E tudo ficou perdido em um olhar...
Os olhos cintilaram mais uma vez para acostumar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos. A tristeza era implacada nas pontadas de dor que sentia a cada novo minuto. E tudo, tudo mesmo, começou a deslocar para um mundo novo e triste. As coisas novas ganharam significados sem sentimentos, as antigas foram, gradativamente, perdendo o seu em meio a revolução. Um novo vôo, um novo começar. Essa era a idéia inicial. Matutava com os pés no chão e racionalmente, mas sua mente viajava e trazia o sabor lindo e convidativo do novo. Demorou até dizer sim. Como um casamento a união era até que a morte o separassem. Foram em destino ao nada, ao vazio e ao redor. Visto o vale repleto de tristeza e arrependimento que vivia, só teve a alternativa de lembrar, de sonhar denovo, do velho, do antigo, do minucioso passado. Escreveu, gritou, chorou e cantou. Livre, preso, acorrentado a uma vida boa e agarrado pelas garras da depressão. Esse sempre foi o seu cenário, esse sempre foi seu sentimento com o todo. Criou seu mundo, mas nunca esqueceu do que ele vivia. Tentava em alternativas extremas melhorar, nunca o conseguiu. Só poderia terminar ali, no seu leito, no seu sempre companheiro. O seu fim, não foi gravado e muito menos escrito. Foi simples e sentido. Foi perdido e assistido pela mesma solidão que casou anos atrás.
setembro 22, 2005
agosto 28, 2005
E isso tudo é o mesmo de você
E tá tudo bem. Estou certo no meu caminho, nao irei desviar jamais... Continuo seguindo as rotas estranhas, os caminhos tortos e sinuosos do mundo que me impõe a exercer minhas energias na caminhada e ver se existirá alguma compensação depois... A vida é algo surreal e deve-se ser levada ao seu mais perfeito significado... No ritmo que te faça urrar, te faça ser um feitiço da maneira pura e correta... Sobre mim tudo cai e perde-se no signifcado que acho para as coisas que eu faço e continuo indo... Os dedos correm nas teclas e tudo perde seu sentido inicial por tudo ser feito de unicelularidade... Estou embriagado... Gostaria de dizer que sonhei com você... Que gosto de você... E que um dia agente ainda vai se entender.... E isso que espero com toda certeza do mundo...
E tá tudo bem. Estou certo no meu caminho, nao irei desviar jamais... Continuo seguindo as rotas estranhas, os caminhos tortos e sinuosos do mundo que me impõe a exercer minhas energias na caminhada e ver se existirá alguma compensação depois... A vida é algo surreal e deve-se ser levada ao seu mais perfeito significado... No ritmo que te faça urrar, te faça ser um feitiço da maneira pura e correta... Sobre mim tudo cai e perde-se no signifcado que acho para as coisas que eu faço e continuo indo... Os dedos correm nas teclas e tudo perde seu sentido inicial por tudo ser feito de unicelularidade... Estou embriagado... Gostaria de dizer que sonhei com você... Que gosto de você... E que um dia agente ainda vai se entender.... E isso que espero com toda certeza do mundo...
agosto 25, 2005
E hoje completa aniversário...
Fazem dois anos que eu to sem uma ligação para ver se está tudo bem... Fazem dois anos que ninguém me faz o melhor brigadeiro do mundo... Fazem dois anos que eu não como a única almondega que me deixava delirando... Fazem dois anos que eu não beijo o rosto mais companheiro que eu tive em vida... Fazem dois anos que eu não ganho bombinhas de chocolate... Fazem dois anos que eu não mais a vejo, a abraço, a acompanho... Minha vó se foi... Há longos dois anos... Era uma segunda-feira, chuvosa e fria de Santos... Eu vi seus olhos fechados, sem o brilho, sem o verde básico que os coloria... Vi seu corpo deitado, esticado na posição que ela detestava dormir por causa da perna... Ali eu tive a certeza que ela não iria mais levantar... Hoje sobram as lembranças, hoje sobram as histórias, hoje sobram os momentos... Momentos que eu tive, que eu presenciei... E me emociona lembrar que no domingo eu a beijei e pedi um brigadeiro e ela se desculpou por estar naquele estado... Eu sorri e disse "Vó... Pelo amor de deus... Eu não vou morrer por isso... Você ainda vai me fazer muitos e muitos..." ela riu encabulada... Talvez ela sentisse que o fim estava próximo... Talvez eu soubesse... Mas sempre preferi o otimismo... E mesmo assim não me arrependo de não ter feito algo com ela... E a sinto todos os dias... Ao rezar, ao pedir proteção, na angústia, no nervosismo... Eu sinto uma força comigo que só pode ser dela... E vó linda!!!!!! Saudades de você! Te amo... E conto os dias para podermos nos reencontrar... Em outro plano, em outros aspectos... Mas sempre presentes... Linda... Continue sempre rogando por nós... Pois sentimos sua falta... E como eu cantei para você na semana retrasada... "Você é a única, que me entende, que me protege com todas as mãos.. E mesmo que aconteça tudo eu continuarei a idolatrar... a idolatra você que é meu sol... Você é a única" Eu te amo linda... Saudades...
Fazem dois anos que eu to sem uma ligação para ver se está tudo bem... Fazem dois anos que ninguém me faz o melhor brigadeiro do mundo... Fazem dois anos que eu não como a única almondega que me deixava delirando... Fazem dois anos que eu não beijo o rosto mais companheiro que eu tive em vida... Fazem dois anos que eu não ganho bombinhas de chocolate... Fazem dois anos que eu não mais a vejo, a abraço, a acompanho... Minha vó se foi... Há longos dois anos... Era uma segunda-feira, chuvosa e fria de Santos... Eu vi seus olhos fechados, sem o brilho, sem o verde básico que os coloria... Vi seu corpo deitado, esticado na posição que ela detestava dormir por causa da perna... Ali eu tive a certeza que ela não iria mais levantar... Hoje sobram as lembranças, hoje sobram as histórias, hoje sobram os momentos... Momentos que eu tive, que eu presenciei... E me emociona lembrar que no domingo eu a beijei e pedi um brigadeiro e ela se desculpou por estar naquele estado... Eu sorri e disse "Vó... Pelo amor de deus... Eu não vou morrer por isso... Você ainda vai me fazer muitos e muitos..." ela riu encabulada... Talvez ela sentisse que o fim estava próximo... Talvez eu soubesse... Mas sempre preferi o otimismo... E mesmo assim não me arrependo de não ter feito algo com ela... E a sinto todos os dias... Ao rezar, ao pedir proteção, na angústia, no nervosismo... Eu sinto uma força comigo que só pode ser dela... E vó linda!!!!!! Saudades de você! Te amo... E conto os dias para podermos nos reencontrar... Em outro plano, em outros aspectos... Mas sempre presentes... Linda... Continue sempre rogando por nós... Pois sentimos sua falta... E como eu cantei para você na semana retrasada... "Você é a única, que me entende, que me protege com todas as mãos.. E mesmo que aconteça tudo eu continuarei a idolatrar... a idolatra você que é meu sol... Você é a única" Eu te amo linda... Saudades...
agosto 21, 2005
Frutos caindo de uma tarde dominical...
A vida é um jogo, onde somos peças fundamentadas na vitória e no, tão famoso, ganha x perde. Somos artistas dedicados e corretos, pois a arte não passa de sinais perceptivos, constituindo assim uma definição melhor para nós. Sobrevivemos pois temos a criatividade do viver a cada segundo, a cada passo, a cada escolha, a cada vitória e a cada derrota, somos criativos pois percebemos as mudanças do mundo, percebemos os sinais da arte. Cidade não é somente um conjunto de prédios e pessoas... Cidade é o completo, luzes, pessoas, barulhos, muros, andares, cheiros... Tudo é uma cidade, tudo tem vida, tudo tem sua definição... Personalidade é a máscara que criamos para os outros pensarem que somos sinceros e fortes... Persona é como era chamada a máscara no teatro grego que dá origem a palavra. Conforme moldamos nossa personalidade acabamos pensando. Conforme pensamos acabamos existindo. Conforme existimos acabamos vivendo. Conforme vivemos acabamos criativos. Conforme criativos acabamos artistas. Conforme artistas acabamos perceptivos. Conforme perceptivos somos peças. E conforme peças acabamos modelando nossa personalidade para a vitória... Fechando assim o ciclo explicativo da filosofia humana, da filosofia do ser e dos diversos contos e histórias que definem o mundo que conhecemos...
A vida é um jogo, onde somos peças fundamentadas na vitória e no, tão famoso, ganha x perde. Somos artistas dedicados e corretos, pois a arte não passa de sinais perceptivos, constituindo assim uma definição melhor para nós. Sobrevivemos pois temos a criatividade do viver a cada segundo, a cada passo, a cada escolha, a cada vitória e a cada derrota, somos criativos pois percebemos as mudanças do mundo, percebemos os sinais da arte. Cidade não é somente um conjunto de prédios e pessoas... Cidade é o completo, luzes, pessoas, barulhos, muros, andares, cheiros... Tudo é uma cidade, tudo tem vida, tudo tem sua definição... Personalidade é a máscara que criamos para os outros pensarem que somos sinceros e fortes... Persona é como era chamada a máscara no teatro grego que dá origem a palavra. Conforme moldamos nossa personalidade acabamos pensando. Conforme pensamos acabamos existindo. Conforme existimos acabamos vivendo. Conforme vivemos acabamos criativos. Conforme criativos acabamos artistas. Conforme artistas acabamos perceptivos. Conforme perceptivos somos peças. E conforme peças acabamos modelando nossa personalidade para a vitória... Fechando assim o ciclo explicativo da filosofia humana, da filosofia do ser e dos diversos contos e histórias que definem o mundo que conhecemos...
agosto 16, 2005
Sem uma racionalidade continuamos...
Quem nunca chorou por amor... Quem nunca sonhou com as curvas do destino... Quem nunca sonhou acordado o momento... Quem nunca tentou achar a solução nas equações impossíveis do sentimento... Andei, vivi, sonhei, chorei, busquei, fiquei... Na solidão buscava o afeto, na companhia o prazer, nos sonhos a perfeição, na vida a solução... Caminhei por muitos e muitos caminhos, muitos e muitos anos, muitas e muitas tentativas em vão, talvez não, foram proclamadas do meu peito. E depois de tantos anos, de tantas derrotas e poucas vitórias... Ainda clamo do mesmo peito, sonho no mesmo quarto, vivo a mesma vida e tenho a mesma mente... O platonismo arcaico rege a vida sentimental e não existe mudança prazerosa neste plano transversal... O caminho ainda está para ser trilhado e o final longe de ser alcançado... Ainda hão de cair lágrimas, hão de existir sonhos, hão de existir momentos... E isso que faz a vida valer a pena...
Quem nunca chorou por amor... Quem nunca sonhou com as curvas do destino... Quem nunca sonhou acordado o momento... Quem nunca tentou achar a solução nas equações impossíveis do sentimento... Andei, vivi, sonhei, chorei, busquei, fiquei... Na solidão buscava o afeto, na companhia o prazer, nos sonhos a perfeição, na vida a solução... Caminhei por muitos e muitos caminhos, muitos e muitos anos, muitas e muitas tentativas em vão, talvez não, foram proclamadas do meu peito. E depois de tantos anos, de tantas derrotas e poucas vitórias... Ainda clamo do mesmo peito, sonho no mesmo quarto, vivo a mesma vida e tenho a mesma mente... O platonismo arcaico rege a vida sentimental e não existe mudança prazerosa neste plano transversal... O caminho ainda está para ser trilhado e o final longe de ser alcançado... Ainda hão de cair lágrimas, hão de existir sonhos, hão de existir momentos... E isso que faz a vida valer a pena...
agosto 15, 2005
O cheiro fez com que perdesse o espetáculo...
Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro. Fraco, embriagado, enojado e doente. Enjoado, Tubérculo, Gripado e Apaixonado. Com junções de sentimento eu não sei porque fui, não sei porque fiz, não sei porque usei, Não sei porque olhei... Senti o gosto sabor do arrependimento e não mudei-o com o álcool e nem com a liberdade. Não interferi no caminhar da sociedade e do mundo, não demonstrei meu descontentamento, não disse... Vivi na intensidade necessária, remexi com o gosto necessário, em berço esplêndido cheguei ao finalmente... Mas não disse tudo que queria... E talvez deveria ter dito... E talvez esse seja o fim bordado em um pano qualquer do fundo do mundo...
Eu me sinto arrependido, acuado, insignificante e indiferente. Triste, amedrontado, envergonhado e prisioneiro. Fraco, embriagado, enojado e doente. Enjoado, Tubérculo, Gripado e Apaixonado. Com junções de sentimento eu não sei porque fui, não sei porque fiz, não sei porque usei, Não sei porque olhei... Senti o gosto sabor do arrependimento e não mudei-o com o álcool e nem com a liberdade. Não interferi no caminhar da sociedade e do mundo, não demonstrei meu descontentamento, não disse... Vivi na intensidade necessária, remexi com o gosto necessário, em berço esplêndido cheguei ao finalmente... Mas não disse tudo que queria... E talvez deveria ter dito... E talvez esse seja o fim bordado em um pano qualquer do fundo do mundo...
agosto 04, 2005
O atrito entre desconhecidos podem ser diversas coisas...
Abençoado por um pesadelo acordado vaguei por entre ruas e ladeiras, ladrilhos e azuleijos. Salvei o meu coração da doença, mas nunca da angústia, muito menos da saudade que sinto. Saudades essa que vivo e atormenta a cada minuto que passo, deitado ao relento das estrelas, tentando achar o caminho entre seus brilhos e curvas. Coragem só tem quando alguém ao seu lado te conforta e te traz a luz da felicidade, o cheiro de completo, a razão do viver. Sinto muito as vezes que possa andar confuso pelos amores, seguindo algumas direções fantasiadas pelos olhos e bocas. No final eu já sei que encontrarei a mesma parede de lágrimas lamentáveis, de sufoco e depressão. Relevar a vida é assim mesmo... Sentir o amor e não tocá-lo, tê-lo e nunca possuí-lo... Talvez pelos quilômetros e muito provavelmente por causa do vento que traz as impurezas para a vida. Cabe a impossível maneira de aceitar...
Abençoado por um pesadelo acordado vaguei por entre ruas e ladeiras, ladrilhos e azuleijos. Salvei o meu coração da doença, mas nunca da angústia, muito menos da saudade que sinto. Saudades essa que vivo e atormenta a cada minuto que passo, deitado ao relento das estrelas, tentando achar o caminho entre seus brilhos e curvas. Coragem só tem quando alguém ao seu lado te conforta e te traz a luz da felicidade, o cheiro de completo, a razão do viver. Sinto muito as vezes que possa andar confuso pelos amores, seguindo algumas direções fantasiadas pelos olhos e bocas. No final eu já sei que encontrarei a mesma parede de lágrimas lamentáveis, de sufoco e depressão. Relevar a vida é assim mesmo... Sentir o amor e não tocá-lo, tê-lo e nunca possuí-lo... Talvez pelos quilômetros e muito provavelmente por causa do vento que traz as impurezas para a vida. Cabe a impossível maneira de aceitar...
julho 28, 2005
De Adeus em Adeus Terminou o Jogo...
Os olhos já não conversam, os pés não se tocam, as mãos não se beijam. O brilho da noite foi extinto fazendo chorar as margaridas azuis. Do início ao fim, lembranças amontoam-se para o filme sem nexo. Constituindo assim, nenhuma explicação convincente. As provas foram feitas na média arrendondada e a vassoura varreu para o coração as lágrimas de areia. Os sapatos fizeram o caminho em meio ao gelo e sal e as mãos refugavam para apagá-los. A dor era intestinal e as roupas criaram um tapete por onde os astros estrelares passavam. Um após três e sucessivamente, mostravam a futilidade do amor. Ensinaram a redundância, explicaram as cores, mostraram a dieta. A flora cantou singularidade e a fauna urrou sua especialidade. Os cães ladraram e tudo ganhou o ritmo sereno. Menos o abraço carinhoso, o beijo multifocal, o atrito especial... Esses tiveram a toalha jogada do canto do ringue... Poetizando o fim sem-graça pois não aguentariam a avalanche que estaria por vir...
Os olhos já não conversam, os pés não se tocam, as mãos não se beijam. O brilho da noite foi extinto fazendo chorar as margaridas azuis. Do início ao fim, lembranças amontoam-se para o filme sem nexo. Constituindo assim, nenhuma explicação convincente. As provas foram feitas na média arrendondada e a vassoura varreu para o coração as lágrimas de areia. Os sapatos fizeram o caminho em meio ao gelo e sal e as mãos refugavam para apagá-los. A dor era intestinal e as roupas criaram um tapete por onde os astros estrelares passavam. Um após três e sucessivamente, mostravam a futilidade do amor. Ensinaram a redundância, explicaram as cores, mostraram a dieta. A flora cantou singularidade e a fauna urrou sua especialidade. Os cães ladraram e tudo ganhou o ritmo sereno. Menos o abraço carinhoso, o beijo multifocal, o atrito especial... Esses tiveram a toalha jogada do canto do ringue... Poetizando o fim sem-graça pois não aguentariam a avalanche que estaria por vir...
julho 24, 2005
E eu pensei tanto em você...
Era uma floresta ou algo do genero romanticamente repleto. Era aquilo e nada ao redor, nada ao relento, nada costumeiro e voraz. Tempo inflável como bonecos de cera, segundos repletos de angústia marcavam os passos cronometrados. As luzes se alternavam como as águas dançantes do parque. E foi nesse meio tempo, neste palco que surgiu a normalidade dos dias, a sensação do dever cumprido, o coroar dos portões. Todos os objetos curvos e pardos aplaudiram com sono e o tédio alegre. Os papéis relincharam e os quadros pararam para sempre o seu foco. Foi aí que eu peguei meu estojo mágico e poetisei essa aurora boreal do espetáculo de um sonho, de uma vida cotidiana e sem espetáculo. Como a fuga para a liberdade, o beijo marcado, o encontro no escuro, a viagem dos sonhos, o amor perfeito. Nada, sem sombra de dúvida. Foi assim que comecei a amar...
Era uma floresta ou algo do genero romanticamente repleto. Era aquilo e nada ao redor, nada ao relento, nada costumeiro e voraz. Tempo inflável como bonecos de cera, segundos repletos de angústia marcavam os passos cronometrados. As luzes se alternavam como as águas dançantes do parque. E foi nesse meio tempo, neste palco que surgiu a normalidade dos dias, a sensação do dever cumprido, o coroar dos portões. Todos os objetos curvos e pardos aplaudiram com sono e o tédio alegre. Os papéis relincharam e os quadros pararam para sempre o seu foco. Foi aí que eu peguei meu estojo mágico e poetisei essa aurora boreal do espetáculo de um sonho, de uma vida cotidiana e sem espetáculo. Como a fuga para a liberdade, o beijo marcado, o encontro no escuro, a viagem dos sonhos, o amor perfeito. Nada, sem sombra de dúvida. Foi assim que comecei a amar...
julho 13, 2005
E eu fiz de tudo para você notar o brilho...
Eu te dei um sorriso pintado no céu noturno, te dei o carinho acolhedor mais puro, te arranjei a flor mais bela e rara para demonstrar meu sentimento. Balõezinhos mágicos presentearam-te, bombons secretamente recheados de amor e meu sorriso nunca lhe faltou... Agora me vingo nesta cadeira, escrevendo para algo que não é promessa, que não é vivido, que nunca foi mais do mesmo e sempre faltou... Começo a te venerar e esquecer das outras simplicidades da vida, pois tudo ganha beleza quando entra seu pensamento... Mas o estranho é escrever de amor sem saber se ele é correspondido ou não, se o seu olhar vago é parte de um início ou é o sacramentado fim... E eu precisava de tudo isso...
Eu te dei um sorriso pintado no céu noturno, te dei o carinho acolhedor mais puro, te arranjei a flor mais bela e rara para demonstrar meu sentimento. Balõezinhos mágicos presentearam-te, bombons secretamente recheados de amor e meu sorriso nunca lhe faltou... Agora me vingo nesta cadeira, escrevendo para algo que não é promessa, que não é vivido, que nunca foi mais do mesmo e sempre faltou... Começo a te venerar e esquecer das outras simplicidades da vida, pois tudo ganha beleza quando entra seu pensamento... Mas o estranho é escrever de amor sem saber se ele é correspondido ou não, se o seu olhar vago é parte de um início ou é o sacramentado fim... E eu precisava de tudo isso...
julho 07, 2005
E seu perfume permanece no quarto que você saiu...
Através das palavras não acho significados, corro em círculos através dos adjetivos que embelezam a cena toda. Busco os verbos certos mas nada dá a ação necessária e muitos substantivos aparecem mas viram abstração quando me ponho na organização. Descrever algo é complicado demais para beira a perfeição da escrita... Necessita um olhar, um toque, um beijo, um perfume, um carinho, um sorisso, um abraço, uma passada de mãos, um aperto, uma risada, a voz, a pele, o andar, o jeito e tudo isso é vivido e nunca escrito. Nada mais me faz escrever só sinto um doce perfume e tento abstrar tudo isso e relembrar o que vivi... E sei que isto está realmente confuso... Você foi agora e eu aqui fazendo meu papel de romântico poeta, tentando modelar algo que chegue um pouco de tudo que sinto... E talvez este seja o início de muitas tentativas...
Através das palavras não acho significados, corro em círculos através dos adjetivos que embelezam a cena toda. Busco os verbos certos mas nada dá a ação necessária e muitos substantivos aparecem mas viram abstração quando me ponho na organização. Descrever algo é complicado demais para beira a perfeição da escrita... Necessita um olhar, um toque, um beijo, um perfume, um carinho, um sorisso, um abraço, uma passada de mãos, um aperto, uma risada, a voz, a pele, o andar, o jeito e tudo isso é vivido e nunca escrito. Nada mais me faz escrever só sinto um doce perfume e tento abstrar tudo isso e relembrar o que vivi... E sei que isto está realmente confuso... Você foi agora e eu aqui fazendo meu papel de romântico poeta, tentando modelar algo que chegue um pouco de tudo que sinto... E talvez este seja o início de muitas tentativas...
julho 02, 2005
E tinha os que me chamavam...
De poeta, esses falavam que eu cantava palavras, rimava a vida, transcrevia os sentimentos com a intensidade bela e rendia o fruto de um mundo mágico para os que a liam. Outros me chamavam de louco, inconsequente, voraz, engraçado e completamente dinâmico. Repreendido fui as vezes que chorava para lua e estrelas, bebia para o amor não correspondido, embriagava-me na tristeza alcoólica. Outros de sonhador, idealizando a mulher perfeita no mundo, as características brandas e sinuosas. Das noites em perdido que sonhava para ela, vivia por ela e morria na angústia de não poder tocá-la, talvez por não existir ou, até mesmo quem sabe, ela já não estar mais comigo... Não os julgo errados porém incompletos. Sou louco, pois bebo a minha vida triste de amores e embriago-me no sabor acre do álcool, para tentar viver este intenso sentimento, pois sou um sonhador que vive sonhando em personificar este amor na donzela mais bela e perfeita que há de existir neste mundo, por causa do alcóol e do sonho, canto em peito aberto a lira interna disso tudo, transformando assim esta procura e este sentimento em poesia não transcrita mas sim vivida. Sendo tudo isso um pouco mais de mim mesmo.
De poeta, esses falavam que eu cantava palavras, rimava a vida, transcrevia os sentimentos com a intensidade bela e rendia o fruto de um mundo mágico para os que a liam. Outros me chamavam de louco, inconsequente, voraz, engraçado e completamente dinâmico. Repreendido fui as vezes que chorava para lua e estrelas, bebia para o amor não correspondido, embriagava-me na tristeza alcoólica. Outros de sonhador, idealizando a mulher perfeita no mundo, as características brandas e sinuosas. Das noites em perdido que sonhava para ela, vivia por ela e morria na angústia de não poder tocá-la, talvez por não existir ou, até mesmo quem sabe, ela já não estar mais comigo... Não os julgo errados porém incompletos. Sou louco, pois bebo a minha vida triste de amores e embriago-me no sabor acre do álcool, para tentar viver este intenso sentimento, pois sou um sonhador que vive sonhando em personificar este amor na donzela mais bela e perfeita que há de existir neste mundo, por causa do alcóol e do sonho, canto em peito aberto a lira interna disso tudo, transformando assim esta procura e este sentimento em poesia não transcrita mas sim vivida. Sendo tudo isso um pouco mais de mim mesmo.
junho 27, 2005
Se a minha vida fosse uma resenha de CD...
Começaria falando das influências que me fazem gente: amigos, bebidas, músicas além, poesia, romantismo, felicidade, saudades, sonhos e por aí conta-se mais de 1000 coisinhas. Contaria do enredo, da temática do CD: o que estava pensando, qual caminho segui, o que pretendo e qual minha mensagem. Falaria do ritmo como é desenvolvido, cadenciado mas em alguns momentos nervoso, agitado sempre mas com toques de calmaria plena. Comentaria uma união, como se fosse uma peça teatral, da primeira a última música os fatos se encontram, como o passado caminhando no presente e construindo juntos o futuro: nunca deixando nada para trás, e sim, evoluindo com erros e acertos da vida. Indicaria a opinião do melhor momento: aquele que nunca consegui esquecer e que marca a vida certinha: algum dia que choro e risos pintam e bordam a amizade e assim criamos a felicidade. E por último, e nem por isso menos importante, falaria da arte gráfica: se é feio ou bonito, se chama atenção ou não, se é de amar ou se é de odiar, uma opinião pessoal e irrelevante mas que fecha com classe tudo. Mas tudo isso se a minha vida fosse resenhada... Como não ainda busco nas entrelinhas do viver as soluçÕes das minhas equaçÕes.
Começaria falando das influências que me fazem gente: amigos, bebidas, músicas além, poesia, romantismo, felicidade, saudades, sonhos e por aí conta-se mais de 1000 coisinhas. Contaria do enredo, da temática do CD: o que estava pensando, qual caminho segui, o que pretendo e qual minha mensagem. Falaria do ritmo como é desenvolvido, cadenciado mas em alguns momentos nervoso, agitado sempre mas com toques de calmaria plena. Comentaria uma união, como se fosse uma peça teatral, da primeira a última música os fatos se encontram, como o passado caminhando no presente e construindo juntos o futuro: nunca deixando nada para trás, e sim, evoluindo com erros e acertos da vida. Indicaria a opinião do melhor momento: aquele que nunca consegui esquecer e que marca a vida certinha: algum dia que choro e risos pintam e bordam a amizade e assim criamos a felicidade. E por último, e nem por isso menos importante, falaria da arte gráfica: se é feio ou bonito, se chama atenção ou não, se é de amar ou se é de odiar, uma opinião pessoal e irrelevante mas que fecha com classe tudo. Mas tudo isso se a minha vida fosse resenhada... Como não ainda busco nas entrelinhas do viver as soluçÕes das minhas equaçÕes.
junho 24, 2005
E o jornal que ficou na rua...
Contou as novidades antigas, as novidades aquém-mundo, o que todos já sabiam e não se realizaram. Os olhares talvez julgaram algo que poderia acontecer como não... As mãos não se tocariam jamais por vergonha ou por simples equação matemática. Nandando contra uma tormenta de dúvidas ou simplesmente triste pelo acontecido. Despertado ou sonolento... Vivido ou Existindo... Partícipio passado ou gerundiando a vida ambos parecem mostrar o mesmo significado sem cor. Eu nem lembro de esquecer o que passou e muito menos o que talvez deveria ter feito... Mais lembranças do frio. Quatro horas foi o nosso primeiro tempo. Quando será o segundo? E será que alguma coisa terá mudado nos olhares, nas risadas e na silenciosa troca de gestos com atrito? Continuo com a mesma música na cabeça que não tive coragem de cantar...
Contou as novidades antigas, as novidades aquém-mundo, o que todos já sabiam e não se realizaram. Os olhares talvez julgaram algo que poderia acontecer como não... As mãos não se tocariam jamais por vergonha ou por simples equação matemática. Nandando contra uma tormenta de dúvidas ou simplesmente triste pelo acontecido. Despertado ou sonolento... Vivido ou Existindo... Partícipio passado ou gerundiando a vida ambos parecem mostrar o mesmo significado sem cor. Eu nem lembro de esquecer o que passou e muito menos o que talvez deveria ter feito... Mais lembranças do frio. Quatro horas foi o nosso primeiro tempo. Quando será o segundo? E será que alguma coisa terá mudado nos olhares, nas risadas e na silenciosa troca de gestos com atrito? Continuo com a mesma música na cabeça que não tive coragem de cantar...
junho 21, 2005
Em um bela dia de sono e decisões...
Devia eu estar dormindo e sonhei com Deus numa conversa franca, somente eu e ele como amigos mesmo. A época devia ser bem complicada para pedir algo disso... Mas Deus é quase um Gênio e concede desejos para seus fiéis... Quando ele perguntou qual era meu problema, minha angústia e meu sonho eu devo ter respondido "Deus! Favor me deixar sentimental e apaixonado... Quero desfrutar da beleza do amor, dos prazeres da amizade intensificando a cada momento para poder depois ficar anos e anos lembrando do que vivi..." E ele com alguma espécie de olhar me concedeu este desejo... Deve ter, e muito mesmo, me dito que aquilo era doloroso também, que não era assim que eu iria encontrar minha felicidade e tudo mais... Mas eu tonto não devo ter dado ouvido. E assim fui abençoado. Sou romântico, solitário por medo, amigo em todas as horas, companheiro além vida e nostálgico além morte... Sofro lembrando dos amigos que deixei nos caminhos da vida, sofro pensando nos erros dos amores errados, sofro revivendo minhas angústias no quarto escuro e fico realmente perdido com tudo isso. Mas fui eu quem pedi e recebi este dom... Agora minha missão é carregá-lo, porque devolver presentes é sem educação e muito feio... Já dizia a minha mãe quando eu ganhava presentinhos nas minhas festas infantis... Na mesma época em que assistia Jaspion e ChangeMan na falida Manchete... E sofro demais por ver quanto da minha vida eu já caminhei e realizei... Bons tempos nunca voltam...
Devia eu estar dormindo e sonhei com Deus numa conversa franca, somente eu e ele como amigos mesmo. A época devia ser bem complicada para pedir algo disso... Mas Deus é quase um Gênio e concede desejos para seus fiéis... Quando ele perguntou qual era meu problema, minha angústia e meu sonho eu devo ter respondido "Deus! Favor me deixar sentimental e apaixonado... Quero desfrutar da beleza do amor, dos prazeres da amizade intensificando a cada momento para poder depois ficar anos e anos lembrando do que vivi..." E ele com alguma espécie de olhar me concedeu este desejo... Deve ter, e muito mesmo, me dito que aquilo era doloroso também, que não era assim que eu iria encontrar minha felicidade e tudo mais... Mas eu tonto não devo ter dado ouvido. E assim fui abençoado. Sou romântico, solitário por medo, amigo em todas as horas, companheiro além vida e nostálgico além morte... Sofro lembrando dos amigos que deixei nos caminhos da vida, sofro pensando nos erros dos amores errados, sofro revivendo minhas angústias no quarto escuro e fico realmente perdido com tudo isso. Mas fui eu quem pedi e recebi este dom... Agora minha missão é carregá-lo, porque devolver presentes é sem educação e muito feio... Já dizia a minha mãe quando eu ganhava presentinhos nas minhas festas infantis... Na mesma época em que assistia Jaspion e ChangeMan na falida Manchete... E sofro demais por ver quanto da minha vida eu já caminhei e realizei... Bons tempos nunca voltam...
junho 16, 2005
Eu esperei e tentei entender...
Queria que fosse diferente... Que você confiasse em mim... Que você soubesse o valor de um olhar sincero que eu sempre te dei... Queria que você entendesse o valor do sentimento... Apesar de não oficial é respeitado e muito vivido... Queria que você sentisse o que sinto com seu ciúmes doentio que me faz doente... Queria que você me beijasse eternamente... Mas não sei o que é você e se nem te entendo como posso assim te querer?? Há erros cometidos pelo pecado mortal... Não foi só sexo... Sinceramente...
Queria que fosse diferente... Que você confiasse em mim... Que você soubesse o valor de um olhar sincero que eu sempre te dei... Queria que você entendesse o valor do sentimento... Apesar de não oficial é respeitado e muito vivido... Queria que você sentisse o que sinto com seu ciúmes doentio que me faz doente... Queria que você me beijasse eternamente... Mas não sei o que é você e se nem te entendo como posso assim te querer?? Há erros cometidos pelo pecado mortal... Não foi só sexo... Sinceramente...
junho 11, 2005
E a infância me fez lembrar de como era...
Considero minha infância até 1997, por tanto 13 anos e assim sendo há 8 anos atrás, e o único ícone da minha vida nessa época era meu vizinho Bruno. Engraçado que éramos unha e carne, queijo e goiabada ou como queiram chamar... Vivíamos juntos, crescemos juntos, aprendemos juntos e claro que nos divertíamos juntos. Incontáveis os esconde-esconde, os jogos de futebol na garagem, de hockey, os álbuns de figurinhas, o video-game, as festas de aniversário, as coleções mais estranhas do mundo, as novidades da vida e tudo mais. Ele era 2 anos mais novo que eu, mas existe uma época que 2 anos não é diferença e sim igualdade. E era essa época que revivo. Existiam muitos amigos de escola, alias os meus primeiros amigos existiam na minha vida nessa época... Mas nada comparado ao Bruno. Lembro das manhãs de sábado ou domingo que acordávamos 8h da manhã e íamos andar de bicicleta pelo quarteirão com um pedaço de papelão dobrado pegando no pneu para fazer um barulho como se fosse de motor... Um dos melhores goleiros que vi naquela época... Mas acima de tudo companheiro e amigo. Teve a época do Mario Kart que fizemos campeonatos na minha escola e na dele... E sempre vencíamos... Nós éramos muito bons... Eram tardes, tardes e mais tardes que gastamos em frente a TV passando em quadrados com "?" que ganhava premios para ferrar os adversários... Tudo maravilhoso... Não tenho nenhuma recordação que falo assim: "Deveria ter feito diferente..." não... Diferente de tudo... O Bruno e eu fomos perfeitos... Até chegar o ano de 1997... Em que ele se mudou para o Chile, junto com a família toda... Recebi um cartão de natal do mesmo ano, enviei um também no ano seguinte e foi só... Lembro o dia que ele foi embora... Eu não vi pois não iria aguentar a despedida da minha única metade naquela época... Fugi Sim... Chorei sozinho no quarto escuro da casa da minha vó... E chorei novamente quando minha mãe falou "Eu vi eles saindo... o Bruno soluçava de choro e me mandou te dizer que ele vai voltar!" como crianças acreditávamos em tudo... Tínhamos uma esperança doce e pura... Infelizmente o mundo nos transforma de uma maneira que todos são temporários e perdem seu sentido depois de um tempo...e depois de 4 anos, em 2001, ele veio passar férias no Brasil... Fomos ver um filme, ficamos em casa conversando sobre nossas vida e percebi que aquilo que era perfeito tinha terminado... Eu encontrei novos amigos, ele viveu uma outa vida em um outro país... E uma das coisas que conversamos que ele mesmo disse foi "Matheus.. vc fez falta! Cada vez que vivia uma coisa eu queria que vc estivesse comigo..." e a única coisa que consegui responder nessa altura foi "E vc não sabe o quanto eu pedi para aquela volta..." Hoje eu não tenho notícias, não sei como ele está e nada... Infelizmente perdi uma metade que foi completada por outras mas que mesmo assim ainda existe no meu coração e chora algumas vezes que vejo nossa foto com a frase do Ataris "Being Grown Up isnt half as fun as growing up... These are the best days of our lives"
Considero minha infância até 1997, por tanto 13 anos e assim sendo há 8 anos atrás, e o único ícone da minha vida nessa época era meu vizinho Bruno. Engraçado que éramos unha e carne, queijo e goiabada ou como queiram chamar... Vivíamos juntos, crescemos juntos, aprendemos juntos e claro que nos divertíamos juntos. Incontáveis os esconde-esconde, os jogos de futebol na garagem, de hockey, os álbuns de figurinhas, o video-game, as festas de aniversário, as coleções mais estranhas do mundo, as novidades da vida e tudo mais. Ele era 2 anos mais novo que eu, mas existe uma época que 2 anos não é diferença e sim igualdade. E era essa época que revivo. Existiam muitos amigos de escola, alias os meus primeiros amigos existiam na minha vida nessa época... Mas nada comparado ao Bruno. Lembro das manhãs de sábado ou domingo que acordávamos 8h da manhã e íamos andar de bicicleta pelo quarteirão com um pedaço de papelão dobrado pegando no pneu para fazer um barulho como se fosse de motor... Um dos melhores goleiros que vi naquela época... Mas acima de tudo companheiro e amigo. Teve a época do Mario Kart que fizemos campeonatos na minha escola e na dele... E sempre vencíamos... Nós éramos muito bons... Eram tardes, tardes e mais tardes que gastamos em frente a TV passando em quadrados com "?" que ganhava premios para ferrar os adversários... Tudo maravilhoso... Não tenho nenhuma recordação que falo assim: "Deveria ter feito diferente..." não... Diferente de tudo... O Bruno e eu fomos perfeitos... Até chegar o ano de 1997... Em que ele se mudou para o Chile, junto com a família toda... Recebi um cartão de natal do mesmo ano, enviei um também no ano seguinte e foi só... Lembro o dia que ele foi embora... Eu não vi pois não iria aguentar a despedida da minha única metade naquela época... Fugi Sim... Chorei sozinho no quarto escuro da casa da minha vó... E chorei novamente quando minha mãe falou "Eu vi eles saindo... o Bruno soluçava de choro e me mandou te dizer que ele vai voltar!" como crianças acreditávamos em tudo... Tínhamos uma esperança doce e pura... Infelizmente o mundo nos transforma de uma maneira que todos são temporários e perdem seu sentido depois de um tempo...e depois de 4 anos, em 2001, ele veio passar férias no Brasil... Fomos ver um filme, ficamos em casa conversando sobre nossas vida e percebi que aquilo que era perfeito tinha terminado... Eu encontrei novos amigos, ele viveu uma outa vida em um outro país... E uma das coisas que conversamos que ele mesmo disse foi "Matheus.. vc fez falta! Cada vez que vivia uma coisa eu queria que vc estivesse comigo..." e a única coisa que consegui responder nessa altura foi "E vc não sabe o quanto eu pedi para aquela volta..." Hoje eu não tenho notícias, não sei como ele está e nada... Infelizmente perdi uma metade que foi completada por outras mas que mesmo assim ainda existe no meu coração e chora algumas vezes que vejo nossa foto com a frase do Ataris "Being Grown Up isnt half as fun as growing up... These are the best days of our lives"
maio 25, 2005
Sem saber porque...
Adentrou o recinto. Ditando regras, trazendo sofrimento, gritos e angústia. Adentrou como mandante da situação, não disse nada e nem mostrou gestos. Cara fechada, tapa na mesa e soco no estomâgo. Adentrou e ditou. Apartir disso lágrimas, escuridão e solidão. Seus passos corriam o ambiente, eram ouvidos por quarteirões. E também nem sei porque disse isso. Nem sei porque comecei a contar algo que não tem sentido. Quem sabe um dia eu termine o meu pensamento, pois inspiração inudou algum lugar distante, como a chuva fez o estrago no país todo agora, menos o meu coração e minha vida.
Adentrou o recinto. Ditando regras, trazendo sofrimento, gritos e angústia. Adentrou como mandante da situação, não disse nada e nem mostrou gestos. Cara fechada, tapa na mesa e soco no estomâgo. Adentrou e ditou. Apartir disso lágrimas, escuridão e solidão. Seus passos corriam o ambiente, eram ouvidos por quarteirões. E também nem sei porque disse isso. Nem sei porque comecei a contar algo que não tem sentido. Quem sabe um dia eu termine o meu pensamento, pois inspiração inudou algum lugar distante, como a chuva fez o estrago no país todo agora, menos o meu coração e minha vida.
maio 20, 2005
Corro os olhos por tudo e corro tudo por tudo...
Corro os olhos pela rua em busca de companhia. Corro os olhos pela música de algo tocável em peito morno. Corro os olhos pelos livros em busca da minha história. Corro os dedos pelo dicionário em busca de significado. Corro em direção ao infinito. Sem sentido, escuro e solitário. Em busca sempre de algo que não se pode definir e sem saber realmente sem tem sentido. Sentimentos a flor da pele, relutando em algo difícil de imaginar e difícil de tocar. Suportavelmente indiscreto e misterioso. Sem futuro no leito dos mortos e sem chance para viver ao lado dos de vida. Autor de uma autobiografia inexistente mas explicavelmente vazia. Esvaziada pelo amor... Esvaziada pela solidão e solitária em companhia de muitos.
Melancholy Sickness
Corro os olhos pela rua em busca de companhia. Corro os olhos pela música de algo tocável em peito morno. Corro os olhos pelos livros em busca da minha história. Corro os dedos pelo dicionário em busca de significado. Corro em direção ao infinito. Sem sentido, escuro e solitário. Em busca sempre de algo que não se pode definir e sem saber realmente sem tem sentido. Sentimentos a flor da pele, relutando em algo difícil de imaginar e difícil de tocar. Suportavelmente indiscreto e misterioso. Sem futuro no leito dos mortos e sem chance para viver ao lado dos de vida. Autor de uma autobiografia inexistente mas explicavelmente vazia. Esvaziada pelo amor... Esvaziada pela solidão e solitária em companhia de muitos.
Melancholy Sickness
maio 17, 2005
A dura realidade do viver começa a render frutos...
Flores de outono juntas em um mesmo tonel ligado sem explosão. Páginas despedaçadas e contadas de um livro qualquer em uma estante suja de conhecer. Tinta desbotada e canetas que tentam gritar os últimos suspiros. Um amor calado de um romance picante e sem sal. Luzes, muitos olhos e nada de ação na aventura jurástica do viver. Torcidas, veias e sangue embalsamando um corpo que não morreu porque sempre irá ser visitado. Filmes e dialetos completam o cenário rústico e barroco, com perfeição e faltas. Tudo em um sonho lindo de verão com frio, chuvas e frutas. Tudo por aquela menina, aquela donzela do vilarejo. Engraçado percebê-la caminhando e suando por um mesmo caminho ondulado de morros. Triste perceber a solidão estampada em suas mãos tremulas e braços acolhedores. Caminhando por perto sente-se o cheiro do amor solitário... Caminhando por perto é quase possível tocar o desejo... Mas é de longe que conhece a verdadeira face desenhada. E mudei de assunto sem conclusão. A bebida pregou a peça e meus olhos começaram a chorar mais uma vez...
Flores de outono juntas em um mesmo tonel ligado sem explosão. Páginas despedaçadas e contadas de um livro qualquer em uma estante suja de conhecer. Tinta desbotada e canetas que tentam gritar os últimos suspiros. Um amor calado de um romance picante e sem sal. Luzes, muitos olhos e nada de ação na aventura jurástica do viver. Torcidas, veias e sangue embalsamando um corpo que não morreu porque sempre irá ser visitado. Filmes e dialetos completam o cenário rústico e barroco, com perfeição e faltas. Tudo em um sonho lindo de verão com frio, chuvas e frutas. Tudo por aquela menina, aquela donzela do vilarejo. Engraçado percebê-la caminhando e suando por um mesmo caminho ondulado de morros. Triste perceber a solidão estampada em suas mãos tremulas e braços acolhedores. Caminhando por perto sente-se o cheiro do amor solitário... Caminhando por perto é quase possível tocar o desejo... Mas é de longe que conhece a verdadeira face desenhada. E mudei de assunto sem conclusão. A bebida pregou a peça e meus olhos começaram a chorar mais uma vez...