cresce dentro de mim uma lira branda e forte, linda e perfeita, que canto em peito aberto pois não consigo segurá-la através de um suspiro. Capaz deles avisarem que sou problemático pois choro o que não tenho, que sonho demais com o impossível e intocável mas que não consigo, simplesmente, conter minha vontade e minha força, a qual chamo de divina, que está dentro de mim me fazendo crescer, viver e sofrer neste mundo em que ninguém acredita no amor interno verdadeiro. Capaz deles avisarem tudo isso e por isso não serei aceito aqui.
Capaz do mosteiro avisar que estive louco e saí desavisado pelo mundo, cantando um amor que não vê e não sente, para a donzela linda mas nada divina. Capaz avisem que estive viciado pelos prazeres terrenos e carnívoros que eram os únicos que saciavam minha sede e vontade de viver. Capaz o mosteiro avise que sou possuído por idolatrar elementos pagãos como a lua, as estrelas e o infinito e que cresce dentro de mim uma lira branda e forte, linda e perfeita, que canto em peito aberto pois não consigo segurá-la através de um suspiro. Capaz deles avisarem que sou problemático pois choro o que não tenho, que sonho demais com o impossível e intocável mas que não consigo, simplesmente, conter minha vontade e minha força, a qual chamo de divina, que está dentro de mim me fazendo crescer, viver e sofrer neste mundo em que ninguém acredita no amor interno verdadeiro. Capaz deles avisarem tudo isso e por isso não serei aceito aqui.
fevereiro 13, 2005
A neve caiu sobre o assunto...
Esfriado o reverso da vida. Solidificando mares e seres voadores. E um por um fomos indo, cada um ao seu medo, modo, tempo, vontade, felicidade e sonhos... Fomos indo rumo a um desconhecido muito mais enigmático do que convidativo. E foi assim que nem comecei minha jornada... Foi assim que aprendi a amar... Foi assim que aprendi a conviver com a dor da solidão... Foi assim que construi meus sonhos em bases inexistentes... E foi assim que aprendi a não viver e achar correto... Foi assim que entrei neste mundo...
Esfriado o reverso da vida. Solidificando mares e seres voadores. E um por um fomos indo, cada um ao seu medo, modo, tempo, vontade, felicidade e sonhos... Fomos indo rumo a um desconhecido muito mais enigmático do que convidativo. E foi assim que nem comecei minha jornada... Foi assim que aprendi a amar... Foi assim que aprendi a conviver com a dor da solidão... Foi assim que construi meus sonhos em bases inexistentes... E foi assim que aprendi a não viver e achar correto... Foi assim que entrei neste mundo...
fevereiro 02, 2005
Desejo que eu chegue no outro dia...
E quando alguém toca-te mais profundamente que qualquer antigo amor jamais tocou? Sua respiração ofega no momento e treme no gosto do desconhecido, no gosto do novo e na perdição do maravilhoso. Sonhos como sonhos passam como filme em seus olhos brilhantes de lágrimas. Seu tato está imóvel mas soa com o frio. O alcóol toma conta do coração e gritos e gestos são ouvidos pelos vizinhos atordoados que compartilham a sua eterna solidão. E ninguém está com você quando o medo, as dúvidas, o sofrimento e o amor vencem o infinito e a barreira do som. Ninguém mesmo sabe como você sente-se com a luz do céu negro de felicidade. E o seu som favorito embala os outros ouvidos e seu coração nem se importa mais...
E quando alguém toca-te mais profundamente que qualquer antigo amor jamais tocou? Sua respiração ofega no momento e treme no gosto do desconhecido, no gosto do novo e na perdição do maravilhoso. Sonhos como sonhos passam como filme em seus olhos brilhantes de lágrimas. Seu tato está imóvel mas soa com o frio. O alcóol toma conta do coração e gritos e gestos são ouvidos pelos vizinhos atordoados que compartilham a sua eterna solidão. E ninguém está com você quando o medo, as dúvidas, o sofrimento e o amor vencem o infinito e a barreira do som. Ninguém mesmo sabe como você sente-se com a luz do céu negro de felicidade. E o seu som favorito embala os outros ouvidos e seu coração nem se importa mais...
janeiro 28, 2005
E cantei em peito aberto a lira do amor...
E era madrugada limpa e meriva
O vinho, o conhaque... O alcool corriam em minhas veias
Rápidos, quentes e alegres como nunca.
Meu peito ardia de uma brancura linda
E gritei, dos meus pulmões cheios, a rima mais redonda
A lira mais bela escrita. A lira do amor.
E cantei pra lua, cantei pras estrelas
Cantei pra donzela tão linda quanto uma sereia.
Toda alegria colorida que sentia correr
E cantei na madrugada inteira, na noite das ilusões
Cantei nos teatros. Cantei nos porões.
Cantei para os desiludidos dos corações.
Minhas lágrimas desciam dos meus olhos
Brilhantes e atordoados
E cantei em plena manhã de sol
Cante no acordar dos passáros e dos guardas
Despertei cantando a mais bela das belas.
Ela, assustada com meu amor contagiante, só pode me beijar
Nossas bocas unidas pelo sentimento e ela fez me acompanhar
Além do ceu. Além do mar. Além do ar.
E juntos andamos e amamos nossa paixão
Corremos o mundo no nosso coração
E espalhamos pelos sonhos do sono
A lira do nosso amor platônico.
E era madrugada limpa e meriva
O vinho, o conhaque... O alcool corriam em minhas veias
Rápidos, quentes e alegres como nunca.
Meu peito ardia de uma brancura linda
E gritei, dos meus pulmões cheios, a rima mais redonda
A lira mais bela escrita. A lira do amor.
E cantei pra lua, cantei pras estrelas
Cantei pra donzela tão linda quanto uma sereia.
Toda alegria colorida que sentia correr
E cantei na madrugada inteira, na noite das ilusões
Cantei nos teatros. Cantei nos porões.
Cantei para os desiludidos dos corações.
Minhas lágrimas desciam dos meus olhos
Brilhantes e atordoados
E cantei em plena manhã de sol
Cante no acordar dos passáros e dos guardas
Despertei cantando a mais bela das belas.
Ela, assustada com meu amor contagiante, só pode me beijar
Nossas bocas unidas pelo sentimento e ela fez me acompanhar
Além do ceu. Além do mar. Além do ar.
E juntos andamos e amamos nossa paixão
Corremos o mundo no nosso coração
E espalhamos pelos sonhos do sono
A lira do nosso amor platônico.
janeiro 26, 2005
E tudo foi transformando o sentimento puro...
As dádivas dos deuses sempre foram dadas por arcanjos de três assas que tinham a aúrea mais branca e pura. Os sonhos sempre foram feitos pelos corações pulsantes de alegria negra da falta. Quando não se tem mais sentimentos puros buscamos as soluções mais impuras para nos transformar completamente em inocentes. E os dias foram feitos para acabarmos dormindo e acordando sem esperanças de melhoras, pois sempre dormimos tristes quando sonhamos. E se fossemos parar para pensar nos diversos sentidos, direções e cores que o mundo nos proporciona viríamos que quanto mais alegre, mais estamos tristes. Quanto mais acompanhados ficamos mais sozinhos e quanto mais amor em nosso peito, mais lágrimas da falta sentimos em nosso coração aberto. Talvez a música me faça enxergar todas as notas que nunca havia visto escondida naquela árvore em minha frente que é a minha maior conselheira... E as cores que sempre quis sentir em meu coração não passe de poemas desenhados por insensíveis que não possuem sentidos ou razões de existência. E aí sim viria que minha vida é uma eterna aquarela infinita desconhecida.
As dádivas dos deuses sempre foram dadas por arcanjos de três assas que tinham a aúrea mais branca e pura. Os sonhos sempre foram feitos pelos corações pulsantes de alegria negra da falta. Quando não se tem mais sentimentos puros buscamos as soluções mais impuras para nos transformar completamente em inocentes. E os dias foram feitos para acabarmos dormindo e acordando sem esperanças de melhoras, pois sempre dormimos tristes quando sonhamos. E se fossemos parar para pensar nos diversos sentidos, direções e cores que o mundo nos proporciona viríamos que quanto mais alegre, mais estamos tristes. Quanto mais acompanhados ficamos mais sozinhos e quanto mais amor em nosso peito, mais lágrimas da falta sentimos em nosso coração aberto. Talvez a música me faça enxergar todas as notas que nunca havia visto escondida naquela árvore em minha frente que é a minha maior conselheira... E as cores que sempre quis sentir em meu coração não passe de poemas desenhados por insensíveis que não possuem sentidos ou razões de existência. E aí sim viria que minha vida é uma eterna aquarela infinita desconhecida.
janeiro 21, 2005
E sonhei como chorei em dias de luas...
E qual seria o sentido do concreto pensando em abstrato?
E qual seria o sentido do abstrato pensando em concreto?
Qual é a razão do amar alguém que não se deve amar?
E a razão que se deve amar alguém que não sabe amar?
E, somando a vida, sinto o gosto do sono, da tristeza, do choro e, novamente, não sei se deveria amar em concreto ou abstrar o amor.
E qual seria o sentido do concreto pensando em abstrato?
E qual seria o sentido do abstrato pensando em concreto?
Qual é a razão do amar alguém que não se deve amar?
E a razão que se deve amar alguém que não sabe amar?
E, somando a vida, sinto o gosto do sono, da tristeza, do choro e, novamente, não sei se deveria amar em concreto ou abstrar o amor.
janeiro 17, 2005
Simples como o infinito preto e branco do sexo...
E a lágrima caiu ascedente ao sol de chuva no verão escaldante. Nomes se juntaram com números e dançaram feito blocos no jogo de agenda. A parte brilhante foi ofuscada por uma máxima de uma abelha depositando seu mel em alguma colméia da vida privada. Simples tão somente o entregador que tropeçou em seu contra-pé e abraçou a volta ao mundo com difusão. Experiência esperta foi a do jogador que correu para assistir seu lance preferido em algum bar de um subúrbio entorpecendo-se ao gosto acre do desconhecido. Falaram que já não mais sabiam se a resposta faz sentido ou não. Suspenso em seu espaço feito de cores irmãs preso pela memória de um outro beijo esquecido em uma mente triste sonolenta. E o céu cinza arruma as coisas para se ir embora para nunca mais retornar e promete voltar. Recibo do sacado é o coração pulsando em um movimento frenético e desconhecido ao cheiro exalante de um sentimento difuso, surreal e abstrato chamado amor. E tudo foi o resultado de um sentimento único de amizade, saudades, amor e, principalmente, alucinações...
Melancholy Sickness
E a lágrima caiu ascedente ao sol de chuva no verão escaldante. Nomes se juntaram com números e dançaram feito blocos no jogo de agenda. A parte brilhante foi ofuscada por uma máxima de uma abelha depositando seu mel em alguma colméia da vida privada. Simples tão somente o entregador que tropeçou em seu contra-pé e abraçou a volta ao mundo com difusão. Experiência esperta foi a do jogador que correu para assistir seu lance preferido em algum bar de um subúrbio entorpecendo-se ao gosto acre do desconhecido. Falaram que já não mais sabiam se a resposta faz sentido ou não. Suspenso em seu espaço feito de cores irmãs preso pela memória de um outro beijo esquecido em uma mente triste sonolenta. E o céu cinza arruma as coisas para se ir embora para nunca mais retornar e promete voltar. Recibo do sacado é o coração pulsando em um movimento frenético e desconhecido ao cheiro exalante de um sentimento difuso, surreal e abstrato chamado amor. E tudo foi o resultado de um sentimento único de amizade, saudades, amor e, principalmente, alucinações...
Melancholy Sickness
janeiro 13, 2005
Abri a janela e o coração. O sol inundou o quarto, o coração inundou minha alma.
Te esqueço como a laranja foge do caos da colheita. Te esqueço como o sonho acordado atrasado. Te esqueço como a música que termina sem um refrão. Te esqueço como sempre fiz em meus pensamentos. Te quero como o beija-flor busca o néctar das flores. Te quero como o prisioneiro sonha com a liberdade. Te quero como o poeta quer a inspiração. E nesse devaneio de incertezas, de comparações, de sonhos e de fantasias eu esqueço de querer... E começo a querer esquecer tudo.
Te esqueço como a laranja foge do caos da colheita. Te esqueço como o sonho acordado atrasado. Te esqueço como a música que termina sem um refrão. Te esqueço como sempre fiz em meus pensamentos. Te quero como o beija-flor busca o néctar das flores. Te quero como o prisioneiro sonha com a liberdade. Te quero como o poeta quer a inspiração. E nesse devaneio de incertezas, de comparações, de sonhos e de fantasias eu esqueço de querer... E começo a querer esquecer tudo.
janeiro 02, 2005
Continuo olhando para a janela chorona...
Vejo, com olhos de criança, o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante. Vejo pássaros cantando a triste melodia da liberdade. Vejo o vento balançando as folhas que dançam ao seu modo a rua vazia. As nuvens formam personagens surreais e montam um livro animado que muda a cada passagem. E com tudo eu senti falta do amor apaixonado. Senti falta de um carinho, senti falta de um abraço, senti falta dos passeios bobos que não levam a lugar algum. Senti falta de tudo que eu nunca experimentei e nem sei o gosto. Senti sua falta. Onde tudo é seu... E escrever o que eu sinto agora é completamente abstrato porque sinto muito, não de arrependimento mas sim de intensidade. Com essa paisagem musical na cabeça penso e sinto logo existo em um fim certeiro.
Vejo, com olhos de criança, o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante. Vejo pássaros cantando a triste melodia da liberdade. Vejo o vento balançando as folhas que dançam ao seu modo a rua vazia. As nuvens formam personagens surreais e montam um livro animado que muda a cada passagem. E com tudo eu senti falta do amor apaixonado. Senti falta de um carinho, senti falta de um abraço, senti falta dos passeios bobos que não levam a lugar algum. Senti falta de tudo que eu nunca experimentei e nem sei o gosto. Senti sua falta. Onde tudo é seu... E escrever o que eu sinto agora é completamente abstrato porque sinto muito, não de arrependimento mas sim de intensidade. Com essa paisagem musical na cabeça penso e sinto logo existo em um fim certeiro.
dezembro 26, 2004
E a nostalgia veio-me beijar a face pálida...
Com amor senti em minhas veias fluírem lembranças. Com saudades vi meus olhos lagrimejarem com cenas antigas. Com felicidade construí, novamente, em minha mente um filme antigo. Com triste vi queria fantasia e nada daquilo foi aproveitado realmente. O frio sela o ambiente estranho e tudo fica confuso com o ar polar. As ruas que já fizeram sonhar tinham o mesmo ar sombrio e convidativo de antes, porém apresentavam um gosto diferente. Mudanças... Era isso que me estava faltando e era por isso que a angústia crescia dentro de mim. Lembrei de músicas, lembrei de beijos, lembrei de olhares, lembrei de vozes, lembrei do platonismo e das noites que cantei de peito aberto um amor novo que enchia meu coração de vida. Com receito vi tudo desmoronar pelo ar gélido em meio a lágrimas e gritos ocultos de desespero. Com dores em minha alma cantei para algum amor antigo, mas nada voltaria ao mesmo. A solidão era mais fria do que a noite e mais fina que a chuva, mas mesmo assim nada mudaria minha sentença. Com amor vi meus amores indo como vento, que passam e beijam o rosto com saudações e adeus, sumindo no infinito e deixam na sorte da morte do próprio coração.
Melancholy Sickness
Com amor senti em minhas veias fluírem lembranças. Com saudades vi meus olhos lagrimejarem com cenas antigas. Com felicidade construí, novamente, em minha mente um filme antigo. Com triste vi queria fantasia e nada daquilo foi aproveitado realmente. O frio sela o ambiente estranho e tudo fica confuso com o ar polar. As ruas que já fizeram sonhar tinham o mesmo ar sombrio e convidativo de antes, porém apresentavam um gosto diferente. Mudanças... Era isso que me estava faltando e era por isso que a angústia crescia dentro de mim. Lembrei de músicas, lembrei de beijos, lembrei de olhares, lembrei de vozes, lembrei do platonismo e das noites que cantei de peito aberto um amor novo que enchia meu coração de vida. Com receito vi tudo desmoronar pelo ar gélido em meio a lágrimas e gritos ocultos de desespero. Com dores em minha alma cantei para algum amor antigo, mas nada voltaria ao mesmo. A solidão era mais fria do que a noite e mais fina que a chuva, mas mesmo assim nada mudaria minha sentença. Com amor vi meus amores indo como vento, que passam e beijam o rosto com saudações e adeus, sumindo no infinito e deixam na sorte da morte do próprio coração.
Melancholy Sickness
dezembro 20, 2004
E seu cabelo nunca ficaria do mesmo jeito...
É como um verso popular que não tem fim. É algo que fica na mente sem pensar em sentidos e direções. Uma substância que ganha vida com o ar e toma seu espaço sem permissão. Toda matéria orgânica revestida com o poder transcedental do universo. E quantos dias no ano acordamos com a esperança da mudança e o que recebemos são derrotas escuras e úmidas? Você nunca está tão triste, com olhar de fotografias amareladas de tempo, se você não se sentir como uma peça fundamental do tabuleiro infinito. E eu amo ver você sorrindo... Eu amo sonhar com sua felicidade esbravejante e amo ainda mais a solidão...
É como um verso popular que não tem fim. É algo que fica na mente sem pensar em sentidos e direções. Uma substância que ganha vida com o ar e toma seu espaço sem permissão. Toda matéria orgânica revestida com o poder transcedental do universo. E quantos dias no ano acordamos com a esperança da mudança e o que recebemos são derrotas escuras e úmidas? Você nunca está tão triste, com olhar de fotografias amareladas de tempo, se você não se sentir como uma peça fundamental do tabuleiro infinito. E eu amo ver você sorrindo... Eu amo sonhar com sua felicidade esbravejante e amo ainda mais a solidão...
dezembro 17, 2004
E a contagem no rascunho era maestrina...
E o menino contava seus dias ensolarados e quentes. Alegres e claros. Dificíes e estressantes. O menino contava seus dias chuvosos e tristes. Medonhos e escuros. Esperançosos e energéticos. O menino passeava nos dias contados como viramos a folha de um livro de suspense. Sem saber onde irá encontrar as pistas, respostas, crimes e assassinos. O menino deixava o vento guiar seus passos durante a subida e descida da vida como fazemos nas nossas caminhadas infinitas que nunca sabemos onde, muito menos quando, vamos ganhar. O menino amava a vida inteira como amamos a pessoa que nos completa e que nos faz rir pelo simples fato de existir. E o menino com tudo mais puro, belo, correto e concreto bebia a mesma água da menina ao seu lado com olhar triste e pesado, olhar de incertezas e dúvidas, olhar vazio e escuro. E os dois sorriram pelas curvas da vida. Ela triste e ele contente. Ele incompleto e ela completando a folga. Ela e ele, ele e ela... Tomando um mesmo copo de suco no calor de verão tropical.
E o menino contava seus dias ensolarados e quentes. Alegres e claros. Dificíes e estressantes. O menino contava seus dias chuvosos e tristes. Medonhos e escuros. Esperançosos e energéticos. O menino passeava nos dias contados como viramos a folha de um livro de suspense. Sem saber onde irá encontrar as pistas, respostas, crimes e assassinos. O menino deixava o vento guiar seus passos durante a subida e descida da vida como fazemos nas nossas caminhadas infinitas que nunca sabemos onde, muito menos quando, vamos ganhar. O menino amava a vida inteira como amamos a pessoa que nos completa e que nos faz rir pelo simples fato de existir. E o menino com tudo mais puro, belo, correto e concreto bebia a mesma água da menina ao seu lado com olhar triste e pesado, olhar de incertezas e dúvidas, olhar vazio e escuro. E os dois sorriram pelas curvas da vida. Ela triste e ele contente. Ele incompleto e ela completando a folga. Ela e ele, ele e ela... Tomando um mesmo copo de suco no calor de verão tropical.
dezembro 15, 2004
E as coisas fluem como a rima interna...
E a curiosidade matou o rato que procurava auxílio, procurava asilo, procurava exílio. As tardes desciam quentes e ensolaradas, desciam flevorosas e asfaltas, desciam glamurosas e afloradas. Tudo que se queria era um pouco de atenção, pouco de emoção, queria um pouco de visão. O medo constrangia os passos dado no silêncio do quarto, no silêncio da sala, no silêncio do choro. E as surpresas da vida iam aparecendo como as estrelas, apareciam como o infinito, apareciam abstratas. E não sei realmente se devia ter falado, ter sentido, ter sonhado, ter visto. Queria simplesmente algo mais do que simples gestos de preocupação.
E a curiosidade matou o rato que procurava auxílio, procurava asilo, procurava exílio. As tardes desciam quentes e ensolaradas, desciam flevorosas e asfaltas, desciam glamurosas e afloradas. Tudo que se queria era um pouco de atenção, pouco de emoção, queria um pouco de visão. O medo constrangia os passos dado no silêncio do quarto, no silêncio da sala, no silêncio do choro. E as surpresas da vida iam aparecendo como as estrelas, apareciam como o infinito, apareciam abstratas. E não sei realmente se devia ter falado, ter sentido, ter sonhado, ter visto. Queria simplesmente algo mais do que simples gestos de preocupação.
dezembro 01, 2004
E desacreditando no final das contas...
Agora eu não sei que caminho percorrer... Não sei que voz devo ouvir e muito menos com que ouvido... Meus olhos buscam algo para se admirar, mas tem medo de cada figura que me aparece familiar... Tudo é difuso como a névoa branca do jardim de manhã, com frio e serena aos ombros resfriados... Todo o nicho ecológicamente organizado se põe em prontidão para a batalha de idéias jorradas no papel branco e o atrito do seu lápis... Sonificando o infinito do vácuo escuro cheio de cores do universo. Somos partículas, somos reféns, somos estranhos em um ninho que nada se desdém. Os caminhos são cruzantes e mostram as opções. Só que simplesmente caminhamos desconhecidos sob nossas frustrações. E agora tudo é tão tarde e longe que nem sei se devo ouvir a voz da liberdade. Que canta e chora dentro de mim. A felicidade e a tristeza são iguais... Como aquela joaninha que me trouxe a sorte e depois me picou para a morte da abelha solitária no jardim. E assim, naquele simples dia sortido, todos me perguntaram... Como é que foi que eu me enganei?
Agora eu não sei que caminho percorrer... Não sei que voz devo ouvir e muito menos com que ouvido... Meus olhos buscam algo para se admirar, mas tem medo de cada figura que me aparece familiar... Tudo é difuso como a névoa branca do jardim de manhã, com frio e serena aos ombros resfriados... Todo o nicho ecológicamente organizado se põe em prontidão para a batalha de idéias jorradas no papel branco e o atrito do seu lápis... Sonificando o infinito do vácuo escuro cheio de cores do universo. Somos partículas, somos reféns, somos estranhos em um ninho que nada se desdém. Os caminhos são cruzantes e mostram as opções. Só que simplesmente caminhamos desconhecidos sob nossas frustrações. E agora tudo é tão tarde e longe que nem sei se devo ouvir a voz da liberdade. Que canta e chora dentro de mim. A felicidade e a tristeza são iguais... Como aquela joaninha que me trouxe a sorte e depois me picou para a morte da abelha solitária no jardim. E assim, naquele simples dia sortido, todos me perguntaram... Como é que foi que eu me enganei?