E cantei em peito aberto a lira do amor...
E era madrugada limpa e meriva
O vinho, o conhaque... O alcool corriam em minhas veias
Rápidos, quentes e alegres como nunca.
Meu peito ardia de uma brancura linda
E gritei, dos meus pulmões cheios, a rima mais redonda
A lira mais bela escrita. A lira do amor.
E cantei pra lua, cantei pras estrelas
Cantei pra donzela tão linda quanto uma sereia.
Toda alegria colorida que sentia correr
E cantei na madrugada inteira, na noite das ilusões
Cantei nos teatros. Cantei nos porões.
Cantei para os desiludidos dos corações.
Minhas lágrimas desciam dos meus olhos
Brilhantes e atordoados
E cantei em plena manhã de sol
Cante no acordar dos passáros e dos guardas
Despertei cantando a mais bela das belas.
Ela, assustada com meu amor contagiante, só pode me beijar
Nossas bocas unidas pelo sentimento e ela fez me acompanhar
Além do ceu. Além do mar. Além do ar.
E juntos andamos e amamos nossa paixão
Corremos o mundo no nosso coração
E espalhamos pelos sonhos do sono
A lira do nosso amor platônico.
janeiro 28, 2005
janeiro 26, 2005
E tudo foi transformando o sentimento puro...
As dádivas dos deuses sempre foram dadas por arcanjos de três assas que tinham a aúrea mais branca e pura. Os sonhos sempre foram feitos pelos corações pulsantes de alegria negra da falta. Quando não se tem mais sentimentos puros buscamos as soluções mais impuras para nos transformar completamente em inocentes. E os dias foram feitos para acabarmos dormindo e acordando sem esperanças de melhoras, pois sempre dormimos tristes quando sonhamos. E se fossemos parar para pensar nos diversos sentidos, direções e cores que o mundo nos proporciona viríamos que quanto mais alegre, mais estamos tristes. Quanto mais acompanhados ficamos mais sozinhos e quanto mais amor em nosso peito, mais lágrimas da falta sentimos em nosso coração aberto. Talvez a música me faça enxergar todas as notas que nunca havia visto escondida naquela árvore em minha frente que é a minha maior conselheira... E as cores que sempre quis sentir em meu coração não passe de poemas desenhados por insensíveis que não possuem sentidos ou razões de existência. E aí sim viria que minha vida é uma eterna aquarela infinita desconhecida.
As dádivas dos deuses sempre foram dadas por arcanjos de três assas que tinham a aúrea mais branca e pura. Os sonhos sempre foram feitos pelos corações pulsantes de alegria negra da falta. Quando não se tem mais sentimentos puros buscamos as soluções mais impuras para nos transformar completamente em inocentes. E os dias foram feitos para acabarmos dormindo e acordando sem esperanças de melhoras, pois sempre dormimos tristes quando sonhamos. E se fossemos parar para pensar nos diversos sentidos, direções e cores que o mundo nos proporciona viríamos que quanto mais alegre, mais estamos tristes. Quanto mais acompanhados ficamos mais sozinhos e quanto mais amor em nosso peito, mais lágrimas da falta sentimos em nosso coração aberto. Talvez a música me faça enxergar todas as notas que nunca havia visto escondida naquela árvore em minha frente que é a minha maior conselheira... E as cores que sempre quis sentir em meu coração não passe de poemas desenhados por insensíveis que não possuem sentidos ou razões de existência. E aí sim viria que minha vida é uma eterna aquarela infinita desconhecida.
janeiro 21, 2005
E sonhei como chorei em dias de luas...
E qual seria o sentido do concreto pensando em abstrato?
E qual seria o sentido do abstrato pensando em concreto?
Qual é a razão do amar alguém que não se deve amar?
E a razão que se deve amar alguém que não sabe amar?
E, somando a vida, sinto o gosto do sono, da tristeza, do choro e, novamente, não sei se deveria amar em concreto ou abstrar o amor.
E qual seria o sentido do concreto pensando em abstrato?
E qual seria o sentido do abstrato pensando em concreto?
Qual é a razão do amar alguém que não se deve amar?
E a razão que se deve amar alguém que não sabe amar?
E, somando a vida, sinto o gosto do sono, da tristeza, do choro e, novamente, não sei se deveria amar em concreto ou abstrar o amor.
janeiro 17, 2005
Simples como o infinito preto e branco do sexo...
E a lágrima caiu ascedente ao sol de chuva no verão escaldante. Nomes se juntaram com números e dançaram feito blocos no jogo de agenda. A parte brilhante foi ofuscada por uma máxima de uma abelha depositando seu mel em alguma colméia da vida privada. Simples tão somente o entregador que tropeçou em seu contra-pé e abraçou a volta ao mundo com difusão. Experiência esperta foi a do jogador que correu para assistir seu lance preferido em algum bar de um subúrbio entorpecendo-se ao gosto acre do desconhecido. Falaram que já não mais sabiam se a resposta faz sentido ou não. Suspenso em seu espaço feito de cores irmãs preso pela memória de um outro beijo esquecido em uma mente triste sonolenta. E o céu cinza arruma as coisas para se ir embora para nunca mais retornar e promete voltar. Recibo do sacado é o coração pulsando em um movimento frenético e desconhecido ao cheiro exalante de um sentimento difuso, surreal e abstrato chamado amor. E tudo foi o resultado de um sentimento único de amizade, saudades, amor e, principalmente, alucinações...
Melancholy Sickness
E a lágrima caiu ascedente ao sol de chuva no verão escaldante. Nomes se juntaram com números e dançaram feito blocos no jogo de agenda. A parte brilhante foi ofuscada por uma máxima de uma abelha depositando seu mel em alguma colméia da vida privada. Simples tão somente o entregador que tropeçou em seu contra-pé e abraçou a volta ao mundo com difusão. Experiência esperta foi a do jogador que correu para assistir seu lance preferido em algum bar de um subúrbio entorpecendo-se ao gosto acre do desconhecido. Falaram que já não mais sabiam se a resposta faz sentido ou não. Suspenso em seu espaço feito de cores irmãs preso pela memória de um outro beijo esquecido em uma mente triste sonolenta. E o céu cinza arruma as coisas para se ir embora para nunca mais retornar e promete voltar. Recibo do sacado é o coração pulsando em um movimento frenético e desconhecido ao cheiro exalante de um sentimento difuso, surreal e abstrato chamado amor. E tudo foi o resultado de um sentimento único de amizade, saudades, amor e, principalmente, alucinações...
Melancholy Sickness
janeiro 13, 2005
Abri a janela e o coração. O sol inundou o quarto, o coração inundou minha alma.
Te esqueço como a laranja foge do caos da colheita. Te esqueço como o sonho acordado atrasado. Te esqueço como a música que termina sem um refrão. Te esqueço como sempre fiz em meus pensamentos. Te quero como o beija-flor busca o néctar das flores. Te quero como o prisioneiro sonha com a liberdade. Te quero como o poeta quer a inspiração. E nesse devaneio de incertezas, de comparações, de sonhos e de fantasias eu esqueço de querer... E começo a querer esquecer tudo.
Te esqueço como a laranja foge do caos da colheita. Te esqueço como o sonho acordado atrasado. Te esqueço como a música que termina sem um refrão. Te esqueço como sempre fiz em meus pensamentos. Te quero como o beija-flor busca o néctar das flores. Te quero como o prisioneiro sonha com a liberdade. Te quero como o poeta quer a inspiração. E nesse devaneio de incertezas, de comparações, de sonhos e de fantasias eu esqueço de querer... E começo a querer esquecer tudo.
janeiro 02, 2005
Continuo olhando para a janela chorona...
Vejo, com olhos de criança, o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante. Vejo pássaros cantando a triste melodia da liberdade. Vejo o vento balançando as folhas que dançam ao seu modo a rua vazia. As nuvens formam personagens surreais e montam um livro animado que muda a cada passagem. E com tudo eu senti falta do amor apaixonado. Senti falta de um carinho, senti falta de um abraço, senti falta dos passeios bobos que não levam a lugar algum. Senti falta de tudo que eu nunca experimentei e nem sei o gosto. Senti sua falta. Onde tudo é seu... E escrever o que eu sinto agora é completamente abstrato porque sinto muito, não de arrependimento mas sim de intensidade. Com essa paisagem musical na cabeça penso e sinto logo existo em um fim certeiro.
Vejo, com olhos de criança, o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante. Vejo pássaros cantando a triste melodia da liberdade. Vejo o vento balançando as folhas que dançam ao seu modo a rua vazia. As nuvens formam personagens surreais e montam um livro animado que muda a cada passagem. E com tudo eu senti falta do amor apaixonado. Senti falta de um carinho, senti falta de um abraço, senti falta dos passeios bobos que não levam a lugar algum. Senti falta de tudo que eu nunca experimentei e nem sei o gosto. Senti sua falta. Onde tudo é seu... E escrever o que eu sinto agora é completamente abstrato porque sinto muito, não de arrependimento mas sim de intensidade. Com essa paisagem musical na cabeça penso e sinto logo existo em um fim certeiro.
dezembro 26, 2004
E a nostalgia veio-me beijar a face pálida...
Com amor senti em minhas veias fluírem lembranças. Com saudades vi meus olhos lagrimejarem com cenas antigas. Com felicidade construí, novamente, em minha mente um filme antigo. Com triste vi queria fantasia e nada daquilo foi aproveitado realmente. O frio sela o ambiente estranho e tudo fica confuso com o ar polar. As ruas que já fizeram sonhar tinham o mesmo ar sombrio e convidativo de antes, porém apresentavam um gosto diferente. Mudanças... Era isso que me estava faltando e era por isso que a angústia crescia dentro de mim. Lembrei de músicas, lembrei de beijos, lembrei de olhares, lembrei de vozes, lembrei do platonismo e das noites que cantei de peito aberto um amor novo que enchia meu coração de vida. Com receito vi tudo desmoronar pelo ar gélido em meio a lágrimas e gritos ocultos de desespero. Com dores em minha alma cantei para algum amor antigo, mas nada voltaria ao mesmo. A solidão era mais fria do que a noite e mais fina que a chuva, mas mesmo assim nada mudaria minha sentença. Com amor vi meus amores indo como vento, que passam e beijam o rosto com saudações e adeus, sumindo no infinito e deixam na sorte da morte do próprio coração.
Melancholy Sickness
Com amor senti em minhas veias fluírem lembranças. Com saudades vi meus olhos lagrimejarem com cenas antigas. Com felicidade construí, novamente, em minha mente um filme antigo. Com triste vi queria fantasia e nada daquilo foi aproveitado realmente. O frio sela o ambiente estranho e tudo fica confuso com o ar polar. As ruas que já fizeram sonhar tinham o mesmo ar sombrio e convidativo de antes, porém apresentavam um gosto diferente. Mudanças... Era isso que me estava faltando e era por isso que a angústia crescia dentro de mim. Lembrei de músicas, lembrei de beijos, lembrei de olhares, lembrei de vozes, lembrei do platonismo e das noites que cantei de peito aberto um amor novo que enchia meu coração de vida. Com receito vi tudo desmoronar pelo ar gélido em meio a lágrimas e gritos ocultos de desespero. Com dores em minha alma cantei para algum amor antigo, mas nada voltaria ao mesmo. A solidão era mais fria do que a noite e mais fina que a chuva, mas mesmo assim nada mudaria minha sentença. Com amor vi meus amores indo como vento, que passam e beijam o rosto com saudações e adeus, sumindo no infinito e deixam na sorte da morte do próprio coração.
Melancholy Sickness
dezembro 20, 2004
E seu cabelo nunca ficaria do mesmo jeito...
É como um verso popular que não tem fim. É algo que fica na mente sem pensar em sentidos e direções. Uma substância que ganha vida com o ar e toma seu espaço sem permissão. Toda matéria orgânica revestida com o poder transcedental do universo. E quantos dias no ano acordamos com a esperança da mudança e o que recebemos são derrotas escuras e úmidas? Você nunca está tão triste, com olhar de fotografias amareladas de tempo, se você não se sentir como uma peça fundamental do tabuleiro infinito. E eu amo ver você sorrindo... Eu amo sonhar com sua felicidade esbravejante e amo ainda mais a solidão...
É como um verso popular que não tem fim. É algo que fica na mente sem pensar em sentidos e direções. Uma substância que ganha vida com o ar e toma seu espaço sem permissão. Toda matéria orgânica revestida com o poder transcedental do universo. E quantos dias no ano acordamos com a esperança da mudança e o que recebemos são derrotas escuras e úmidas? Você nunca está tão triste, com olhar de fotografias amareladas de tempo, se você não se sentir como uma peça fundamental do tabuleiro infinito. E eu amo ver você sorrindo... Eu amo sonhar com sua felicidade esbravejante e amo ainda mais a solidão...
dezembro 17, 2004
E a contagem no rascunho era maestrina...
E o menino contava seus dias ensolarados e quentes. Alegres e claros. Dificíes e estressantes. O menino contava seus dias chuvosos e tristes. Medonhos e escuros. Esperançosos e energéticos. O menino passeava nos dias contados como viramos a folha de um livro de suspense. Sem saber onde irá encontrar as pistas, respostas, crimes e assassinos. O menino deixava o vento guiar seus passos durante a subida e descida da vida como fazemos nas nossas caminhadas infinitas que nunca sabemos onde, muito menos quando, vamos ganhar. O menino amava a vida inteira como amamos a pessoa que nos completa e que nos faz rir pelo simples fato de existir. E o menino com tudo mais puro, belo, correto e concreto bebia a mesma água da menina ao seu lado com olhar triste e pesado, olhar de incertezas e dúvidas, olhar vazio e escuro. E os dois sorriram pelas curvas da vida. Ela triste e ele contente. Ele incompleto e ela completando a folga. Ela e ele, ele e ela... Tomando um mesmo copo de suco no calor de verão tropical.
E o menino contava seus dias ensolarados e quentes. Alegres e claros. Dificíes e estressantes. O menino contava seus dias chuvosos e tristes. Medonhos e escuros. Esperançosos e energéticos. O menino passeava nos dias contados como viramos a folha de um livro de suspense. Sem saber onde irá encontrar as pistas, respostas, crimes e assassinos. O menino deixava o vento guiar seus passos durante a subida e descida da vida como fazemos nas nossas caminhadas infinitas que nunca sabemos onde, muito menos quando, vamos ganhar. O menino amava a vida inteira como amamos a pessoa que nos completa e que nos faz rir pelo simples fato de existir. E o menino com tudo mais puro, belo, correto e concreto bebia a mesma água da menina ao seu lado com olhar triste e pesado, olhar de incertezas e dúvidas, olhar vazio e escuro. E os dois sorriram pelas curvas da vida. Ela triste e ele contente. Ele incompleto e ela completando a folga. Ela e ele, ele e ela... Tomando um mesmo copo de suco no calor de verão tropical.
dezembro 15, 2004
E as coisas fluem como a rima interna...
E a curiosidade matou o rato que procurava auxílio, procurava asilo, procurava exílio. As tardes desciam quentes e ensolaradas, desciam flevorosas e asfaltas, desciam glamurosas e afloradas. Tudo que se queria era um pouco de atenção, pouco de emoção, queria um pouco de visão. O medo constrangia os passos dado no silêncio do quarto, no silêncio da sala, no silêncio do choro. E as surpresas da vida iam aparecendo como as estrelas, apareciam como o infinito, apareciam abstratas. E não sei realmente se devia ter falado, ter sentido, ter sonhado, ter visto. Queria simplesmente algo mais do que simples gestos de preocupação.
E a curiosidade matou o rato que procurava auxílio, procurava asilo, procurava exílio. As tardes desciam quentes e ensolaradas, desciam flevorosas e asfaltas, desciam glamurosas e afloradas. Tudo que se queria era um pouco de atenção, pouco de emoção, queria um pouco de visão. O medo constrangia os passos dado no silêncio do quarto, no silêncio da sala, no silêncio do choro. E as surpresas da vida iam aparecendo como as estrelas, apareciam como o infinito, apareciam abstratas. E não sei realmente se devia ter falado, ter sentido, ter sonhado, ter visto. Queria simplesmente algo mais do que simples gestos de preocupação.
dezembro 01, 2004
E desacreditando no final das contas...
Agora eu não sei que caminho percorrer... Não sei que voz devo ouvir e muito menos com que ouvido... Meus olhos buscam algo para se admirar, mas tem medo de cada figura que me aparece familiar... Tudo é difuso como a névoa branca do jardim de manhã, com frio e serena aos ombros resfriados... Todo o nicho ecológicamente organizado se põe em prontidão para a batalha de idéias jorradas no papel branco e o atrito do seu lápis... Sonificando o infinito do vácuo escuro cheio de cores do universo. Somos partículas, somos reféns, somos estranhos em um ninho que nada se desdém. Os caminhos são cruzantes e mostram as opções. Só que simplesmente caminhamos desconhecidos sob nossas frustrações. E agora tudo é tão tarde e longe que nem sei se devo ouvir a voz da liberdade. Que canta e chora dentro de mim. A felicidade e a tristeza são iguais... Como aquela joaninha que me trouxe a sorte e depois me picou para a morte da abelha solitária no jardim. E assim, naquele simples dia sortido, todos me perguntaram... Como é que foi que eu me enganei?
Agora eu não sei que caminho percorrer... Não sei que voz devo ouvir e muito menos com que ouvido... Meus olhos buscam algo para se admirar, mas tem medo de cada figura que me aparece familiar... Tudo é difuso como a névoa branca do jardim de manhã, com frio e serena aos ombros resfriados... Todo o nicho ecológicamente organizado se põe em prontidão para a batalha de idéias jorradas no papel branco e o atrito do seu lápis... Sonificando o infinito do vácuo escuro cheio de cores do universo. Somos partículas, somos reféns, somos estranhos em um ninho que nada se desdém. Os caminhos são cruzantes e mostram as opções. Só que simplesmente caminhamos desconhecidos sob nossas frustrações. E agora tudo é tão tarde e longe que nem sei se devo ouvir a voz da liberdade. Que canta e chora dentro de mim. A felicidade e a tristeza são iguais... Como aquela joaninha que me trouxe a sorte e depois me picou para a morte da abelha solitária no jardim. E assim, naquele simples dia sortido, todos me perguntaram... Como é que foi que eu me enganei?
novembro 26, 2004
Me sinto como a noite consumida no desejo matricial...
Passos dados caóticamente calculados e armazenados. O vento é a resposta inconsciente da mente em busca do alimento, o seu devaneio maior. Os olhos escurecem por medo, medo das mentiras que colam no corpo e se fazem de uniforme rústico. A guerra é travada! Real e tenebrosa, fria e incontrolável, razão e fome... Tudo mescladamente correto e posto para brincar em um mesmo tabuleiro redondo. O mesmo vento que derruba, refresca a fria brisa final. Dias contados e dias morridos. Dias sonhados e dias vividos. Tudo é a mesma coisa homogênea e derivada, tudo é difuso e indiscreto. Tudo tem início e final. Passos estudados, calejados e gesticulogenas apresentações. Para variar tudo é estritamente profissional no porque da inocência e criação. Tudo que faz sofrer no ínicio tem seu gosto aumentado, em ínumeras vezes, depois da curva final e antes da reta oposta dos nossos sentidos. Tudo que sempre desejamos se transforma em realidade na pureza dos nossos sonhos de meio-dia. E ilusão é não enxergar toda a maravilha das palavras obscuras no copo do doce líquido alcoólico amarelo, acompanhante das noites bohemias regadas do amor interminável.
Passos dados caóticamente calculados e armazenados. O vento é a resposta inconsciente da mente em busca do alimento, o seu devaneio maior. Os olhos escurecem por medo, medo das mentiras que colam no corpo e se fazem de uniforme rústico. A guerra é travada! Real e tenebrosa, fria e incontrolável, razão e fome... Tudo mescladamente correto e posto para brincar em um mesmo tabuleiro redondo. O mesmo vento que derruba, refresca a fria brisa final. Dias contados e dias morridos. Dias sonhados e dias vividos. Tudo é a mesma coisa homogênea e derivada, tudo é difuso e indiscreto. Tudo tem início e final. Passos estudados, calejados e gesticulogenas apresentações. Para variar tudo é estritamente profissional no porque da inocência e criação. Tudo que faz sofrer no ínicio tem seu gosto aumentado, em ínumeras vezes, depois da curva final e antes da reta oposta dos nossos sentidos. Tudo que sempre desejamos se transforma em realidade na pureza dos nossos sonhos de meio-dia. E ilusão é não enxergar toda a maravilha das palavras obscuras no copo do doce líquido alcoólico amarelo, acompanhante das noites bohemias regadas do amor interminável.
novembro 24, 2004
Certa vez sonhei durante seis dias seguidos...
Cabelos pretos levemente cacheados, pele branca mas almejava um brilho fosco bonito, olhos azuis mas tão claros que pareciam brancos, seios normais e cintura quase divina. Foi assim que eu sonhei no primeiro dia. Seu nome? Não sei, nunca fiz questão de perguntar mas sabia que tinha um... E também nem precisava de nome. No primeiro dia nos encontramos e conversamos assuntos pessoais de cada um, muito mais de mim. Ela era meu espelho, sabia das minhas dores e das minhas angústias, sabia das minhas escolhas e consequências... Ela sabia da minha vida inteira! No segundo dia foi o beijo, o primeiro... Sentindo o gosto mais mágico do indescritível. Depois fomos virando mais confidentes e amigos do que se possa imaginar... Durante o terceiro e o quarto dia passeávamos pelo mundo inteiro juntos... Apartir do quarto eu vivia meus dias pensando nela. Na escola, nos estudos, em tudo... Eu me intrigava porque ela existia daquela maneira, naquela intensidade... Ficava andando nas ruas a procura de alguém parecido com ela... Fisicamente falando é claro... Meus olhos buscavam o infinito...E nada! No quarto dia lembro que ela me falou que nunca iria encontrar alguém como ela... Pois era perda de tempo. Eu fiquei triste mas como tudo em sonho de amor não é pesadelo eu me esqueci disso... No quinto dia era notória minha tristeza e intriga mas nos sonhos eu me entregava a felicidade... No sexto foi o dia mais intenso, lembro como se fosse hoje. E terminou depois sem um Adeus ou Obrigado. Acordei... Quando íamos fazer uma semana de sonhos ... Ela me abandonou a própria sorte. Me abandonou sem uma explicação... E se foi... Isso aconteceu de uma segunda até um sábado... Na terça-feira, em uma brincadeira telefonica qualquer boba, eu conheci a Natália... Loira, alta, olhos castanhos escuros. E com ela passei algum tempo especial também.
E isso é datado de 2001. Nem sei porque eu lembrei disso agora... Estava revirando lembranças... Revirando meu caderno de textos e achei uma folha com idéias... Na época quis fazer um belo texto e devo ter acabado esquecendo... E ontem lembrei de tudo com uma intensidade maravilhosa... As vezes lembranças são boas... E to sentindo estranho, triste, vazio, longe, pesado e ofuscado por coisas que ainda estão acontecendo... Só preciso conversar... Acho que só...
Cabelos pretos levemente cacheados, pele branca mas almejava um brilho fosco bonito, olhos azuis mas tão claros que pareciam brancos, seios normais e cintura quase divina. Foi assim que eu sonhei no primeiro dia. Seu nome? Não sei, nunca fiz questão de perguntar mas sabia que tinha um... E também nem precisava de nome. No primeiro dia nos encontramos e conversamos assuntos pessoais de cada um, muito mais de mim. Ela era meu espelho, sabia das minhas dores e das minhas angústias, sabia das minhas escolhas e consequências... Ela sabia da minha vida inteira! No segundo dia foi o beijo, o primeiro... Sentindo o gosto mais mágico do indescritível. Depois fomos virando mais confidentes e amigos do que se possa imaginar... Durante o terceiro e o quarto dia passeávamos pelo mundo inteiro juntos... Apartir do quarto eu vivia meus dias pensando nela. Na escola, nos estudos, em tudo... Eu me intrigava porque ela existia daquela maneira, naquela intensidade... Ficava andando nas ruas a procura de alguém parecido com ela... Fisicamente falando é claro... Meus olhos buscavam o infinito...E nada! No quarto dia lembro que ela me falou que nunca iria encontrar alguém como ela... Pois era perda de tempo. Eu fiquei triste mas como tudo em sonho de amor não é pesadelo eu me esqueci disso... No quinto dia era notória minha tristeza e intriga mas nos sonhos eu me entregava a felicidade... No sexto foi o dia mais intenso, lembro como se fosse hoje. E terminou depois sem um Adeus ou Obrigado. Acordei... Quando íamos fazer uma semana de sonhos ... Ela me abandonou a própria sorte. Me abandonou sem uma explicação... E se foi... Isso aconteceu de uma segunda até um sábado... Na terça-feira, em uma brincadeira telefonica qualquer boba, eu conheci a Natália... Loira, alta, olhos castanhos escuros. E com ela passei algum tempo especial também.
E isso é datado de 2001. Nem sei porque eu lembrei disso agora... Estava revirando lembranças... Revirando meu caderno de textos e achei uma folha com idéias... Na época quis fazer um belo texto e devo ter acabado esquecendo... E ontem lembrei de tudo com uma intensidade maravilhosa... As vezes lembranças são boas... E to sentindo estranho, triste, vazio, longe, pesado e ofuscado por coisas que ainda estão acontecendo... Só preciso conversar... Acho que só...
novembro 21, 2004
Quem foi que disse que eu iria superar...
E colorindo a escuridão com traços escuros de tonalidades diferentes eu vou-me indo. Gerundiando a cada novo segundo. O preto no escuro. O branco no claro. O eu em você. Talvez a lua tenha seu brilho realmente refletido em uma frequência única e similar. As lembranças transcritas no papel amassado na calça, o objeto de roubo, elas passeiam como a brisa noturna da maré alta. A arrumação de idéias é tão dolorosa quanto a inocência do choro de medo da criança na fila da vacinação. Talvez minhas idéias estejam realmente espaçadas, mas sempre foram... E caminhando com uma perna manca, um olhar crítico operado e com o coração pulsando uma alegria triste eu vou-me indo... Colorindo traços estranhos, redesenhando minha rota, resonhando todos os meus desejos. Lembrando do gosto acre do choro de despedida e da sua voz ecoando no telefone... E mesmo assim eu não consigo reescrever nossa história. Com toda a intensidade, com todo os sentimentos aflorados. Somos como óleo e vinho e o que faz eu continuar sonhando é a melodia agressiva de um piano, violino e violão dedilhando a pureza do pensamento. E procuro a força para dobrar o destino que eu não consigo me esquecer. As horas batem iguais e de certa forma eu já teria que ter ido.
E colorindo a escuridão com traços escuros de tonalidades diferentes eu vou-me indo. Gerundiando a cada novo segundo. O preto no escuro. O branco no claro. O eu em você. Talvez a lua tenha seu brilho realmente refletido em uma frequência única e similar. As lembranças transcritas no papel amassado na calça, o objeto de roubo, elas passeiam como a brisa noturna da maré alta. A arrumação de idéias é tão dolorosa quanto a inocência do choro de medo da criança na fila da vacinação. Talvez minhas idéias estejam realmente espaçadas, mas sempre foram... E caminhando com uma perna manca, um olhar crítico operado e com o coração pulsando uma alegria triste eu vou-me indo... Colorindo traços estranhos, redesenhando minha rota, resonhando todos os meus desejos. Lembrando do gosto acre do choro de despedida e da sua voz ecoando no telefone... E mesmo assim eu não consigo reescrever nossa história. Com toda a intensidade, com todo os sentimentos aflorados. Somos como óleo e vinho e o que faz eu continuar sonhando é a melodia agressiva de um piano, violino e violão dedilhando a pureza do pensamento. E procuro a força para dobrar o destino que eu não consigo me esquecer. As horas batem iguais e de certa forma eu já teria que ter ido.
novembro 11, 2004
E poeta desvairado queria ser...
E fui, completamente apaixonado pelo amor e pela sua intensidade. Apaixonado pelo perfume do mundo, do platonismo, dos sonhos que fazia. Sonhava todas as horas que meus olhos piscavam e a cada nova imagem o mundo se transformava com seu doce perfume e harmonia. Iludido e sonhador, platônico e chorador, romântico e cantor... Tudo eu quis e tudo eu fui! Anos e anos, de pura lira interna livre. Anos e anos de felicidade brotando de leves odores do meu corpo... Que hipnotizavam minha mente, me guiando por vales perigosos mas alegres! E fui... Com tudo isso... Preferia não ter conhecido, não ter escrito, não ter cantado, não ter sonhado, não ter ouvido, não ter visto, não ter tocado, não ter beijado, não ter abraçado, não ter acariciado, não ter ajudado, não ter tido... Como tive, como ajudei, como acariciei, como abracei, como beijei, como toquei, como vi, como ouvi, como sonhei, como cantei, como escrevi, como conheci... Com tudo isso ganhei de brinde a dor, o rancor, o ódio, a tristeza, a angústia, a culpa, o pesadelo, o sono, a depressão, a ilusão, a traição e o engano da vida... E assim caminhei por entre tudo. Quando só queria escutar doces canções, acabei escutando meu soluços de choro pesado. Quando desejei ter a felicidade, confortei o frio implacável em meus braços sedentos. Quando só queria um único momento, ganhei a solidão dura ao meu lado. Quando eu queria apenas algo para lembrar, ganhei a perda da minha vida, da minha alegria, do meu porque de existência. Quando eu só queria uma única pessoa, ganhei dezenas de textos pesados, tristes, escuros e, realmente, sem um pingo de vida. E é isso que fui... Um pobre poeta, desvairado e iludido... Tudo que eu nunca quis ser.
E fui, completamente apaixonado pelo amor e pela sua intensidade. Apaixonado pelo perfume do mundo, do platonismo, dos sonhos que fazia. Sonhava todas as horas que meus olhos piscavam e a cada nova imagem o mundo se transformava com seu doce perfume e harmonia. Iludido e sonhador, platônico e chorador, romântico e cantor... Tudo eu quis e tudo eu fui! Anos e anos, de pura lira interna livre. Anos e anos de felicidade brotando de leves odores do meu corpo... Que hipnotizavam minha mente, me guiando por vales perigosos mas alegres! E fui... Com tudo isso... Preferia não ter conhecido, não ter escrito, não ter cantado, não ter sonhado, não ter ouvido, não ter visto, não ter tocado, não ter beijado, não ter abraçado, não ter acariciado, não ter ajudado, não ter tido... Como tive, como ajudei, como acariciei, como abracei, como beijei, como toquei, como vi, como ouvi, como sonhei, como cantei, como escrevi, como conheci... Com tudo isso ganhei de brinde a dor, o rancor, o ódio, a tristeza, a angústia, a culpa, o pesadelo, o sono, a depressão, a ilusão, a traição e o engano da vida... E assim caminhei por entre tudo. Quando só queria escutar doces canções, acabei escutando meu soluços de choro pesado. Quando desejei ter a felicidade, confortei o frio implacável em meus braços sedentos. Quando só queria um único momento, ganhei a solidão dura ao meu lado. Quando eu queria apenas algo para lembrar, ganhei a perda da minha vida, da minha alegria, do meu porque de existência. Quando eu só queria uma única pessoa, ganhei dezenas de textos pesados, tristes, escuros e, realmente, sem um pingo de vida. E é isso que fui... Um pobre poeta, desvairado e iludido... Tudo que eu nunca quis ser.
novembro 10, 2004
E caminhava com sono pelas pedras do caminho...
E eu busquei o tema, busquei o sentimento, a vontade. Busquei o amor. Busquei em tudo, e para tudo, escrever o texto mais completo. Completo de idéias. Complexo no entendimento. Cansei do simples e busquei o perdido. Meus olhos viajavam por folhas e a mente correu por todas as lembranças para recordar e reviver algo. Minutos ou horas... Perdeu-se a noção do tempo porque eu corria, eu buscava. Redistingui o certo do errado, incompleto do completo e o preto do branco. Vice-versamente eu recolocava, excluia e pintava pelas bordas. Desenhava caminhos, passeios, casas, pássaros e fotos. Arrumava, ligava, desligava, arrumava objetos... Tudo porque eu buscava. Ouvia, lia, sonhava e tocava, buscando o enredo principal, as personagens, o fecho e o desfecho. O certo e o errado. Jogava, atendia, contava e resolvia. Esperando o estalo da não-razão. O belisco da insanidade. O gosto acre do abstrato. Para contar que buscava e meus olhos lacrimejavam a cada ponto sem nó. A ansiedade tentava se estabelecer mas era algo impossível. E tudo que eu busquei: o enredo, as personagens, o sentimento e o desfecho, nada eu encontrei perdido ou achado no caminho que trilhei.
E eu busquei o tema, busquei o sentimento, a vontade. Busquei o amor. Busquei em tudo, e para tudo, escrever o texto mais completo. Completo de idéias. Complexo no entendimento. Cansei do simples e busquei o perdido. Meus olhos viajavam por folhas e a mente correu por todas as lembranças para recordar e reviver algo. Minutos ou horas... Perdeu-se a noção do tempo porque eu corria, eu buscava. Redistingui o certo do errado, incompleto do completo e o preto do branco. Vice-versamente eu recolocava, excluia e pintava pelas bordas. Desenhava caminhos, passeios, casas, pássaros e fotos. Arrumava, ligava, desligava, arrumava objetos... Tudo porque eu buscava. Ouvia, lia, sonhava e tocava, buscando o enredo principal, as personagens, o fecho e o desfecho. O certo e o errado. Jogava, atendia, contava e resolvia. Esperando o estalo da não-razão. O belisco da insanidade. O gosto acre do abstrato. Para contar que buscava e meus olhos lacrimejavam a cada ponto sem nó. A ansiedade tentava se estabelecer mas era algo impossível. E tudo que eu busquei: o enredo, as personagens, o sentimento e o desfecho, nada eu encontrei perdido ou achado no caminho que trilhei.
novembro 06, 2004
E o vento cresce como a formiga anda...
E se tudo fosse me levando para o erro talvez no final viria uma curva do acerto. E como eu nunca ganho nada em troca pelos serviços prestados muitos acham que isso é um defeito enorme. Mas o que eu poderia fazer se não fosse apaixonado por olhos? Caminharia em uma escuridão completa e turva, sem precendentes e ancestrais, e daria a risada alta e satisfeita no final do mesmo filme de comédia. Vozes ecoam em meu ouvido e são familiares, me levando tudo para o verão chuvoso e deserto quente. A noite faz a frio em lugares descampados por causa do vento, então é melhor esquecer o moleton se você for ficar em casa. A cafeína presente na coca, no próprio café e em outros diversos produtos me faz dormir bem tranquilo. Efeitos colaterais são extremos... Ou funcionam, ou não funcionam ou não. Aprendi também que Meca tá virada para o lado esquerdo da sala. O mesmo lado que há três anos eu sento para assistir aulas. Mas também Meca, Moleton, Deserto, Erros, Acertos, Risadas, Vozes... Não se conectavam nunca na minha mente até eu escrever isso aqui... E talvez, com tudo isso, veja que existe ligação em várias coisas distintas de significados e uma correlação universal sobre objetos, pessoas, sentimentos, ações e vontades. E isso tudo pode não surtir efeito nenhum.
E se tudo fosse me levando para o erro talvez no final viria uma curva do acerto. E como eu nunca ganho nada em troca pelos serviços prestados muitos acham que isso é um defeito enorme. Mas o que eu poderia fazer se não fosse apaixonado por olhos? Caminharia em uma escuridão completa e turva, sem precendentes e ancestrais, e daria a risada alta e satisfeita no final do mesmo filme de comédia. Vozes ecoam em meu ouvido e são familiares, me levando tudo para o verão chuvoso e deserto quente. A noite faz a frio em lugares descampados por causa do vento, então é melhor esquecer o moleton se você for ficar em casa. A cafeína presente na coca, no próprio café e em outros diversos produtos me faz dormir bem tranquilo. Efeitos colaterais são extremos... Ou funcionam, ou não funcionam ou não. Aprendi também que Meca tá virada para o lado esquerdo da sala. O mesmo lado que há três anos eu sento para assistir aulas. Mas também Meca, Moleton, Deserto, Erros, Acertos, Risadas, Vozes... Não se conectavam nunca na minha mente até eu escrever isso aqui... E talvez, com tudo isso, veja que existe ligação em várias coisas distintas de significados e uma correlação universal sobre objetos, pessoas, sentimentos, ações e vontades. E isso tudo pode não surtir efeito nenhum.
novembro 03, 2004
Forgetting You... But not the Time...
"E essas árvores que pairam o caminho, cobrem a trilha que tento apagar com os pés para que esqueça que trilhei, chorei e implorei para você trilhá-la junto a mim" Melancholy Sickness
" Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e parece como o outro, mas o tempo subsiste." Machado de Assis - Memórias Póstumas Brás Cubas
"Me traz mais uma dose que eu prometo te beijar. Deixei para trás o que ia dizer, deixei você. Sem você tão fácil fazer... E se eu pedisse para você ficar? E agora? Não sei quantas vezes mais vou ter que fingir... Não sei quanto tempo!" Noção de Nada - Bem Estar 2
"Tudo parece normal mas normal mesmo
é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum
A vida parece transcrita
na parede pintada de Porque sem razão
Tudo parece deserto
mas na realidade é surreal
Trazendo a vida sonhos e lembranças infantis
Caminhando entre espaços ocupados
Do véu da culpa e destino intransitivo.
Outro caminho deixando a loucura
E talvez eu seja mesmo intragável para a pia mundial
Veja que o erro sou eu por tudo
E sim eu vou continuar dessa maneira até breve"
Melancholy Sickness - Different Song
E tudo de mais bonito em frases curtas e explicativas... Eu não to estranho! Só to esquecendo de coisas, coisas podem ser pessoas sim, que não fazem mais compatibilidade com minha vida... É só isso!
E sim! Obrigado por perguntarem... Meu feriado foi inusitado... Conheci uma mina que me simpatizou completamente e vejo uma nuvem de amizade perfeita se formando em cima da minha cabeça... Sim, vi pessoas importantes para minha vida... Sim, teve churrasco... Sim, fui no cinema... Sim, joguei sinuca... Sim, bebi muita cerveja... Sim e sim! É só isso!
Beijos e Abraços
"E essas árvores que pairam o caminho, cobrem a trilha que tento apagar com os pés para que esqueça que trilhei, chorei e implorei para você trilhá-la junto a mim" Melancholy Sickness
" Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e parece como o outro, mas o tempo subsiste." Machado de Assis - Memórias Póstumas Brás Cubas
"Me traz mais uma dose que eu prometo te beijar. Deixei para trás o que ia dizer, deixei você. Sem você tão fácil fazer... E se eu pedisse para você ficar? E agora? Não sei quantas vezes mais vou ter que fingir... Não sei quanto tempo!" Noção de Nada - Bem Estar 2
"Tudo parece normal mas normal mesmo
é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum
A vida parece transcrita
na parede pintada de Porque sem razão
Tudo parece deserto
mas na realidade é surreal
Trazendo a vida sonhos e lembranças infantis
Caminhando entre espaços ocupados
Do véu da culpa e destino intransitivo.
Outro caminho deixando a loucura
E talvez eu seja mesmo intragável para a pia mundial
Veja que o erro sou eu por tudo
E sim eu vou continuar dessa maneira até breve"
Melancholy Sickness - Different Song
E tudo de mais bonito em frases curtas e explicativas... Eu não to estranho! Só to esquecendo de coisas, coisas podem ser pessoas sim, que não fazem mais compatibilidade com minha vida... É só isso!
E sim! Obrigado por perguntarem... Meu feriado foi inusitado... Conheci uma mina que me simpatizou completamente e vejo uma nuvem de amizade perfeita se formando em cima da minha cabeça... Sim, vi pessoas importantes para minha vida... Sim, teve churrasco... Sim, fui no cinema... Sim, joguei sinuca... Sim, bebi muita cerveja... Sim e sim! É só isso!
Beijos e Abraços
outubro 25, 2004
Como ratos comemos o nosso fim...
São verdes distintos mas cooperam em um mesmo espaço real, como soldadinhos de chumbo marchando na noite de núpcias de solteiros. O copo traz o combustível necessário e depois que o efeito do alívio toma conta do lugar, são selados acordos de amizade, de amor e de respeito. Tanto quanto tudo muda-se a forma de ver a humanidade por entre as cobertas de sonos pesados e medrosos. E o rato, mesmo sabendo do seu fim, devora o queijo da ratoeira que lhe esmaga a cabeça e te tira a vida cruel. Caminhamos em meio de provas e acusações e choramos nossos sentimentos em meio de ombros confortáveis ou passagens já trilhadas por nossas pernas. Somos fascinados pelo unicórnio mágico e poderoso, mas nos satisfazemos com o pobre jegue em extinção. Os papéis amontoam-se e nossos olhos correm pelo ambiente vendo qual é a melhor fuga dessa jornada.Tem-se completo conhecimento do caminho, dois efeitos, do resultado, das razões e das dificuldades mas, por completo efeito irracional, devoramos o alimento ligado diretamente a arma que será acionada no fim e terminará como sempre fez. E esperto e coerente é o rato que vence a vontade e continua sua trilha.
São verdes distintos mas cooperam em um mesmo espaço real, como soldadinhos de chumbo marchando na noite de núpcias de solteiros. O copo traz o combustível necessário e depois que o efeito do alívio toma conta do lugar, são selados acordos de amizade, de amor e de respeito. Tanto quanto tudo muda-se a forma de ver a humanidade por entre as cobertas de sonos pesados e medrosos. E o rato, mesmo sabendo do seu fim, devora o queijo da ratoeira que lhe esmaga a cabeça e te tira a vida cruel. Caminhamos em meio de provas e acusações e choramos nossos sentimentos em meio de ombros confortáveis ou passagens já trilhadas por nossas pernas. Somos fascinados pelo unicórnio mágico e poderoso, mas nos satisfazemos com o pobre jegue em extinção. Os papéis amontoam-se e nossos olhos correm pelo ambiente vendo qual é a melhor fuga dessa jornada.Tem-se completo conhecimento do caminho, dois efeitos, do resultado, das razões e das dificuldades mas, por completo efeito irracional, devoramos o alimento ligado diretamente a arma que será acionada no fim e terminará como sempre fez. E esperto e coerente é o rato que vence a vontade e continua sua trilha.
outubro 23, 2004
Acordando no chão inspirado nas estrelas...
O caminho flui como a borracha no papel branco. A cachorra late pelo medo e o pássaro canta a felicidade que ele não conhece. Mesmo com frio liga-se o refrigerador por mania e termina vendo o quadro no fim do corredor. As estrelas são pintadas embaixo dos pés e isso que dá a idéia de infinito. Diferentes tons de madeira perfumam o quarto borrado de umidade desfrutável. O acorde dedilhado do violão trasnporta a mente para um lugar brando e sem emoções. A lira interna esbraveja pela liberdade enquanto lá fora a escuridão corre solta pelas ruas. Na mesa do lado, os livros obrigatórios e o pó implacável dividem um espaço que não existe. Enquanto isso as roupas tentam se auto-completarem na falta de uma almofada que vive na solidão fria e escura, bem embaixo da cama. E a cama já se cansou de ser psicóloga e hoje se calou para sempre! Prometendo para si mesma que nunca mais deixaria a televisão ser ligada, sem antes ter a confirmação dos deuses para tal fato. O som aplaudiu a idéia e tudo ficou disconforme.
O caminho flui como a borracha no papel branco. A cachorra late pelo medo e o pássaro canta a felicidade que ele não conhece. Mesmo com frio liga-se o refrigerador por mania e termina vendo o quadro no fim do corredor. As estrelas são pintadas embaixo dos pés e isso que dá a idéia de infinito. Diferentes tons de madeira perfumam o quarto borrado de umidade desfrutável. O acorde dedilhado do violão trasnporta a mente para um lugar brando e sem emoções. A lira interna esbraveja pela liberdade enquanto lá fora a escuridão corre solta pelas ruas. Na mesa do lado, os livros obrigatórios e o pó implacável dividem um espaço que não existe. Enquanto isso as roupas tentam se auto-completarem na falta de uma almofada que vive na solidão fria e escura, bem embaixo da cama. E a cama já se cansou de ser psicóloga e hoje se calou para sempre! Prometendo para si mesma que nunca mais deixaria a televisão ser ligada, sem antes ter a confirmação dos deuses para tal fato. O som aplaudiu a idéia e tudo ficou disconforme.