Sem obus ou refugos de orvalho sereno...
Ae peles deixaram marcas no corpo virgem de aprendizado, sereno pela brandura porém perverso pelo olhar. Os sonhos desenhavam planos perfeitos na mente jovial, porém a realidade era implacável na realização e nunca deixou-me sentir o gosto de um gozo pleno. Sinceridades a parte, encontrei-me sempre no lado escuro da vida... Remoendo sentimentos, buscando respostas, caminhos ou cantigas para exemplificar o sofrimento carregado. Nunca achei e nunca aprendi como deveria ser certo nesta descrição. Por conta disso passiei pelos moldes, escolas, mestres e manuais... Criei algo da mente, algo novo porém conhecido... Criei uma vida em palavras, amada e odiada, ovacionada e vibrante... Nunca cheguei perto da cruel realidade... Porque me disseram que a vida era poesia barata, esdrúxula, fria e incalculável... Sempre pensei diferente e por isso, para minha morte, eu ditei palavras que ficaram boas em um soneto livre. Nunca me ensinaram como eu deveria ser para isso...
E terminei minha vida escrevendo sonetos
Rimas soltas apaixonadas ao vento
Poesias completas endereçadas para a alma
Que de tão branda, reluzia perfeita.
Foi de início triste, passando a escuridão
Do gozo sincero a tenra depressão
Encontrava nas linhas sinuosas e rochosas
Esta completa e apaixonada maldição
Foram dias inteiros imaginando este lindo fim
Tentando encontrar, no nada, alguma beleza final
Algo que chegasse perto de uma morte triunfal
Em ruas do meu coração eu me pus a procurar
Outra palavra que mostrasse o presente que andei
Porém só achei o pretérito imperfeito de vida: AMEI.
dezembro 13, 2006
novembro 26, 2006
Fui sendo levado pela insanidade perversa...
Lancei dados ocultos em névoa clássica, pendurei por ponteiros que marcavam alguns instantes desenhados nos muros de outrora. Caminhei pelas pétalas da vida de uma daninha, serena e carregada de culpa pelos lados. Avistava cores que simbolizavam pessoas ou talvez fossem pássaros, que voavam livremente pela pista estrelar. Talvez fossem escolhas ou alguma fechadura perdida neste caminho curto, porém sinuoso. A música embalava os problemas, porém eram nos inversos que a resolução dos problemas se intensificava. Aplicava regras, colhia resultado, verificava a natureza material de ser... Tudo tinha o custo vital. O semblante fechado pela tristeza acolhia agora o inverno que vinha quente e chuvoso. A vida sempre mostrou mapas, oportunidades e rasteiras prontas a se moverem no Xadrez Mortal. Um xeque ou um movimento de pedras errado, fazem você perder peças importantes, porém o adversário é sedento e logo aproveita para uma segunda chance. As palavras se desordenam na cartilha poética, a escuridão avança pelo vale de planícies... Sempre tentando se mostrar pecador, porém com amor em lira suave. O bilhete amassado mostra o último destino da mochila viajante... E sempre estará pronta para outra, só é preciso a alegria de seguir em frente e se mostrar pronto para picar sonhos em migalhas e se alimentar do gosto inexperiente da vida...
Lancei dados ocultos em névoa clássica, pendurei por ponteiros que marcavam alguns instantes desenhados nos muros de outrora. Caminhei pelas pétalas da vida de uma daninha, serena e carregada de culpa pelos lados. Avistava cores que simbolizavam pessoas ou talvez fossem pássaros, que voavam livremente pela pista estrelar. Talvez fossem escolhas ou alguma fechadura perdida neste caminho curto, porém sinuoso. A música embalava os problemas, porém eram nos inversos que a resolução dos problemas se intensificava. Aplicava regras, colhia resultado, verificava a natureza material de ser... Tudo tinha o custo vital. O semblante fechado pela tristeza acolhia agora o inverno que vinha quente e chuvoso. A vida sempre mostrou mapas, oportunidades e rasteiras prontas a se moverem no Xadrez Mortal. Um xeque ou um movimento de pedras errado, fazem você perder peças importantes, porém o adversário é sedento e logo aproveita para uma segunda chance. As palavras se desordenam na cartilha poética, a escuridão avança pelo vale de planícies... Sempre tentando se mostrar pecador, porém com amor em lira suave. O bilhete amassado mostra o último destino da mochila viajante... E sempre estará pronta para outra, só é preciso a alegria de seguir em frente e se mostrar pronto para picar sonhos em migalhas e se alimentar do gosto inexperiente da vida...
novembro 21, 2006
A enfermidade motiva a poesia interna...
Ser acordado pelo pleno orvalho e pelas pétalas de vida invísivel, desatando os laços unidos e fantasiados de um relacionamento vitalício. Abrir os olhos e buscar a fuga certa para a caça desesperada do viver, relatar em pequenos contos a epopéia da vida. O enfermo busca a esperança na janela pingada de chuva, nessa hora se perde em pensamentos melancólicos e duvidosos questionamentos. Busca a necessidade, corre pelos corredores da sua mente albina, um grito desesperado e angustiado para se sentir novamente vivo. As horas nunca passam quando estamos tristes e confusos, traçamos planos e promessas para possíveis empreitadas perigosamente suicídas e nunca teremos o sangue-frio necessário para iniciar a batalha. Cada dose do remédio é medicinalmente controlada para trazer o alívio necessário, a falsa cura por horas, para que, pelo menos nesse curto espaço, possamos nos lembrar como é a vida sem nossa doença. O enfermo sabe disso pois são os únicos momentos que consegue dormir. O apaixonado pelo mundo desconhece este conforto, mais uma vez se acaba nas promessas embriagadas e sem destino. Caminha pelas ruas sem conseguir olhar para frente e enfrentar sua depressão. Busca o conforto em coisas mundanas, doses e fumos. Relaxam e criam um paradigma novo de alegria, horas se passam e com isso ele consegue dormir um pouco. Os sonhos são diferentes para os dois, pois eles já passam a diferença na realidade. Um tranquilo o outro carregado. Um ascendente e outro descendente. A única semelhança é quando acordam, sem efeitos adversos e a angústia inicialmente relatada, se mostra viva e presente e os desejos antigos se tornam mais uma parte da vida. E é perceptível que falamos de uma única pessoa, presa nos seus sonhos e acometido de uma doença impraticável... Ele a amava.
Ser acordado pelo pleno orvalho e pelas pétalas de vida invísivel, desatando os laços unidos e fantasiados de um relacionamento vitalício. Abrir os olhos e buscar a fuga certa para a caça desesperada do viver, relatar em pequenos contos a epopéia da vida. O enfermo busca a esperança na janela pingada de chuva, nessa hora se perde em pensamentos melancólicos e duvidosos questionamentos. Busca a necessidade, corre pelos corredores da sua mente albina, um grito desesperado e angustiado para se sentir novamente vivo. As horas nunca passam quando estamos tristes e confusos, traçamos planos e promessas para possíveis empreitadas perigosamente suicídas e nunca teremos o sangue-frio necessário para iniciar a batalha. Cada dose do remédio é medicinalmente controlada para trazer o alívio necessário, a falsa cura por horas, para que, pelo menos nesse curto espaço, possamos nos lembrar como é a vida sem nossa doença. O enfermo sabe disso pois são os únicos momentos que consegue dormir. O apaixonado pelo mundo desconhece este conforto, mais uma vez se acaba nas promessas embriagadas e sem destino. Caminha pelas ruas sem conseguir olhar para frente e enfrentar sua depressão. Busca o conforto em coisas mundanas, doses e fumos. Relaxam e criam um paradigma novo de alegria, horas se passam e com isso ele consegue dormir um pouco. Os sonhos são diferentes para os dois, pois eles já passam a diferença na realidade. Um tranquilo o outro carregado. Um ascendente e outro descendente. A única semelhança é quando acordam, sem efeitos adversos e a angústia inicialmente relatada, se mostra viva e presente e os desejos antigos se tornam mais uma parte da vida. E é perceptível que falamos de uma única pessoa, presa nos seus sonhos e acometido de uma doença impraticável... Ele a amava.
outubro 19, 2006
Eu relembrei de todos os momentos...
Foi mais uma vez que eu estava no bar, bebendo minhas cervejas... Sozinho na mesa... Olhando o infinito ou o lugar que antes ia diariamente... Olhei as paredes mudadas, as mesas sempre iguais, o balcão... Lembrei das inúmeras amizades que fiz ali... Desde dono, funcionários ou simples clientes... Era mais ou menos minha segunda casa... O lugar que meus pais sabiam que eu iria e conheciam também... E eu fui lá porque estava acabado, deprimido, nervoso... Triste... Quase perdido no caminho milenar, mas seguindo a corda-guia da rotina. Pensei nos problemas, nas soluções, nas variáveis e medidas... Lembrei de músicas, de poeias, de brigas e das discussões... Dos planos traçados até os que foram derrubados... Da simples matada de aula até o conselho regado ao álcool... Pensei em desistir de tudo, achar novos rumos para minha jovem vida. Pensei em conversar diretamente para expor a situação... Pensei em gritar de peito aberto minha angústia... Lembrei das festas que fiz ali... Da reunião de amigos e das vezes que cheguei em casa por sorte. De como éramos lembrados e provei que nunca fui esquecido. Do aperto de mão drenado pelo tempo até o pedido de retorno breve. No fim fiquei com o sorriso no rosto, de um lugar que nunca deveria ter mudado... Porém foi suficiente para enxergar mudanças necessárias... Tanto minhas quanto externas... Sentimentais quanto racionais... Foram duas cervejas, antes da obrigação... Pouco mais de trinta minutos... Quase quarenta... Que fez eu me sentir vivo e calmo para pensar e repensar sobre qual rumo minha curta vida deve levar... Necessário para ver que mudanças existem e outras traçadas de rumos são extremamente importante na nossa vida... Morreram seis reais e renasceu a minha esperança redudante velha de guerra.
Foi mais uma vez que eu estava no bar, bebendo minhas cervejas... Sozinho na mesa... Olhando o infinito ou o lugar que antes ia diariamente... Olhei as paredes mudadas, as mesas sempre iguais, o balcão... Lembrei das inúmeras amizades que fiz ali... Desde dono, funcionários ou simples clientes... Era mais ou menos minha segunda casa... O lugar que meus pais sabiam que eu iria e conheciam também... E eu fui lá porque estava acabado, deprimido, nervoso... Triste... Quase perdido no caminho milenar, mas seguindo a corda-guia da rotina. Pensei nos problemas, nas soluções, nas variáveis e medidas... Lembrei de músicas, de poeias, de brigas e das discussões... Dos planos traçados até os que foram derrubados... Da simples matada de aula até o conselho regado ao álcool... Pensei em desistir de tudo, achar novos rumos para minha jovem vida. Pensei em conversar diretamente para expor a situação... Pensei em gritar de peito aberto minha angústia... Lembrei das festas que fiz ali... Da reunião de amigos e das vezes que cheguei em casa por sorte. De como éramos lembrados e provei que nunca fui esquecido. Do aperto de mão drenado pelo tempo até o pedido de retorno breve. No fim fiquei com o sorriso no rosto, de um lugar que nunca deveria ter mudado... Porém foi suficiente para enxergar mudanças necessárias... Tanto minhas quanto externas... Sentimentais quanto racionais... Foram duas cervejas, antes da obrigação... Pouco mais de trinta minutos... Quase quarenta... Que fez eu me sentir vivo e calmo para pensar e repensar sobre qual rumo minha curta vida deve levar... Necessário para ver que mudanças existem e outras traçadas de rumos são extremamente importante na nossa vida... Morreram seis reais e renasceu a minha esperança redudante velha de guerra.
outubro 18, 2006
E foi assim que eu te disse...
Não me importei com o horário, lugar ou situação... Não conseguiria mais aguentar dentro do meu coração a pergunta fatual... Não fiquei completamente feliz com a resposta, porém aliviado... E talvez disso saia a maior importância de todas... Nunca quis saber os motivos porque não pertence a mim... Nesta esfera pactual eu fico na marginal do saber... Na redondilha menor dos versos, perdido na perfeição de sonetos e rimas simbolistas... Vou guardar para sempre o momento, poucos copos, sorrisos, novas amizades, o básico conhecer, os sonhos, desejos, vontades, realidades e mitos. A pefeição estava ali por um curto período... Porém se esvairou ao perceber do erro e deixou a ventania noturna como companheira total... Fiquei pasmo, quase doente... E eu nunca poderia querer mais, sem antes te conhecer...
Não me importei com o horário, lugar ou situação... Não conseguiria mais aguentar dentro do meu coração a pergunta fatual... Não fiquei completamente feliz com a resposta, porém aliviado... E talvez disso saia a maior importância de todas... Nunca quis saber os motivos porque não pertence a mim... Nesta esfera pactual eu fico na marginal do saber... Na redondilha menor dos versos, perdido na perfeição de sonetos e rimas simbolistas... Vou guardar para sempre o momento, poucos copos, sorrisos, novas amizades, o básico conhecer, os sonhos, desejos, vontades, realidades e mitos. A pefeição estava ali por um curto período... Porém se esvairou ao perceber do erro e deixou a ventania noturna como companheira total... Fiquei pasmo, quase doente... E eu nunca poderia querer mais, sem antes te conhecer...
setembro 26, 2006
Talvez tudo se encontre num acaso disperso...
As mentalidades se chocam, trazem o incosciente da flor, uma pele morena branda e nunca acostumada com a intensidade necessária da poesia. Um quê de dúvida e significado, um jaleco da pureza estampando o pecado capital, números aleatórios que mostram a codificação da vida. Perambular sobre a vida, textos e idéias, talvez nunca sejam retratadas e ouvidas, talvez sejam transferidas para outro aquém. Pétalas ao vento, letras na areia, canções no papel... Seria tudo um complemento único, se fosse dono desta razão. Danço pelas vielas, ruetas e cidadonas. Construo vários projetos aqui, ali e acolá. Sou o poeta desvairado, sempre compreendido, eternamente odiado e impossível de ser esquecido... Talvez sina ou benção... O futuro irá me dizer... Naquela mesa de bar, onde brindaremos um possível final para a vida. E eu nunca pensei que ele deveria ser feliz...
As mentalidades se chocam, trazem o incosciente da flor, uma pele morena branda e nunca acostumada com a intensidade necessária da poesia. Um quê de dúvida e significado, um jaleco da pureza estampando o pecado capital, números aleatórios que mostram a codificação da vida. Perambular sobre a vida, textos e idéias, talvez nunca sejam retratadas e ouvidas, talvez sejam transferidas para outro aquém. Pétalas ao vento, letras na areia, canções no papel... Seria tudo um complemento único, se fosse dono desta razão. Danço pelas vielas, ruetas e cidadonas. Construo vários projetos aqui, ali e acolá. Sou o poeta desvairado, sempre compreendido, eternamente odiado e impossível de ser esquecido... Talvez sina ou benção... O futuro irá me dizer... Naquela mesa de bar, onde brindaremos um possível final para a vida. E eu nunca pensei que ele deveria ser feliz...
setembro 17, 2006
Mais uma parte da minha vida...
E foi assim que as velas se apagaram com o vento, a mágica foi desfeita e talvez uma ponta de verdade apareceu. Nunca seríamos um do outro... Nunca. E é assim que ficarei... Sozinho... E hoje eu canto as poesias sozinhos no mundo, sozinho por escolha... Sozinho por ter sonhado demais... E não aconteceu nada, mas estou sentindo a falta, a falta de manias, a falta de rotina, a falta de reconhecer... Uma alívio sútil, porém... um alívio que traz a alegria e tenta encobrir a falta que você faz na minha vida... A linda falta que eu senti todos esses dias... A falta de ter mais sonhos planejados e não realizados... E essa é a minha sina, o sofrimento por amor que eu tanto fiz, colho grão a grão por sua causa. Este é meu cruel destino... Por amar demais o impossível e desprezar o possível que sempre tive em mãos... E este é o jeito que vou morrer... Pelo menos deveria...
E foi assim que as velas se apagaram com o vento, a mágica foi desfeita e talvez uma ponta de verdade apareceu. Nunca seríamos um do outro... Nunca. E é assim que ficarei... Sozinho... E hoje eu canto as poesias sozinhos no mundo, sozinho por escolha... Sozinho por ter sonhado demais... E não aconteceu nada, mas estou sentindo a falta, a falta de manias, a falta de rotina, a falta de reconhecer... Uma alívio sútil, porém... um alívio que traz a alegria e tenta encobrir a falta que você faz na minha vida... A linda falta que eu senti todos esses dias... A falta de ter mais sonhos planejados e não realizados... E essa é a minha sina, o sofrimento por amor que eu tanto fiz, colho grão a grão por sua causa. Este é meu cruel destino... Por amar demais o impossível e desprezar o possível que sempre tive em mãos... E este é o jeito que vou morrer... Pelo menos deveria...
agosto 31, 2006
Drenado pelas cordas vocais atônitas...
De nervoso tinha os lábios que tremiam em direção a um abismo de palavras ingratas. As mãos saltitavam pela superfície procurando o albornoz para esconder e não parecerem perdidas. Olhos, estes lacrimejavam de pavor e nunca focalizavam algo por mais da fração existente. Pernas tortas, sempre, e balançavam a um sabor de vento convidativamente seduzido. O cérebro tentava não entrar em curto e processar as informações ao mesmo tempo que mandava o coração obedecer... Este último pulsava disparado, um misto de sabor acre e doce... Uma mistura de alegria, tristeza, nervosismo e gozo... Não sabendo qual e como seria o final. Foi neste cenário que foi montado o Ele e Ela, os medos adolescentes adultos, os olhares encontrados no caos... E o beijo aconteceu. Foi aí que criou-se, enfim, os planos de amor, as juras bizarras, o desejo do infinito... Foi desta maneira que sonhou, na tarde qualquer, o beijo perfeito e o início do amor da vida.
De nervoso tinha os lábios que tremiam em direção a um abismo de palavras ingratas. As mãos saltitavam pela superfície procurando o albornoz para esconder e não parecerem perdidas. Olhos, estes lacrimejavam de pavor e nunca focalizavam algo por mais da fração existente. Pernas tortas, sempre, e balançavam a um sabor de vento convidativamente seduzido. O cérebro tentava não entrar em curto e processar as informações ao mesmo tempo que mandava o coração obedecer... Este último pulsava disparado, um misto de sabor acre e doce... Uma mistura de alegria, tristeza, nervosismo e gozo... Não sabendo qual e como seria o final. Foi neste cenário que foi montado o Ele e Ela, os medos adolescentes adultos, os olhares encontrados no caos... E o beijo aconteceu. Foi aí que criou-se, enfim, os planos de amor, as juras bizarras, o desejo do infinito... Foi desta maneira que sonhou, na tarde qualquer, o beijo perfeito e o início do amor da vida.
agosto 27, 2006
E vão se abrir as cortinas dos espetáculos...
Dentro de seis dias vai começar o que promete ser a maior empreitada rockeira da minha vida... Dentro de seis dias vou embarcar no meu mês do rock, dos shows e de todo aquele sentimento que amo tanto... Shows, lugares novos, amigos de longa datas, músicas vivenciais, bandas importantes e talvez melhor show da minha vida... Sexta-feira, dia 01, começa o mês de setembro e junto com ele, abrindo a cortina total e fazendo a minha preparação, Street Bulldogs... Em Piracicaba... Lugar novo... Depois, na outra sexta, The Ataris em São Paulo... Segunda melhor banda, segundo show de setembro, candidato forte a "Melhor Show da Minha Vida"... Depois dia 22 temos o tão famoso e aguardado Vans Zona Punk Tour... Noção de Nada, FISTT, Shilleper High, US Bombs e Pericles... Segunda edição do melhor festival do ano passado... Com bandas diferentes e bandas essas que fazia tempo que não via e admiro tanto... Fistt e Noção... Depois disso... Uma semana depois, dia 01 de outubro, finalizando meu mês do rock... NOFX... Impossível adjetivar o que NOFX representa para o mundo... Não sou dos maiores fãs... Mas NOFX é história viva... E merece ser creditado entre os melhores shows... Imperdível... Cada segundo, cada show, cada centavo gasto... De todos eles... E que venha setembro... Que traga boas novas e bons fluídos... Que deixe mais feliz e apague a sombra negra e dolorida de agosto...
Dentro de seis dias vai começar o que promete ser a maior empreitada rockeira da minha vida... Dentro de seis dias vou embarcar no meu mês do rock, dos shows e de todo aquele sentimento que amo tanto... Shows, lugares novos, amigos de longa datas, músicas vivenciais, bandas importantes e talvez melhor show da minha vida... Sexta-feira, dia 01, começa o mês de setembro e junto com ele, abrindo a cortina total e fazendo a minha preparação, Street Bulldogs... Em Piracicaba... Lugar novo... Depois, na outra sexta, The Ataris em São Paulo... Segunda melhor banda, segundo show de setembro, candidato forte a "Melhor Show da Minha Vida"... Depois dia 22 temos o tão famoso e aguardado Vans Zona Punk Tour... Noção de Nada, FISTT, Shilleper High, US Bombs e Pericles... Segunda edição do melhor festival do ano passado... Com bandas diferentes e bandas essas que fazia tempo que não via e admiro tanto... Fistt e Noção... Depois disso... Uma semana depois, dia 01 de outubro, finalizando meu mês do rock... NOFX... Impossível adjetivar o que NOFX representa para o mundo... Não sou dos maiores fãs... Mas NOFX é história viva... E merece ser creditado entre os melhores shows... Imperdível... Cada segundo, cada show, cada centavo gasto... De todos eles... E que venha setembro... Que traga boas novas e bons fluídos... Que deixe mais feliz e apague a sombra negra e dolorida de agosto...
agosto 17, 2006
O que as pessoas acham de mim...
Confiável ao mesmo tempo que dizem eu sou um bom mentiroso. Sabem do que preciso mas dizem que irei ficar mal. Que sou amigo mas não recebo nenhuma ligação. Que sou novo mas tenho cara de acabado. Que tenho o sorriso mais lindo mas sou perigoso. Que tenho cara de calmo mas não querem se meter comigo. Que sou triste mas nunca me viram chorar. Que querem saber de mim mas nunca para me ajudar e sim para satisfazer uma curiosidade que, supostamente, mata. Que querem que eu ajude mas não recebo um ombro. Querem saber como estou mas só para ter algo para perguntar. Me acham inteligente mas não provam que gostam disso. Então o que devo para viver? Ouví-las? Me refugiar no meu mundo? Fiz isso... Sabe que eu ganhei? Insultos, críticas e muitas, mas muitas mesmos, maldadades do tipo que eu sou egoísta, chato, preguiçoso, infantil, galinha, insuportável... E depois de dizerem tudo isso... Se foram, seguiram suas vidas... O que aconteceu depois? Quando elas precisavam de ajudas, me pediram perdão... Falaram que eu sou lindo, amigo, atencioso, gostoso, irrestítivel, apaixonante, psicólogo, companheiro... O que elas precisavam? De sexo, de um beijo confortante, de um ombro para chorar e desabafar a vida profissional / pessoal / sexual... Precisavam de uma fantasia real... E acharam EU... Sorridente, amigo e sincero... E depois que enjoaram? Jogaram fora como uma criança mimada que cansou do brinquedo do Natal e quer um novo que saiu e aparece na TV... Fui objeto por muitos mas muitos anos... Simplesmente cansei e resolvi viver minha vida e não acreditar em promessas que nunca vão se cumprir quando os OUTROS não quiserem... Eu também tenho vida, sou humano, tenho meus sonhos e objetivos... E preciso das coisas em algumas horas... Nada mais igual do que o resto...
Confiável ao mesmo tempo que dizem eu sou um bom mentiroso. Sabem do que preciso mas dizem que irei ficar mal. Que sou amigo mas não recebo nenhuma ligação. Que sou novo mas tenho cara de acabado. Que tenho o sorriso mais lindo mas sou perigoso. Que tenho cara de calmo mas não querem se meter comigo. Que sou triste mas nunca me viram chorar. Que querem saber de mim mas nunca para me ajudar e sim para satisfazer uma curiosidade que, supostamente, mata. Que querem que eu ajude mas não recebo um ombro. Querem saber como estou mas só para ter algo para perguntar. Me acham inteligente mas não provam que gostam disso. Então o que devo para viver? Ouví-las? Me refugiar no meu mundo? Fiz isso... Sabe que eu ganhei? Insultos, críticas e muitas, mas muitas mesmos, maldadades do tipo que eu sou egoísta, chato, preguiçoso, infantil, galinha, insuportável... E depois de dizerem tudo isso... Se foram, seguiram suas vidas... O que aconteceu depois? Quando elas precisavam de ajudas, me pediram perdão... Falaram que eu sou lindo, amigo, atencioso, gostoso, irrestítivel, apaixonante, psicólogo, companheiro... O que elas precisavam? De sexo, de um beijo confortante, de um ombro para chorar e desabafar a vida profissional / pessoal / sexual... Precisavam de uma fantasia real... E acharam EU... Sorridente, amigo e sincero... E depois que enjoaram? Jogaram fora como uma criança mimada que cansou do brinquedo do Natal e quer um novo que saiu e aparece na TV... Fui objeto por muitos mas muitos anos... Simplesmente cansei e resolvi viver minha vida e não acreditar em promessas que nunca vão se cumprir quando os OUTROS não quiserem... Eu também tenho vida, sou humano, tenho meus sonhos e objetivos... E preciso das coisas em algumas horas... Nada mais igual do que o resto...
agosto 12, 2006
E minhas antigas lembranças nas noites de clausura...
Encontrei as velhas lembranças, escritos nos amorosos anos passados. Anos aqueles que brindavam o platônico, as esferas de alegria. Descobria o mundo da liberdade, do contato intimo. A liberdade do ter. Lendo revivi todos aqueles momentos que, ao sabor do álcool, me deixava levar para os caminhos de poesia. Experimentei o extremo, o excesso... Brindava a boemia a cada nova manhã de recuperação. Contava as horas para a noite e nelas ia-me sorridente. Dessas andanças nasceram amores e outros tantos foram revividos. Eu era livre e com combustível de vontade. Atrevia, usava, sondava e sonhava. Lembro-me de alguma escuridão, de tristeza e noites mal-dormidas... Lembrei dos momentos e tratei de esquecê-los, pois estavam enterrados. Voltei ao hoje, ao não poder... Enclausurado na angústia e nas lembranças da solidão extrema. Do peito caloroso doendo pela falta. Estou mais vivido, mas vazio... Alegre porém incompleto... Não sei até que ponto vale o sacrifício da mudança. Mas tenho esperanças e sei que não vai me abandonar. E só me resta escrever para entender a angústia que corrói e a minha única companhia depressiva, que chamo carinhosamente de Minha Vida. E eram apenas poesias cantando a solidão e o platonismo saudável... Pelo menos naqueles anos eu tinha por quem cantar. Hoje nem sei mais a cor deste caminho e nem sei mais como trilhar...
Encontrei as velhas lembranças, escritos nos amorosos anos passados. Anos aqueles que brindavam o platônico, as esferas de alegria. Descobria o mundo da liberdade, do contato intimo. A liberdade do ter. Lendo revivi todos aqueles momentos que, ao sabor do álcool, me deixava levar para os caminhos de poesia. Experimentei o extremo, o excesso... Brindava a boemia a cada nova manhã de recuperação. Contava as horas para a noite e nelas ia-me sorridente. Dessas andanças nasceram amores e outros tantos foram revividos. Eu era livre e com combustível de vontade. Atrevia, usava, sondava e sonhava. Lembro-me de alguma escuridão, de tristeza e noites mal-dormidas... Lembrei dos momentos e tratei de esquecê-los, pois estavam enterrados. Voltei ao hoje, ao não poder... Enclausurado na angústia e nas lembranças da solidão extrema. Do peito caloroso doendo pela falta. Estou mais vivido, mas vazio... Alegre porém incompleto... Não sei até que ponto vale o sacrifício da mudança. Mas tenho esperanças e sei que não vai me abandonar. E só me resta escrever para entender a angústia que corrói e a minha única companhia depressiva, que chamo carinhosamente de Minha Vida. E eram apenas poesias cantando a solidão e o platonismo saudável... Pelo menos naqueles anos eu tinha por quem cantar. Hoje nem sei mais a cor deste caminho e nem sei mais como trilhar...
agosto 08, 2006
Promessas e Desejos Semeando o Vale Curvo...
Talvez as coisas que seriam mais especiais se fizeram quando eu era muito novo... Visitei lugares que se fosse hoje talvez nem voltasse vivo, conheci pessoas importantes que talvez hoje me levassem para o mal caminho, pensei coisas que se fossem pensadas hoje me trariam tristezas... Ainda fico pensando o que pode ser certo e errado... O que é traição ou simples atração... O que pode ser considerado veneno e, descoberto isso, achar a acidez do gosto de alerta... Misturo idéias, idiomas, músicas, vidas e sonhos... Amo sem poder, vivo para crescer... Tenho as companhias que eu quero, mas não sou egoísta... E conquisto o que quero, pois sou intenso o suficiente para ser creditado. Jamais esquecido... Porque meus sonhos são feitos das lembranças boas que surgem e vivo em meus dias... As vezes existe uma tentação obscura que faz mal... Mas todos somos tentados aos desejos da carne... É bom conhecer...Melhor ainda sentir os olhos lacrimejarem por reviver algo que lavou a alma... E hoje, ao voltar para casa, eu gritei o máximo que pude... Sensação de liberdade... A liberdade mesclada a uma saudade imensa, a vontade de falar tudo que se quer para ser entendido, e, talvez a maior delas, poder sentir o sorriso puro ao meu lado... Sem pressa para cumprir as promessas... Vou ter tudo que eu sempre sonhei...
Talvez as coisas que seriam mais especiais se fizeram quando eu era muito novo... Visitei lugares que se fosse hoje talvez nem voltasse vivo, conheci pessoas importantes que talvez hoje me levassem para o mal caminho, pensei coisas que se fossem pensadas hoje me trariam tristezas... Ainda fico pensando o que pode ser certo e errado... O que é traição ou simples atração... O que pode ser considerado veneno e, descoberto isso, achar a acidez do gosto de alerta... Misturo idéias, idiomas, músicas, vidas e sonhos... Amo sem poder, vivo para crescer... Tenho as companhias que eu quero, mas não sou egoísta... E conquisto o que quero, pois sou intenso o suficiente para ser creditado. Jamais esquecido... Porque meus sonhos são feitos das lembranças boas que surgem e vivo em meus dias... As vezes existe uma tentação obscura que faz mal... Mas todos somos tentados aos desejos da carne... É bom conhecer...Melhor ainda sentir os olhos lacrimejarem por reviver algo que lavou a alma... E hoje, ao voltar para casa, eu gritei o máximo que pude... Sensação de liberdade... A liberdade mesclada a uma saudade imensa, a vontade de falar tudo que se quer para ser entendido, e, talvez a maior delas, poder sentir o sorriso puro ao meu lado... Sem pressa para cumprir as promessas... Vou ter tudo que eu sempre sonhei...
julho 20, 2006
A little bit about my friends...
Foi assim que comecei a trilhar estradas. Traças metas, buscar objetivos e significados. Talvez nem tenha me importado em demasia sobre as consequências sobre meu passado... E as pessoas que nele estavam... Porém sempre fui cuidadoso sobre isto. Nunca dei um passo sem antes me garantir que tudo estava como antes, sem mudanças drásticas e rebeldes... Não sei me esquecer das vozes, dos momentos e de tudo que passamos juntos. Com estas mudanças, que todos passamos, vi pessoas desaparecer, não comparecer, viver outros mundos e em outra sintonia... Alçei meus braços para tentar a conciliação dos mundos, cansei nas tentativas. Cansei nos momentos que mais precisei e não existia a conexão mágica... Fui deixado para trás... Por muitos... Como muitos outros me estenderam os braços, as mãos, me cederam momentos novos... Mostraram caminhos... Compartilharam experiências. Por estes continuei, por estes vivi e ainda agradeço por isso. Tanto quanto posso. O resultado é estranho, porém prazeroso. Um remédio que tem um gosto ruim porém dá alívio imediato. Esta é a vida sobre amigos... Uns continuam perto, companheiros e insistentes... Outros buscam novos, falsamente sem esquecer dos velhos, companheiros de jornada e regam a amizade como um jardim gigante. Esquecem que só existe uma pessoa para regar este imenso jardim plantado e, aos poucos, algumas dessas sementes, que brotaram e criaram um fruto bonito e intenso, vão perdendo o brilho inicial e deixam o jardim para buscar a beleza em outros... Já perdi a conta em quantos já passei, porém nunca me arrependi de ter vivido um pouco... E tenho certeza, que os mais especiais, continuam ainda no meu coração e destes eu nunca vou sair.
Foi assim que comecei a trilhar estradas. Traças metas, buscar objetivos e significados. Talvez nem tenha me importado em demasia sobre as consequências sobre meu passado... E as pessoas que nele estavam... Porém sempre fui cuidadoso sobre isto. Nunca dei um passo sem antes me garantir que tudo estava como antes, sem mudanças drásticas e rebeldes... Não sei me esquecer das vozes, dos momentos e de tudo que passamos juntos. Com estas mudanças, que todos passamos, vi pessoas desaparecer, não comparecer, viver outros mundos e em outra sintonia... Alçei meus braços para tentar a conciliação dos mundos, cansei nas tentativas. Cansei nos momentos que mais precisei e não existia a conexão mágica... Fui deixado para trás... Por muitos... Como muitos outros me estenderam os braços, as mãos, me cederam momentos novos... Mostraram caminhos... Compartilharam experiências. Por estes continuei, por estes vivi e ainda agradeço por isso. Tanto quanto posso. O resultado é estranho, porém prazeroso. Um remédio que tem um gosto ruim porém dá alívio imediato. Esta é a vida sobre amigos... Uns continuam perto, companheiros e insistentes... Outros buscam novos, falsamente sem esquecer dos velhos, companheiros de jornada e regam a amizade como um jardim gigante. Esquecem que só existe uma pessoa para regar este imenso jardim plantado e, aos poucos, algumas dessas sementes, que brotaram e criaram um fruto bonito e intenso, vão perdendo o brilho inicial e deixam o jardim para buscar a beleza em outros... Já perdi a conta em quantos já passei, porém nunca me arrependi de ter vivido um pouco... E tenho certeza, que os mais especiais, continuam ainda no meu coração e destes eu nunca vou sair.
julho 12, 2006
Foi dado o desespero pagão descritivo...
A descrição falhou nos minutos finais. Trazendo a tona algo desconexo, uma criatura bizarra, sem molde e perpétua. Alimenta-se do longínquo, dos momentos espúrios, da maleável lábia humana. Cresce desordenado, noite a dia, finito a infinito, ingestão a digestão... Percorre mundos, vilas, bairros e casas. Todos precisam dele e não enxergam a dor que lhes causa. Divindade posta a coroa ganha... É clamado. Criou-se então uma legião de adoradores... Como se fossem titãs correndo para a vitória certa. E Ele gosta, cresce mais... Parece criar diversas micro-diferenças de um tipo para outro... Porém são todos frutos de um só... Quase uma alma habitando o coração e a vida de muitos normais... Que ainda cantam de peito sóbrio, outros embriagados, que sem Ele a vida seria injusta, imoral e sem significado. E Ele nada faz, pois não tem consciência... Nada faz pois o sofrimento ou a alegria é o alimento predileto... Ele mata milhões e também devolve a esperança pra outros... E quem há de achar ele injusto ou initeligível? Ninguém os entende... Nem seus criadores... Uma experiência fracassada no minuto final... Transformando algo perfeito em desordenado. Algo perfeito em incontrolável... O que poderia só causar risos hoje cria lágrimas, tristezas, perdição... Mas Ele cresce e continua habitando os corações alheios... E de todos os nomes, o que Ele mais gosta é Amor...
A descrição falhou nos minutos finais. Trazendo a tona algo desconexo, uma criatura bizarra, sem molde e perpétua. Alimenta-se do longínquo, dos momentos espúrios, da maleável lábia humana. Cresce desordenado, noite a dia, finito a infinito, ingestão a digestão... Percorre mundos, vilas, bairros e casas. Todos precisam dele e não enxergam a dor que lhes causa. Divindade posta a coroa ganha... É clamado. Criou-se então uma legião de adoradores... Como se fossem titãs correndo para a vitória certa. E Ele gosta, cresce mais... Parece criar diversas micro-diferenças de um tipo para outro... Porém são todos frutos de um só... Quase uma alma habitando o coração e a vida de muitos normais... Que ainda cantam de peito sóbrio, outros embriagados, que sem Ele a vida seria injusta, imoral e sem significado. E Ele nada faz, pois não tem consciência... Nada faz pois o sofrimento ou a alegria é o alimento predileto... Ele mata milhões e também devolve a esperança pra outros... E quem há de achar ele injusto ou initeligível? Ninguém os entende... Nem seus criadores... Uma experiência fracassada no minuto final... Transformando algo perfeito em desordenado. Algo perfeito em incontrolável... O que poderia só causar risos hoje cria lágrimas, tristezas, perdição... Mas Ele cresce e continua habitando os corações alheios... E de todos os nomes, o que Ele mais gosta é Amor...
julho 07, 2006
E assim foi aquecido o momento mágico...
No início era algo desconhecido, buscando simplesmente o conhecimento... O saber... Buscando sinais de entendimento, algo que pudesse fazer uma aproximação... E assim aconteceu, não lembro quando e nem como... AS mãos foram dadas e um destino, indescritível e inexistente, traçado. Foi-se um tempo aproveitando o momento... Simples não saber se estava gostando... Não existia o conhecimento... Pode ter sido lento e horrível, pode ter sido rápido e fatal... Nunca irei saber... O beijo veio selando a felicidade. Veio simbolizando algo que parecia fazer sentido. E rimos, como crianças, como anjos, como espíritos soltos... Do momento, do lugar, das pessoas, das histórias, do sabor... Rimos! Veio o fim... Incertezas, pensamentos, felicidade... Isso sim, felicidade. O próximo veio mais concreto... Veio mais vivo... Pouco conhecíamos, porém fizemos valer disso para sempre... Início, meio e o fim... Tudo com a mesma intensidade, nada triste, de algo novo e inexplicável... Se está certo, errado, bom, ruim... Só sei dizer por mim, nunca por ela... Causa talvez um estranhamento, unilateral, do sentido... Sentimento? Quem sabe... Eu ainda procuro entender para compreender... Porém as mãos e o perfume mágico ficaram em mim para lembrar...
No início era algo desconhecido, buscando simplesmente o conhecimento... O saber... Buscando sinais de entendimento, algo que pudesse fazer uma aproximação... E assim aconteceu, não lembro quando e nem como... AS mãos foram dadas e um destino, indescritível e inexistente, traçado. Foi-se um tempo aproveitando o momento... Simples não saber se estava gostando... Não existia o conhecimento... Pode ter sido lento e horrível, pode ter sido rápido e fatal... Nunca irei saber... O beijo veio selando a felicidade. Veio simbolizando algo que parecia fazer sentido. E rimos, como crianças, como anjos, como espíritos soltos... Do momento, do lugar, das pessoas, das histórias, do sabor... Rimos! Veio o fim... Incertezas, pensamentos, felicidade... Isso sim, felicidade. O próximo veio mais concreto... Veio mais vivo... Pouco conhecíamos, porém fizemos valer disso para sempre... Início, meio e o fim... Tudo com a mesma intensidade, nada triste, de algo novo e inexplicável... Se está certo, errado, bom, ruim... Só sei dizer por mim, nunca por ela... Causa talvez um estranhamento, unilateral, do sentido... Sentimento? Quem sabe... Eu ainda procuro entender para compreender... Porém as mãos e o perfume mágico ficaram em mim para lembrar...
julho 03, 2006
Separados pelo vento incostante da natureza cruel...
Éramos tudo, completos por amor e eternizados por razão.
Conhecíamos intimidades com olhares serenos.
E agora tudo é vazio... Nem nos falamos mais...
E por tudo isso que o inverno chegou.
Acolheu mais um em seus braços frios.
Emplacou, para sempre, as verdades não ditas.
O beijo faltante, o carinho a menos.
As lindas histórias e as risadas sutis...
As novidades brandas, o calor do nosso atrito.
Tudo é lembrança não lembrada...
Pois nunca mais foi vivida.
Éramos tudo, completos por amor e eternizados por razão.
Conhecíamos intimidades com olhares serenos.
E agora tudo é vazio... Nem nos falamos mais...
E por tudo isso que o inverno chegou.
Acolheu mais um em seus braços frios.
Emplacou, para sempre, as verdades não ditas.
O beijo faltante, o carinho a menos.
As lindas histórias e as risadas sutis...
As novidades brandas, o calor do nosso atrito.
Tudo é lembrança não lembrada...
Pois nunca mais foi vivida.
junho 18, 2006
E o reencontro aconteceu...
Era evidente que um dia aconteceria. Era certo que nos viríamos e trocaríamos palavras fulas na noite. Era evidente que eu iria pensar muito sobre isso. As horas foram poucas, me perdi no não-saber, coisas básicas sem expressões e algumas risadas lançadas no ar. Ao rever o mesmo olhar de anos atrás modificado, entendi o significado. Mudamos com a vida e esquecemos de tudo que poderia significar para nós. Crescemos e nosso amor infantil ficou para ser, talvez, contado para os inexistentes. Porém, mesmo sabendo de tudo isso, eu lembrei de cada minuto, de cada discussão e de tudo que existiu em nossa vida. Lembrei dos beijos, dos olhares, das mensagens e do choro. Dos presentes e até dos erros, das risadas e da companhia no momento certo. As inúmeras idéias e promessas apagadas pelo tempo. De tudo que seu nome simboliza. Sei que é passado, mas certas coisas não morrem e ainda diria para você: "Você é a mulher da minha vida, simplesmente porque eu te amo!". Eu gostaria de cumprir cada segundo com você...
Era evidente que um dia aconteceria. Era certo que nos viríamos e trocaríamos palavras fulas na noite. Era evidente que eu iria pensar muito sobre isso. As horas foram poucas, me perdi no não-saber, coisas básicas sem expressões e algumas risadas lançadas no ar. Ao rever o mesmo olhar de anos atrás modificado, entendi o significado. Mudamos com a vida e esquecemos de tudo que poderia significar para nós. Crescemos e nosso amor infantil ficou para ser, talvez, contado para os inexistentes. Porém, mesmo sabendo de tudo isso, eu lembrei de cada minuto, de cada discussão e de tudo que existiu em nossa vida. Lembrei dos beijos, dos olhares, das mensagens e do choro. Dos presentes e até dos erros, das risadas e da companhia no momento certo. As inúmeras idéias e promessas apagadas pelo tempo. De tudo que seu nome simboliza. Sei que é passado, mas certas coisas não morrem e ainda diria para você: "Você é a mulher da minha vida, simplesmente porque eu te amo!". Eu gostaria de cumprir cada segundo com você...
maio 28, 2006
E tudo contagia a vida cotidiana que não se pode inflar ou desesperar...
Você que sempre era só minha... Tão clara e certa... Sempre tão linda...
Deixou ao vento a minha lira... Deixou ao mar meu canto profundo...
Agora espero em berço pardo... A redenção do meu sofrimento...
Profundo e turvo o meu olhar... Meu sorriso sem brilho flutua...
Buscando sempre as respostas... Das perguntas que fizera então...
Ao coração, sempre tão triste... Que bate e vive em função de ti...
E se tivesse alguma voz... Pra ecoar e fazer a canção...
Ser ouvida, ser cantada... Pela garganta seca, triturada...
Mas não consigo nem mais nada... A não ser deitar e sonhar...
Com a melhora, a esperança... De te ter em mais um momento...
Não é perfeito, tão pouco intenso...
Quero o simples complexo demais...
E no mais, nada em mente... Mas usufro das drogas sim...
Elas me trazem o gozo pleno... Elas me fazem você em mim...
Elas me mostram tudo que quero... Elas conseguem recriar o amor...
O amor... O amor...
Você que sempre era só minha... Tão clara e certa... Sempre tão linda...
Deixou ao vento a minha lira... Deixou ao mar meu canto profundo...
Agora espero em berço pardo... A redenção do meu sofrimento...
Profundo e turvo o meu olhar... Meu sorriso sem brilho flutua...
Buscando sempre as respostas... Das perguntas que fizera então...
Ao coração, sempre tão triste... Que bate e vive em função de ti...
E se tivesse alguma voz... Pra ecoar e fazer a canção...
Ser ouvida, ser cantada... Pela garganta seca, triturada...
Mas não consigo nem mais nada... A não ser deitar e sonhar...
Com a melhora, a esperança... De te ter em mais um momento...
Não é perfeito, tão pouco intenso...
Quero o simples complexo demais...
E no mais, nada em mente... Mas usufro das drogas sim...
Elas me trazem o gozo pleno... Elas me fazem você em mim...
Elas me mostram tudo que quero... Elas conseguem recriar o amor...
O amor... O amor...
maio 21, 2006
E eu estou assim...
Sua suavidade me assusta, a calmaria plena do olhar. O instante perdido inédito e a reprise dos momentos vividos pela vivência. A certeza do erro inconstitucional e humilde. A criação desordenada do bem-estar. Você como sempre a rainha dos meus pensamentos, dona da minha angústia acuada, retentora de toda minha tristeza e causa do meu maior amor. Incondicional, sem-limite, sem guarda ou atenção. Amor puro e verdadeiro. Amor até o fim da vida. Amor que cresce durante os anos. Simplesmente amor. E agora queria fazer as malas, planejar sonhos na janela de um ônibus, passando de imagens rápidas e cenários construídos. Começar a vida novamente, ter um novo nome e um novo estilo. Esquecer das manias e dos gostos, esquecer do caminho passado. E por dificuldades extremas acabo me sentindo pequeno perante a grandiosidade mundial, dos problemas e das causas que não me deixam voar. Acabo esquecendo do meu princípio e de toda a poesia corrente. Esqueço até de mim e me ponho a chorar os rios que ficarão para trás após seguir o caminho... Piorando aos poucos, encobrindo a real culpa e a necessidade. Transparência suja de medo, motivos insignificantes e maliciosos... Fazem-me continuar sendo a mesma pessoa, enganada e destruída. O mesmo que riem e o mesmo que recita lindas palavras que são sopradas pelo vento e levam aos kilometros as mesmas baboseiras gratificantes... Não sou mais eu, nem sei que sou e muito menos onde posso encontrar... Sem amor, sem vida, sem destino, sem proposta... Continuo a insolente rotina ditada pela subjetividade.
Sua suavidade me assusta, a calmaria plena do olhar. O instante perdido inédito e a reprise dos momentos vividos pela vivência. A certeza do erro inconstitucional e humilde. A criação desordenada do bem-estar. Você como sempre a rainha dos meus pensamentos, dona da minha angústia acuada, retentora de toda minha tristeza e causa do meu maior amor. Incondicional, sem-limite, sem guarda ou atenção. Amor puro e verdadeiro. Amor até o fim da vida. Amor que cresce durante os anos. Simplesmente amor. E agora queria fazer as malas, planejar sonhos na janela de um ônibus, passando de imagens rápidas e cenários construídos. Começar a vida novamente, ter um novo nome e um novo estilo. Esquecer das manias e dos gostos, esquecer do caminho passado. E por dificuldades extremas acabo me sentindo pequeno perante a grandiosidade mundial, dos problemas e das causas que não me deixam voar. Acabo esquecendo do meu princípio e de toda a poesia corrente. Esqueço até de mim e me ponho a chorar os rios que ficarão para trás após seguir o caminho... Piorando aos poucos, encobrindo a real culpa e a necessidade. Transparência suja de medo, motivos insignificantes e maliciosos... Fazem-me continuar sendo a mesma pessoa, enganada e destruída. O mesmo que riem e o mesmo que recita lindas palavras que são sopradas pelo vento e levam aos kilometros as mesmas baboseiras gratificantes... Não sou mais eu, nem sei que sou e muito menos onde posso encontrar... Sem amor, sem vida, sem destino, sem proposta... Continuo a insolente rotina ditada pela subjetividade.
abril 29, 2006
As alcoviteiras que sopram minha vida...
Sopram boas, sopram más... Sopram nortes, suis, lestes e oestes... Nunca concreto e sempre abstrato. Nunca completo e sempre misterioso. São imagens desconexas mas que fazem sentido final, são sinais bizarros e completamente inteligível. Falam do cuidado, da bobagem, do perigo e da inocência. Do amor, do ódio, da alegria e da tristeza. Sempre obscuras porém com resultante clara e branda. Talvez sempre tenham dito a mesma coisa porém de intonações diferentes que transformaram sempre seu significado. Dizem, as vezes, coisas futuras que devem ser guardadas... E são simples alcoviteiras, mulheres da vida que percorreram os caminhos e guardaram suas lições e experiências, mulheres essas que entenderam do sofrimento da falsidade, da usabilidade, do prazer não correspondido e da solidão... Mulheres da vida bandida... Que perdem um pouco do seu tempo eterno, ensinando um pobre coitado a não seguir o mesmo caminho que tantas sofreram...
Sopram boas, sopram más... Sopram nortes, suis, lestes e oestes... Nunca concreto e sempre abstrato. Nunca completo e sempre misterioso. São imagens desconexas mas que fazem sentido final, são sinais bizarros e completamente inteligível. Falam do cuidado, da bobagem, do perigo e da inocência. Do amor, do ódio, da alegria e da tristeza. Sempre obscuras porém com resultante clara e branda. Talvez sempre tenham dito a mesma coisa porém de intonações diferentes que transformaram sempre seu significado. Dizem, as vezes, coisas futuras que devem ser guardadas... E são simples alcoviteiras, mulheres da vida que percorreram os caminhos e guardaram suas lições e experiências, mulheres essas que entenderam do sofrimento da falsidade, da usabilidade, do prazer não correspondido e da solidão... Mulheres da vida bandida... Que perdem um pouco do seu tempo eterno, ensinando um pobre coitado a não seguir o mesmo caminho que tantas sofreram...